quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Mês do Cinema Nacional



Há certa controvérsia na definição do Dia do Cinema Nacional. Fiz algumas pesquisas que atribuem os dias 5 de novembro, 8 de novembro e até 19 de junho como a data comemorativa. Mesmo não existindo um consenso, o Sessões elegeu o mês de novembro para homenagear a sétima arte brazuca. Desde que iniciamos o ciclo de homenagens, é a primeira vez que o eleito do mês é um tema e não um artista.

Outro motivo para a comemoração é que pela primeira vez na história, em outubro, a produção caseira ultrapassou o número de salas em exibição em comparação com os estrangeiros. Na ocasião, mais de 50% dos espaços no Brasil foram ocupados por filmes feitos no país. Tudo isso graças ao fenômeno Tropa de Elite 2, seguido por Nosso Lar e Eu e Meu Guarda-Chuva.

Alias, por falar em recordes, Tropa de Elite 2, ao ultrapassar 6 milhões de espectadores, já é o filme mais visto da retomada do cinema brasileiro. No entanto, fica ainda atrás como o longa mais assistido da história do país. Em primeiro lugar aparece Dona Flor e Seus Dois Maridos, de 1976, dirigido por Bruno Barreto, que contabiliza 10,7 milhões de espectadores. O vice-campeão é A Dama do Lotação, de 1978, dirigido por Neville de Almeida, com 6,5 milhões. Tropa 2 está em terceiro lugar e prestes a atingir o segundo posto..

A Retomada


Por causa de uma desastrada decisão política, existe uma linha divisória que marca a chamada retomada no cinema brasileiro. Essa divisão existe por causa do baque sofrido em 1990, quando o governo do presidente Fernando Collor de Mello, por meio do Programa Nacional de Desestatização (PND), extinguiu a Embrafilme, empresa estatal criada em 1969 com a missão de fomentar a produção e distribuição de filmes brasileiros - atual papel da Ancine.

Por um breve período o cinema nacional praticamente deixou de existir. A mudança teve início com a criação da Lei do Audiovisual em 1993, e convencionou apontar o lançamento em 1995 do longa-metragem "Carlota Joaquina - Princesa do Brazil", de Carla Camurati como a retomada do cinema brasileiro.

Graças e esta retomada, a produção nacional tomou fôlego, vem crescendo e já compete com em pé de quase igualdade com as superproduções americanas.

Carlos Nascimento
Sessões

2 comentários:

  1. Somos 200 milhões de brasileiros e 6 milhões é um recorde, sinal de que ainda pode-se caminhar muito. Pra frente, (das telas) Brasil!

    Leandro Antonio
    Sessões

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  2. Vão ver um sessônico no teatro:

    Ragnarock! A Epopéia Humana – Musical da Cia. Ópera do Mendigo narra com humor e muita informação a trajetória do homem desde a pré-história até os dias de hoje. No repertório, obras eruditas e populares com forte pendência para a sonoridade do rock.
    Direção cênica de Fernando Grecco, musical de Mara Campos, e coreografias de Christiane Araujo.

    Teatro Paulo Eiró (600 lugares) – Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro – Fone: 5546 - 0449 – De 04 a 14 de novembro, quinta e sexta, às 21h; sábados e domingos, às 16h e 20h – Idade: 10 anos. Ingressos: R$ 10,00.


    Leandro Antonio
    Sessões

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