segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Sessões Dupla: Piaf e Coco Antes de Chanel

Nomes originais: La Môme Piaf - Um Hino ao Amor (2007) on IMDb / Coco avant Chanel Coco Antes de Chanel (2009) on IMDb
Diretores: Olivier Dahan / Anne Fontaine
Anos: 2007/2009
País: França
Atrizes principais: Marion Cotillard / Audrey Tatou
Prêmios: Oscars de Melhor Maquiagem e Melhor Atriz / Sem prêmios

Francesa, orfã, começou sua carreira cantando em bordeis, cresceu envolvida em polêmicas, viveu muitos amores, perdeu um deles num acidente, revolucionou e infintrou-se na alta classe francesa, registrou seu nome na história e é referencia até hoje.

Essa foi Coco Chanel ou terá sido Edith Piaf? As duas são ícones em seus talentos e até hoje são reconhecidas pela maravilhosa voz e a outra pela estilista que foi. Ambas tiveram problemas em sua criação, vieram do nada e apareceram. Não só apareceram, foram visionárias, revolucionárias e deixam a França um pouco mais em evidência. Mas também as comparações ficam por aí.

E como retratar a vida dessas duas Joana D'Arc do século XX no cinema? Piaf - Um Hino ao Amor e Coco Antes de Chanel estão aí para contar a história dessas mulheres fantásticas.

Por ordem cronológica (de morte e lançamento de filme), Piaf - Um Hino ao Amor traz a bela Marion Cotillard incorporando a patinha feia (feia mesmo) da cidade de Belleville (sim, da ótima animação As Bicicletas de Belleville). Talvez a maior voz da música francesa de todos os tempos. Piaf tem o dom de embebedar com o som de sua caracteristica voz, mesmo cantando drogada ou sob efeito de muito whisky e champagne. Aliás, esse foi um dos maiores trunfos do filme, contar a história sem deixar de lado os pontos sombrios da carreira e vida de La Momê. Foram muitos amores, desamores, vexames, porres, semi-overdoses e tudo que poderiamos esperar de uma mulher (para a época era um problema), formada num bordel e que alcança o topo. Claro que outro aspecto do filme que merece todas as honras, a maquiagem. Quem não conhece Marion em outro papel, veja quem é Marion Cotillard no vídeo abaixo, interpretando Milord' de Piaf ao lado da cantora francesa Jenifer Bartoli. A pequena Pardal morreu aos 47 anos em decorrência dos excessos e desventuras de sua vida. Deixou obras maravilhosas como Hymne à l'amour e Non, je ne regrette rien.


Infelizmente a parcialidade foi único ponto em que o filme Coco Antes de Chanel pecou. Claramente o próprio nome do filme diz que não se contará toda a história da mulher que mudou os costumes dos vestuário das francesas e das mulheres no geral. Ao que mostra o filme, a bonitinha Audrey Tatou (que criou outra lenda francesa, Amélie Poulain) vive uma polida, limpa e correta Gabrielle Chanel, mas nem sempre foi assim, por exemplo, ela teve muitos outros amores do que mostra o filme e pasmem, colaborou com o 3o Reich de Adolf Hitler em reportagem que a revista Bravo! trouxe em sua edição do mês de outubro e pode ser lido clicando aqui.

Mas o que importa é o filme. Na fase mostrada no cinema, Coco é retratatada no início de sua carreira, dividida entre dois amores e começando a fazer chapéus e roupas "de homem" para mulheres, além da inovação do pretinho básico. Não sou o mais recomendado para dar dicas de moda, portanto, quem é ligado nesse mundo vai gostar de ver a mulher que transformou seu nome num império na tela grande. Vejam, pois vale a pena, mesmo achando que poderia mostrar a vida dela inteira, mas quem sabe não vem uma seqüencia. Morreu com 40 anos a mais que Piaf (aos 84) deixando sua marca e inspiração para novos estilistas. Vejam o trailer do filme:


Seja com La vie en rose ou Chanel nº 5, a França mostra que sabe fazer mulheres fortes e revolucionárias, confundindo-se com a sua grandiosa história. E com o fim do ano da França no Brasil, o Sessões através de dois ícones de sua história, dois filmes atuais e duas das atrizes novas com mais sucesso para de forma simplória homenagear o país de Edith e Coco.



Vitor Stefano
Sessões

domingo, 22 de novembro de 2009

Grande Sebastião


Sebastião Bernardes de Souza Prata era pouco. Um ator de magnitude precisava de um nome mais impactante – Grande Otelo – com esta alcunha, o pequeno mineiro foi mais que grande, foi o maior. O maior ator negro do Brasil de todos os tempos.

Considerado pelo ranking da revista Isto É como o terceiro brasileiro do século, na categoria artes cênicas. Este negrinho de 1m50 de altura, de olhos esbugalhados e beiço virado é, sem dúvida, uma das maiores expressões do cinema nacional de todos os tempos.

Grande Otelo detém a maioria de sua obra edificada sobre os alicerces da sétima arte, pois a quantidade de filmes que participou – mais de cem – é notadamente maior que a de suas participações em televisão. Ou seja, toda a sua figura e popularidade não teve a televisão como principal veículo, fato este que hoje, provavelmente impossível para um ator que ostenta projeção nacional.

Dá uma olhada neste site para saber mais:

www.ctac.gov.br/otelo/index.asp


Filmografia
1997 - Tudo é Brasil
1990 - Boca de Ouro
1989 - Jardim de Alah
1988 - Fronteiras
1988 - Natal da Portela
1987 - Running Out of Luck
1987 - Jubiabá
1986 - Brasa Adormecida
1986 - Nem Tudo É Verdade
1984 - Quilombo
1984 - Exu-Piá, Coração de Macunaíma
1983 - Parahyba, Mulher Macho
1982 - Fitzcarraldo
1981 - O Homem do Pau-Brasil
1980 - Asa Branca
1978 - A Noite dos Duros
1978 - As Aventuras de Robinson Crusoé
1978 - Agonia
1978 - A Noiva da Cidade
1977 - Ladrões de Cinema
1977 - Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia
1977 - A Força de Xangô
1977 - Ouro Sangrento
1976 - Carioca tigre
1976 - Ladrão de Bagdá
1976 - Tem Alguém na Minha Cama
1976 - Os Pastores da Noite
1976 - A Fera Carioca
1976 - As Aventuras d'Um Detetive Português
1975 - Deixa Amorzinho… Deixa
1975 - Assim Era a Atlântida
1975 - O Flagrante
1975 - Ladrão de Bagdá, o Magnífico
1974 - A Estrela Sobe
1974 - A Transa do Turf
1973 - O Negrinho do Pastoreio
1973 - O Rei do Baralho
1972 - Cassy Jones, o Magnífico Sedutor
1971 - O Barão Otelo no Barato dos Bilhões
1970 - O Donzelo
1970 - Família do Barulho
1970 - Se Meu Dólar Falasse
1970 - Os Herdeiros
1969 - Macunaíma
1969 - Não Aperta, Aparício
1969 - L'alibi
1969 - A Doce Mulher Amada
1969 - Em Ritmo Jovem
1969 - Por Um Amor Distante
1968 - Enfim Sós.... Com o Outro
1968 - Massacre no Supermercado
1968 - Os Marginais
1967 - Una rosa per tutti
1966 - Samba
1965 - Arrastão
1965 - Crônica da Cidade Amada
1963 - O Homem que Roubou a Copa do Mundo
1962 - Assalto ao Trem Pagador
1962 - Os Cosmonautas
1962 - Quero essa Mulher Assim Mesmo
1961 - O Dono da Bola
1961 - Os Três Cangaceiros
1960 - Pistoleiro Bossa-Nova
1960 - Vai que É Mole
1960 - Um Candango na Belacap
1960 - Entrei de Gaiato
1959 - Mulheres à Vista
1959 - Pé na Tábua
1959 - Garota Enxuta
1958 - E o Bicho Não Deu
1958 - É de Chuá!
1958 - Mulher de Fogo
1957 - A Baronesa Transviada
1957 - Metido a Bacana
1957 - De Pernas pro Ar
1957 - Com Jeito Vai
1957 - Rio Zona Norte
1957 - Brasiliana
1956 - Depois Eu Conto
1955 - Paixão nas Selvas
1954 - Malandros em Quarta Dimensão
1954 - Matar ou Correr
1953 - Dupla do Barulho
1953 - Amei um Bicheiro
1952 - Três Vagabundos
1952 - Carnaval Atlântida
1952 - Barnabé, Tu És Meu
1950 - Aviso aos Navegantes
1950 - Não É Nada Disso
1949 - Caçula do Barulho
1949 - Também Somos Irmãos
1949 - Carnaval no Fogo
1948 - Terra Violenta
1948 - É com Este que Eu Vou
1948 - E o Mundo se Diverte
1947 - Luz dos Meus Olhos
1947 - Este Mundo É um Pandeiro
1946 - Segura Esta Mulher
1946 - Um Fantasma por Acaso
1945 - Gol da Vitória
1945 - Não Adianta Chorar
1944 - Tristezas não Pagam Dívidas
1944 - Romance Proibido
1944 - Berlim da Batucada
1943 - Caminho do Céu
1943 - Moleque Tião
1943 - Samba em Berlim
1943 - Astros em Desfile
1941 - Sedução do Garimpo
1941 - Entra na Farra
1940 - Céu Azul
1940 - Laranja da China
1939 - Pega Ladrão
1939 - Onde Estás, Felicidade?
1938 - Futebol em Família
1937 - João Ninguém
1935 - Noites Cariocas

Consciência passa por ciência.

Leandro Antonio

Sessões

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei.

Diretores: Claudio Manoel, Calvito Leal e Micael Langer
Ano de lançamento: 2008
País: Brasil
Prêmios: Melhor Documentário no Prêmio Contigo de Cinema e melhor documentário pelo júri oficial e popular no Festival de Paulínia.
Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei (2009) on IMDb

20 de novembro é comemorado o Dia da Consciência Negra.
Você vai comemorar ou não tem consciência. Simonal morreu cruscificado e julgado porém com a consciência limpa e pagando pecados que não cabiam a ele.


Nasceu e morou num país tropical, ingrato. Foi abençoado por Deus e chegou lá. O sucesso chegou e dominou todo um país. O verdadeiro diamante negro, mas o showman virou o lobo mal. Seus moradores disseram a ele: " Nem vem que não tem. Nem vem de garfo que hoje é dia de sopa". O abandonaram, julgaram e jogaram ao invés de pedras, limões e limoeiros, até um pé de jacarandá. Deixou tudo de lado e continuou sua zazueira desceu a rua da ladeira e levou Sá Marina para dançar e naquela noite de domingo fez o povo inteiro chorar e arrepender-se. Ele foi mais um negro que se foi, mas outros virão. Ninguém sabe o duro que ele deu.

Você, negro ou não, conheça quem foi Wilson Simonal. Um dos maiores representantes da música brasileira. O 'crioulo' dominou um país, dominou o mundo! Erros todos cometem. Talvez por ser negro o erro pesou mais. Infelizmente ele perdeu a luta, irmãos, mas nunca deixou de tentar. A guerra continua. Luta sim! Luta mais!

Ele dedicou o Tributo a Martin Luther King ao seu filho. Eu escrevi sobre o dia da Consciencia Negra em Tributo a Wilson Simonal de Castro.

Vitor Stefano
Sessões

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quero ser John Malcovich

Nome original: Being John Malcovich
Diretor: Spike Jonze
Ano de lançamento: 1999
País: Estados Unidos
Elenco: John Cusack, Cameron Diaz, Catherine Keener e John Malkovich
Prêmios: 3 indicações ao Oscar: melhor diretor, melhor roteiro original e melhor atriz coadjuvante (Catherine Keener) e 4 indicações ao Globo de Ouro: melhor filme em comédia / musical, melhor roteiro e melhor atriz coadjuvante (Catherine Keener e Cameron Diaz).
Quero Ser John Malkovich (1999) on IMDb


Bizarro e imprevisível. Bizarro e imprevisível. Quero ser John Malkovich, filme de 1999, consegue surpreender do começo ao final numa saraivada de situações cômicas e absurdas que fogem completamente do perfil das produções hollywoodianas. Brilhante direção de Spike Jonze, um talentoso diretor da nova geração do cinema, e roteiro de Charlie Kaufman, em seu primeiro trabalho para as telonas – é dele também o roteiro de Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.
Craig Schawartz (John Cusac, no melhor papel de sua vida) é um manipulador de marionetes muito talentoso, mas sua atividade não tem lhe dado reconhecimento. Casado com a horrível Lotte (Cameron Diaz - irreconhecível), decide buscar emprego numa empresa muito incomum. A começar pelo espaço físico. Instalada no setimo e ½ andar, as pessoas que ali trabalham precisa andar curvadas, já que o pé-direito está a meio andar de altura. O diálogo com a secretária e a entrevista com o dono da empresa já apontam o quão surreal será o restante do filme.
Schawartz flerta com uma colega de trabalho – Maxine (Catherine Keener), mas é rejeitado. Sua relação com sua esposa (Lotte) é cômoda, mas não lhe traz alegria. Deprimido, sua vida tem tudo para ser um fracasso. Um dia, por azar ou por sorte, descobre um portal atrás de um armário que dá acesso à mente de John Malkovich. Por 15 minutos a pessoa que entra neste portal vive todas as situações e sensações que o grande ator vive. Ao final da viagem, o intruso mental é atirado à beira de uma estrada. A partir daí, caros leitores, a maluquice está estabelecida.
Há boas atuações, como a de Cusak, mas nada espetacular, nem boa trilha sonora, muito menos uma atraente fotografia. Malkovich também não consegue ser grande interpretando a si mesmo, porém reconheço um certo exagero proposital na composição de um eu fictício. Ao ser endeusado por si, Malkovick se torna ridículo e cômico, e talvez seja exatamente esta a intenção. Spike Jonze não é um diretor conhecido, mas é extremamente bem sucedido nesta empreitada. O roteiro é sensacional, surreal e extremamente criativo.
Interessante notar a existência de uma análise psicanalítica no enredo ao abordar o questionamento da identidade. O protagonista é um ser angustiado que transfere para suas marionetes suas frustrações, promovendo soluções idealizadas. Ao manipulá-las, consegue ser aquilo que gostaria de ser. Ele pode então conquistar sua amada, ser mais atraente, sentir, dançar e expressar todo o sentimento recolhido. O simbolismo da quebra do espelho representa o desejo do rompimento com sua amarga realidade. Ao apoderar-se da mente de Malkovich, Craig utiliza-o como sua nova marionete.
Por outro lado, Maxine vê na descoberta uma oportunidade para explorá-la financeiramente, vendendo a U$ 200 uma passagem à mente de Malkovich. Afinal todos querem sentir a sensação de aprovação, beleza, riqueza e sexo que só a viagem de ser famoso poderia proporcionar.
Já Lotte descobre em Malkovich um homossexualismo reprimido. Ela entende e reconhece na sexualidade masculina seu desejo por mulheres. Ela e Craig se apaixonam por Maxine, mas só conseguem o êxito da conquista sendo Malkovich.
O que somos na realidade em oposição ao que desejamos ser. Realidade e fantasia indicando desejo. Ótima pedida para quem gosta de cinema complexo. Péssima idéia para quem gosta de linearidade.

Carlos Nascimento
Sessões

Sessões Debate: Projeta Brasil Cinemark



Apesar do filme ruim em minha opinião (Alô Alô Terezinha), tudo ficou ainda pior.

Fui ver o filme por ter ganho os ingressos porém chegando ao cinema deparei-me com o abarrotamento da bilheteria e da sala. Era o dia do 10º Projeta Brasil Cinemark - filmes nacionais a R$ 2. Cinema cheio de gente mal educada que não parou de falar durante todo o filme, fazer comentários inoportunos, se alcoolizando dentro do cinema, em sua maioria jovens, querendo mostrar qual seria a maior melância no pescoço de qual aborrecente. Talvez quanto mais velho, mais chato eu estou, mas educação é algo que vem de casa.

Que saudade do lanterninha.

Acho a idéia do projeto maravilhosa. Valorizar o cinema nacional, tão preterido ao hollywoodiano ter um dia só para si e com preços acessiveis ao público maior. Mas não adianta nada abrir o cinema para pessoas do nível que estavam na sessão das 21:00 do Cinemark do Shopping Santa Cruz na cidade de São Paulo. Nosso cinema só tem a perder com audiência assim, desqualificada e sem interesse na cultura.

Seria melhor não existir mais esse projeto ou haver uma reestruturação (como quem apresentar um cupom de um filme nacional ganha outro, ou algo do tipo). Porém como deve ser lucrativo para um ou para outro, não deve acontecer. Pelo menos no ano que vem no 11º Projeta Brasil, eles não contarão com meus dois reais. Depois reclamam que o cinema é caro e para poucos. Que continue assim...

Vitor Stefano
Sessões

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Closet

Nome Original: Le Placard
Diretor: Francis Veber
Ano: 2001
País: França
Elenco: Daniel Auteuil, Gerard Depardieu, Thierry Lhermitte, Michèle Laroque, Jean Rochefort, entre outros.
Prêmios: Melhor Ator para Daniel Auteuil no Festival de Shangai.


Uma comédia deve obrigatoriamente tirar risadas de rolar no chão, de doer o maxilar ou lacrimejar de tanto rir? O Closet vem para mostrar que não. Uma comédia pode ser inteligente, tratar de temas polêmicos e cotidianos com classe e sem desrespeito. E deixar um sorriso nos lábios.

Homossexualismo, conflitos familiares entre pais separados e o revoltado filho, reflexão sobre a própria existência, busca de uma amizade verdadeira, além do austero clima corporativo de uma empresa são os temas abordados nesse filme genuinamente francês estrelado pelos dois melhores atores do país de Napoleão dos últimos tempos – Gerard Depardieu e Daniel Auteuil.

Vemos além de situações cômicas e improváveis, como o clima corporativo pode matar, em todos os sentidos, um ser humano. Dedicar-se tanto para uma empresa que na sua primeira derrapada, chutá-lhe a bunda para bem longe. Infelizmente o capitalismo desenfreado gerou uma organização viciada e cheia de defeitos, e o seu hiato é conceber empresas que nem sempre prezam pelos seres humanos que a dão vida e sim única e exclusivamente pelo lucro, salvo pouquíssimas excessões. Pignon sofreu exatamente com isso e para safar-se de ser demitido, finge ser homossexual e sai do armário (ou do closet) - influenciado por seu novo vizinho, ex-consultor de recursos humanos e gay assumido. Isso mudará sua vida pacata e sem sal para uma mudança de hábitos e de atitudes.


A partir daí, todos os preconceitos são colocados em pauta e a empresa para não sofrer nenhum impacto econômico e moral mantêm o dedicado funcionário. A partir daí todos passam a tratar o dito cujo de modo diferente e só vendo para acreditar como Gerard Depardieu na pele de Santini muda do machão radical ao gatinho manhoso, as mulheres passam a percebê-lo e o seu filho a respeitá-lo.

Não percam a oportunidade de ver Daniel Auteuil e Gerard Depardieu em ótimas atuações em uma comédia para se pensar e para se divertir. Não é um filme muito fácil de encontrar, porém vale a pena o esforço. Esse filme foi parte da I Mostra Sessões de Cinema e agradou a todos os presentes e espero que eles e quem já o viu comentem e dêem sua pitada sobre esse bom filme. Divirta-se.

Vitor Stefano
Sessões
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