terça-feira, 23 de junho de 2009

Qual a Melhor Trilha Sonora do Cinema?

Após longos debates, 14 filmes foram escolhidos pelos membros do Sessões.
Para conhecer a votação individual, clique aqui.



Across The Universe

Como toda boa banda os Beatles conseguem ser em algumas músicas muito bons e em outras muito enfadonhos.Oxalá o musical “Across the universe” não se encaixe naquela primeira categoria por ser em si um LSD em forma de DVD.A música tema (with a little help from my friends) que eu podia jurar que era do Joe Cocker era do Beatles e fala do lance da amizade.A depressão em Hapiness is a warm gun joga qualquer um pra baixo.E já que estamos no fundo do poço que tal um pouco de esperança.Tudo que você precisa é amor.All you need is love,love.Love is all you need. Ouça All You Need is Love interpretado por Dana Fuchs & Jim Sturgess.


Buena Vista Social Club

O documentário de 1999 dirigido por Win Wender (do já comentado Asas do Desejo) mostra tudo o que há de mais latino do 'Novo Mundo'. Conta a história do mítico clube de dança na capital cubana, Havana, ao som de nomes célebres como Omara Portuondo, Ibrahim Ferrer e Compay Segundo. Da pobreza e ostracismo ao ressurgimento e coroação no Carnegie Hall em Nova Iorque. Abaixo, veja o trailer desse belíssimo documentário ao som da música Chan Chan.



Cazuza - O Tempo Não Pára

Cazuza era personagem da sua criação. Vivia intensa e loucamente. Poeta, doce e dolorido. Provocava admiração e ódio – indiferença, nunca. Em “Cazuza – O Tempo Não Pára”, o ídolo dos anos 80 é representado à perfeição por Daniel de Oliveira, que não só ficou muito parecido, mas também cantou várias músicas da trilha com os timbres e trejeitos de Cazuza. No filme, as músicas do cantor serviram de moldura para o enredo. Incrível como ele teve uma “Vida Louca Vida”, divulgando sua “Ideologia” como um “Maior Abandonado”. Cazuza só “Queria ter uma Bomba” para poder dizer “Por quase um segundo” que “O Tempo não Pára”. Seu grande questionamento era entender “Por que a gente é assim”. Considerado por muitos um “Exagerado”, afirmava com convicção que “Eu não posso causar mal nenhum, a não ser a mim mesmo”. Veja um trecho do filme onde Cazuza compõe a música 'Preciso dizer que te amo'.



Closer -Perto Demais

O filme do começo ao fim é de arrepiar. Motivo? Damien Rice. Suas músicas (The Blower’s Daughter e Cold Water) dão o clímax das erupções de sentimentos causados pelas traições, amores e desamores das personagens. Dramaticidade em forma de trilha sonora. Ainda temos na trilha a brasileiríssima Bebel Gilberto cantando Samba da Benção, Tanto Tempo e Mais Feliz. Menção honrosa para The Smiths – How Soon Is Now?. Abaixo, veja o clipe de The Blower's Daughter interpretado por Damien Rice.



Dançando no Escuro
(para ler o que foi dito sobre Dançando no Escuro, clique aqui)

Dançando no Escuro é basicamente música. Pode-se dizer que a abnegada imigrante Selma e o filme num todo são compostos de música e dor. Sem a trilha sonora, o expectador não perceberia a história. Sem a última canção Selma não conseguiria prosseguir na jornada, sem a inspiração da Noviça não haveria de suportar o massacre do mais forte. Na construção de metáforas, Lars e Björk mergulharam nas velhas fórmulas para revelar novas sonoridades. Trailer com as brilhantes músicas de Björk.



ET - O Extraterrestre

Clássico de Steve Spielberg, ET ganhou 4 Oscars (Melhor Som, Trilha Sonora Original, Efeitos Visuais e Efeitos Sonoros), além de 38 outros prêmios e 27 nominações. Ou seja, em matéria de atmosfera sonora este longa é um dos mais bem produzidos na história do cinema. A música composta por John Williams emociona por sua grandiosidade. Pessoalmente considero que trilhas compostas exclusivamente para filmes, com o peso e a harmonia de uma orquestra, produzem um efeito de maior intensidade e emoção. Não há como desvincular a cena em que os garotos saem voando com suas bicicletas da música que envolve aquela aventura. Clássico em trilha sonora sem retoques. Abaixo veja a cena clássica do ET na bicicleta.
Well, well, well... Já tentou assistir a algumas cenas de Laranja Mecânica no mute? Ou, ouviu alguma música da trilha sonora no seu MP3 ou similar? Sons e imagens foram feitos um para o outro, ou você discorda disso, drug? A ousadia de mesclar o futurismo e rotações alteradas de Wendy Carlos, com a pompa de Elgar, a leveza de Rossini e Gene Kelly e ainda, a catálise do gozo ou da dor de cabeça que podem conter Beethoven. Escutar e ver Laranja Mecânica é presenciar o diálogo de gênios de diferentes épocas.







Lisbela e o Prisioneiro

Como é bom quando uma trilha sonora faz bem aos ouvidos, não é mesmo? Assim acontece em Lisbela e o Prisioneiro, produção nacional de 2003, além de ótimo filme, dá vontade de comprar o DVD, pra revê-lo inúmeras vezes, e o CD, pra tocar no carro, numa reunião com amigos, ou mesmo apreciá-lo solitariamente. Realizada com a fusão de gêneros e artistas em gravações inéditas, a trilha desta comédia-romântica bem nordestina une com maestria o brega e o chique, o rock e o forró. Destaque para o encontro antológico e inesperado entre Zé Ramalho e Sepultura, além dos toques de delicadeza de Caetano Veloso, Los Hermanos, e uma certa cafoníce anos 70 de Elza Soares. Ouça o maravilhoso encontro interpretando A Dança das Borboletas.




Na Natureza Selvagem
(para ler o que foi dito sobre Na Natureza Selvagem, clique aqui)

Eddie Vedder penetra nas obsessões do jovem andarilho Christopher McCandless, encontrado morto nos gélidos confins do Alasca em 1992. O vocalista do Pearl Jam vem com uma gama de canções que inundam a tela e dão grandiosidade desmedida as façanhas do rapaz. Trazendo sonoridades intimistas e cruas, através de um violão no melhor estilo folk, viola havaiana, e alguns sons e instrumentos exóticos, a trilha é empolgante e precisa. Na execução da música “Rise”, temos em conjunto as belíssimas imagens do protagonista desfrutando da ‘liberdade’ no início de sua jornada pela parte setentrional do continente americano. Ele morde uma maçã com satisfação! O bordão do filme surge quando um violão soturno inicia com acorde menor a idealista canção-tema “Society”, neste momento fazem-se fundir imagem, texto e som numa direção perfeita e lógica, levando o espectador ao delírio de perplexidade e paradoxo. Esta trajetória real e contraditória é muito bem adaptada e romanceada para as telonas com direção, fotografia e canções dignas de grande respeito, para dar o momento de glória ao garoto que deixa tudo em busca da natureza selvagem, em busca do que seus heróis escritores Leon Tolstói, Henry David Thoreau e Jack London procuraram nas brutais palavras de libertação e desejo. Lindo, apaixonante, desigual! Ouça Rise na voz de Eddie Vedder.



Psicose

Você pode nunca ter visto o filme, mas sabe que existe “a cena do chuveiro”. O responsável pelos estridentes e cortantes violinos que contribuíram para imortalizar esta como a melhor cena de suspense da cinematografia mundial é o músico Bernard Herrmann. Onde estaria o suspense desta cena se em vez da histeria de Herrmann houvesse a tristeza de um Gardel? Isto é só um exemplo, mas o fato é que esta cena só transformou-se no que é porque a trilha sonora pode potencializar as sensações que a cena transmite. É macabro! Veja o trailer abaixo.



Pulp Fiction

Segundo filme de Quentin Tarantino como diretor, Pulp Fiction é um triller de ação dos mais bem realizados. A trilha sonora dá o tom, criando uma atmosfera eletrizante e, sem dúvida alguma, é um show a parte. O estilo das músicas escolhidas são rockabilly, surf music, bandas instrumentais, soul e funk da melhor qualidade! Aliás, o som é sempre bem escolhido nos filmes de Tarantino, vide Cães de Aluguel e Kill Bill. Veja a dança que marcou Pulp Fiction ao som de Chuck Berry, You Never Can Tell.




Star Wars - Guerra nas Estrelas
O enredo de ficção cientifica é complexo, mas é a trilha dos filmes Star Wars, que nos faz sonhar com frases como: "Há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante...". Regida por John Williams, o mestre das trilhas sonoras, é eleita uma das melhores da história do cinema. Orquestrada com técnica Wagneriana é o pano de fundo para as aventuras de Darth Vader e Luke Skywalker, criada por George Lucas. Ouça a bela composição para este clássico do cinema.



Trainspotting

Este filme alucinado é embalado por Lou Reed, Iggy Pop, Brian Eno e David Bowie. Paulada do início ao fim. O sarcasmo e o desdém estão fatalmente nas mais malucas cenas, representando o universo psicológico e social de alguns jovens escoceses viciados em heroína. Trainspotting é rápido, é rock, eletrônico, dramaticamente realçando o desregramento e o desleixo da ‘não vida’ dos drogados. ‘Foda-se’ é uma palavra que se encaixa perfeitamente com a proposta ou anti-proposta, com as cenas do filme, onde rola sexo, sujeira, angustia e desespero. A cínica cena do mergulho do personagem Mark Renton numa privada imunda ao som de um instrumental calmo sugere até uma ridícula comparação com o clássico da Disney, A Pequena Sereia, a diferença é que quem nada para o fundo do oceano é um lunático desajustado em busca de um supositório de ópio e não uma bela sereia, Ariel. Este mesmo delinqüente escrachado aparece tendo uma alucinação em outro trecho do filme, onde o chão se abre e o maluco cai, no fundo roda uma canção calma e melancólica. Este filme estampa na cara do espectador com grande estilo o universo anti sonho americano da geração de 1990 européia. Temos heroína, temos tudo! Som na caixa, e pé na estrada, que a viajem começa agora, mas não tem limites. Afinal, para que carreira, filhos, família, carro, lucidez, coerência, solução? Foda-se! Ouça Lou Reed cantando Perfect Day.





Vanilla Sky
Nada mais natural do que uma boa trilha sonora já que o diretor foi jornalista de uma das mais importantes revistas de música do mundo: A Rolling Stones. Já seria o bastante encaixar os macacos velhos do Rock como Bob Dylan,com sua voz de sono,o ex Beatle Paul MacCartney e o já jurássico Peter Gabriel em um filme pra lá de contemporâneo.Ocorre que Cameron Crowe foi além,muito além.Traduziu o onírico etéreo com músicas pra lá de anormais. A música “Svefn-g-englar” (Os sonanbulos) dos Islandeses do Sigur Rós é tão distante quando o próprio país,parece que não foi feita por ninguém do planeta terra.São onze minutos de uma guitarra tocada com arco de violino e parafernália eletrônica dos quais a metade se resume no refrão: Tyoowoohoo. Outra de destaque é a “everything in its right place” dos britânicos do Radiohead que lembra uma convulsão de sons e frases disconexas entre as quais acompanhadas por um piano e sintetizador de voz:”Yesterday i woke up sucking a lemon” ou seja, está tudo em seu devido lugar. Veja uma apresentação ao vivo da banda Sigur Rós interpretando 'Svefn-g-englar'.



Qual é a melhor trilha sonora do Cinema? Continue votando! Para saber como está a votação, clique aqui! Caso não concorde com nenhum desses, escreva no comentário e deixe sua opinião.



Equipe do Sessões

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O Quarto do Filho

Nome Original: La Stanza del Figlio
Diretor: Nanni Moretti
Ano: 2001
País: Itália/França
Elenco: Nanni Moretti, Laura Morante, Jasmine Trinca e Guiseppe Sanfelice.
Prêmios: Palma de Ouro de 2001; Melhor filme, música e Atriz (Laura) no David di Donatello.
O Quarto do Filho (2001) on IMDb

Um grito não me sai da cabeça. Não é um grito de vitória ou de dor.


‘O Quarto do Filho’, filme em que Nanni Moretti dirige e atua, mostra a história de uma família tradicional italiana que terá de superar a dor de uma perda trágica do filho - Andrea. Nanni vive Giovanni, um psicanalista dedicado à profissão e aos seus pacientes. Até que em uma manhã, o trabalho sobrepôs à família. Porque diabo deixar pra amanhã? Uma amanhã que não mais existirá. Uma angustia e culpa que o perseguirá.

Abordar uma perda é sempre um clichê no cinema. É mesmo. Mas aquele maldito grito da mãe não me sai da cabeça. Nem a bela trilha sonora, nem o som do parque de diversão o apaga. Ele persiste em seguir no subconsciente.

Seguir adiante é uma tarefa difícil quando se perde um ente querido. Todos já passamos por isso, ou ainda vamos passar. Este filme mostra e o faz sentir, exatamente, como é. O filme não fica só nisso, nessa depressão. Mostra um recomeço ou uma tentativa de tal. Andrea ainda está lá em uma carta ou em roupa que ficou em seu quarto.

Infelizmente não é um filme fácil de encontrar ou de passar na TV. Mas se encontrar, veja. Espero não ter exagerado e desculpe a falta de palavras, mas o grito ainda persiste em minha mente... Ouça:


Vitor Stefano
Sessões

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A Partida


Nome original: Okuribito/Departures
Diretor: Yojiro Takita
Ano: 2008.
País: Japão.
Elenco: : Masahiro Motoki, Tsutomu Yamazaki, Ryoko Hirosue, Kazuko Yoshyuki, Kimiko Yo, Takashi Sasano
Premios: Oscar 2009 – Melhor filme estrangeiro
A Partida (2008) on IMDb

Venho ao Sessões para recomendar aos distintos leitores o filme “A Partida”. Não disporei aqui, sobre o impacto que este filme pode ter causado na Academia de Hollywood, ou porque este filme é bom ou ruim. Isto não me interessa desta vez. Aqui escrevo motivado por sensação, sentimento e prazer. Pois se trata do filme mais repleto de sutilezas e força das personagens que vi nos últimos tempos.

No desenrolar do filme o espectador consegue sentir as emoções e por que não dizer, as asperezas e lisuras que cada personagem carrega em vida. Escrevo e penso no protagonista Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) com sua veia cômica e sua certeza de que passou a vida sonhando um sonho que não devia ter sonhado, e que mesmo diante disso, carrega grande certeza e fé nos novos e desconhecidos horizontes que a estrada aponta. Vejo a doçura e solicitude de sua esposa Mika (Ryoko Hirosue), que apesar de desapontada, é disposta a seguir e apoiar o amado na sua forçada decisão. Enfim, é injusto não citar todos os personagens, a Dona da Casa de Banhos, a assistente do patrão, o próprio patrão e o cliente há mais de cinqüenta anos da arcaica Casa de Banhos.

Levarei este filme para a minha vida! Vi em “A Partida” as ilustrações e os argumentos que jamais conseguirei verbalizar para derrubar o mito de que a felicidade é urgente. O filme me sussurrrou: “Vai, Leandro! Deixe a felicidade no lugar dela e tente encontrar primeiro o Leandro, depois as coisas do Leandro, depois o lugar do Leandro para sentir que esta tal felicidade é muito pequena diante de todas as preciosidades que o Leandro irá descobrir”.

Vejam o filme! Corram para o cinema! E caso queiram depois trocar pedras comigo ou com o Sessões estaremos prontos!


Leandro Antonio
Sessões

terça-feira, 2 de junho de 2009

O Filho da Noiva

Nome Original: El Hijo de la Novia
Diretor: Juan José Campanella
Ano: 2001
País: Argentina
Elenco: Ricardo Darín, Héctor Alterio, Norma Aleandro, Eduardo Blanco e Natalia Verbeke.
Prêmios: Grande Prêmio do Júri e Melhor Filme Latino-Americano, no Festival de Montreal. Concorreu ao Oscar de Melhor Filme de Lingua não inglesa.
O Filho da Noiva (2001) on IMDb

O filho da noiva, comovente do começo ao fim, consegue ser a um só tempo um drama, uma tragédia, um melodrama, um auto e uma tragicomédia. Daí as reações de choro e riso homéricos, expectativa de que tudo dê certo na reconstrução da vida de Rafael com o medo de que saísse tudo errado, a curiosidade que morde a alma em saber quem diabos é ou foi Dick Watson enfim fica aquela sensação boa que dá à vida nossa,também problemática,algum sentido.

O diretor(Juan José Campanella ) que eu desconhecia até esse filme consegue assimilar as questões mundiais como a crise econômica argentina, o problema de excesso de trabalho em detrimento da vida pessoal e familiar, a vontade escapista de fugir de todo esse torvelinho de problemas cotidianos (contas a pagar, contas a receber,o fornecedor que não envia o vinho,o depósito não feito,os grupos de interesse querendo comprar o seu negócio,as quintas feiras com a filha,as exigências da ex-mulher,as necessidades da namorada atual,o amigo sincero de uma infância apagada,o pai com seu último desejo,a degeneração da memória da mãe e etc.etc.etc) dentro de um quadro narrativo inteligente,envolvente e,claro,sofisticado já que é argentino.

Alguns pontos mais do que outros me chamaram a atenção na película dos nossos parceiros preferenciais na América Latina. O primeiro diz respeito à cenografia, isto é, as acomodações, os cenários, a decoração...
O restaurante, a iluminação, as calçadas floridas, o plano de fundo do hospital, o background dos atores e mais uma enfiada de cenas que me fizeram atentar mais para essa lance de design de interiores ou o "money talks"possíveis apenas com o patrocinio da Coca cola e da Burger king que aparecem de forma escrachada no filme.Dá até vontade de um Triplo King pra comer no lugar da pipoca



O segundo diz respeito à qualidade do elenco que trabalha no filme. Só ator de grande envergadura. Cada qual no seu papel em nenhum momento de atuação deixa algo a desejar. Particularmente gostei do pai de Rafael quando ele numa espécie de monologo recria o ambiente em que sua mulher atendia os clientes com um jeito todo dela ou conversando com seu filho sobre o seu último desejo casar com sua esposa...
Outro grande figura do filme é o amigo de Rafael (Eduardo) que faz uma ótima atuação seja como ator coadjuvante, possível comborço e, sobretudo, como padre deixa no chão qualquer eclesiástico de que eu já tenha ouvido falar.O começo do texto é impagável:

"Primeiro Deus disse haja luz e a luz houve...."

Em resumo,o filme vale a pena é inteligente tem diversas sacadas engraçadas vai de Bill Clinton a professor Girafales de uma cena pra outra,tem um quê de rindo se conserta os costumes que sempre foi muito apetecido no Brasil não sem razões.

Viva Cinema Latino Americano.

Fernando Moreira dos Santos
Sessões
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