sábado, 30 de agosto de 2014

Sessões Promoção - Super Promoção dos 500 posts

Com as comemorações dos 500 posts do Sessões (este é o post 501) vamos promover uma incrível promoção com a ajuda da sempre parceira Imovision. E para comemorar este momento único, vamos fazer uma super promoção com ingressos para três filmes lançados pela distribuidora.

Os filmes são:


“Violette” de Martins Provost

Nascida fora do casamento no início do século passado, pobre e sem amor, Violette Leduc conhece Simone de Beauvoir nos anos do pós-guerra. Começa assim uma relação intensa e duradoura entre as duas escritoras. Uma história baseada na busca de Violette pela liberdade através da escrita, e na convicção de Simone ter nas mãos o destino de uma escritora extraordinária. Com Emmanuelle Devos e Sandrine Kiberlain - Lançamento: 28/08.

“Bem-Vindo a Nova York” de Abel Ferrara

Sr. Devereaux é um homem poderoso que lida com milhões de dólares todos os dias. Um homem que controla o destino econômico das nações. Um homem impulsionado por uma fome sexual frenética e desenfreada. Um homem que sonhava em salvar o mundo e que não pode salvar a si mesmo. Um homem aterrorizado. Um homem perdido.
Este não é um filme sobre o que aconteceu, mas o que vai acontecer. Um filme ambientado em um mundo de ricos e poderosos. Os que têm e os que não têm. Sobre mendigos e reis, prostitutas e amantes. O julgado e os juízes. Sr. Deveraux está no topo do mundo. Assista-o cair. Com Gérard Depardieu e Jacqueline Bisset - Lançamento: 04/09.


“A Pedra da Paciência” de Atiq Rahimi.

No Afeganistão, uma linda mulher cuida de seu marido em um quarto decadente. Ele é um herói de guerra e está em estado vegetativo, após um levar um tiro no pescoço. Abandonado pelos companheiros do Jihad e por seus irmãos, sua mulher o observa e começa uma confissão solitária, falando sobre sua infância, seus sofrimentos, sua solidão e seus sonhos. Por meio de
suas palavras para o marido, ela procura um caminho para recomeçar a vida. Com Golshifteh Farahani e Hamid Djavdan - Em cartaz desde 21/08.


Como é um post especial do Sessões, não faremos questionamentos dos filmes, mas sim do nosso querido blog.

Os primeiros 4 leitores que responderem as 6 questões abaixo com informações contidas no blog levarão pares de ingressos. Dica das respostas estão aqui.

Qual foi o primeiro filme comentado no Sessões?
Qual é o filme predileto do Fernando Moreira?
Qual é a banda predileta do Vitor Stefano?
Qual é o diretor predileto do Carlos Nascimento?
Qual ator predileto do Leandro Antônio?
Qual o livro predileto do Mateus Moisés?

Obrigado pelo carinho e não deixem de participar. Não se esqueçam de se identificar para que possamos enviar os ingressos.

Um grande abraço!

Equipe do Sessões

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Sessões, a cidade, o cinema ou a guisa da 500ª postagem


Agora ouvi dizer que o Itaú Cultural vai tomar conta de uma nova sala no Ibira. Espero que proliferem mais cinemas de rua, alternativos por aí. Só em SP a oferta de cultura é assim. É só mandar um Catraca Livre que você consegue um filme na faixa ou com precinho camarada. Tá certo que sinto saudades do Cine Arte Posto 4 de Santos com filmes por R$1,50 e o senhorzinho estiloso vendendo os ingressos, na amizade, na porta. Mas é só ficar ligado no Sessões; sempre aparece um ingressinho aqui e ali. É só responder com quantos dólares se faz uma obra prima.


A verdade é que eu aprendi a viver a metrópole pelo cinema. Tudo parecia triste e disperso. (Na época eu ainda não conhecia tantos botecos). Mas frequentar o Espaço Unibanco e o HSBC Belas Artes foram um grande alento. O primeiro às quintas, o segundo às segundas: promoções. Dali surgiam vidas e formas de todas as partes do planeta. E quem vai dizer que navegar em histórias, fugir da realidade não é uma delícia. A arte tem o mesmo barato da droga pra quem consome. Imagine, então, pra quem produz? Haha. E arte vai se vendendo. E ainda é arte (?).


Viver embriagado. Disse certa vez um francês. No cinema tudo é mais bonito, mais intenso, mais real. Mais real? É. Quando o cinema sensibiliza, ele lança verdade na cidade. Na ficção e no documentário. É tudo verdade. E a Santa Efigênia fica mais palpável e eu até consigo não me perder nas ruas da Penha. Quem sabe consiga alugar um apê por um preço bom na Vila Madalena. Quem sabe lançar um molotov nos Jardins. Mas não. Sem violência. Deixa disso. E na Paulista junto com a polícia, as balas de borracha, as bombas de gás, as bandeiras do brazil.


O que é mais real? São Paulo ou as ficções recebidas em suas poéticas salas de cinema?

Mateus Moisés para o Sessões em 25 de agosto de 2014

domingo, 10 de agosto de 2014

Sessões Promoção - Paraíso - PROMOÇÃO ENCERRADA!

PROMOÇÃO ENCERRADA!

E retornamos às Sessões Promoção e como sempre com a parceria com a maravilhosa Imovision. E o filme da promoção é o mexicano "Paraíso" de Mariana Chenillo. Veja o trailer:




A sinopse já mostra a loucura que será: Namorados desde a infância, Carmen e Alfredo vivem felizes em um município próximo à Cidade do México. Alfredo é promovido no trabalho, e o casal é obrigado a se mudar para a capital e se adequar à rotina da metrópole. Os novos valores e relações fazem os dois encararem uma velha condição que pouco os preocupou até aqui: ambos estão acima do peso. Incomodados com os comentários maldosos que chegam aos seus ouvidos, os pombinhos decidem trocar donuts por saladas. Mas novos problemas surgem quando apenas um deles começa a emagrecer.

O trailer é hilário e o cinema mexicano sempre nos brinda com bons filmes. E para levar um par de ingressos você deve responder a seguinte pergunta:

Qual filme sobre gordinhos você mais gosta e porque?

Os 3 primeiros a responderem neste post levam pares de ingressos. Não deixem de participar e se identificar para enviarmos o prêmio. O filme estreou dia 7 de agosto nos circuitos de São Paulo e Rio, então corra!

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Vencedores:
Camila Borca
Gustavo Magno
Fabiano Malaquias Correa

Parabéns aos vencedores! Enviaremos o prêmio nos próximos dias!

Participem!!!

Equipe Sessões
 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Quando eu Era Vivo



Nome Original: Quando eu Era Vivo
Ano: 2014
Diretor: Marco Dutra
País: Brasil
Elenco: Antonio Fagundes, Marat Descartes e Sandy Leah.
Sem Prêmios.
Quando Eu Era Vivo (2014) on IMDb



Um organismo vivo, indestrutível. Vivo-morto. Ressurgindo das cinzas e emergindo das profundezas. Não, não é Zé do Caixão. 




Através de uma fita de VHS vamos conhecendo os personagens. As imagens em qualidade distorcida mostram crianças alegres e felizes, barulhos estranhos, uma mulher sinistra, um livro com a imagem de um demônio aparece, velas queimando. Mas quem nunca vemos nas imagens é o pai, o qual acompanharemos hoje, cuidando da saúde com suplementos e exercícios indicados ao médico. Um homem em sua senioridade, com namorada, viúvo, mas que seguiu em frente. A partir da recepção e acolhimento em sua casa a Junior, jovem separado, pai ausente, perturbado, aquela casa nunca mais será a mesma. Já, o outro filho, está internado. Ou melhor, voltará a ser o que sempre foi. A casa pulsa. A casa tem vida.



Durante essa metamorfose, surge Bruna. Uma moça bela, estudante de música que aluga um quarto da casa. Ela é um ponto fundamental da história, como uma liga entre pai e filho, uma figura feminina na casa, uma inspiração. Junior vê na moça indefesa a sensualidade que gera estímulo para (re)escrever sua história. A partir de “escavações” num quartinho dos fundos do apartamento, o filho revê seu passado através de objetos renegados e escondidos pelo pai. Um misto de delírio, depressão e ocultismo geram medo no pai e, apesar da introspecção, cresce um sentimento obscuro no filho. Tudo fica muito pesado. A mãe ainda vive. 

Marco Dutra é desbravador e corajoso. Fazer filmes de gênero no Brasil é fora da caixinha, a não ser pelas comédias globais, o que há de pior no nosso cinema. Mas filmes de suspense-terror como “Quando eu Era Vivo” não existe. Apenas Zé do Caixão faz filmes de terror, mas são filmes B, não para o mainstream. Ousado por tocar em assuntos delicados como religião e ocultismo. Ainda mais ousado por trazer Sandy Leah (sim, a cantora) para as telas e surpreende com uma atuação que também a faz sair da casinha. Fagundes é monstro e não há o que falar. Marat é fantástico. Sempre me chama atenção seu nome, desde que fiquei boquiaberto com “Os Inquilinos” do Sergio Bianchi. Inspirado livremente em Lourenço Mutarelli, há a clara alma do escritor na tela. Afinal, quem deve sair da casinha somos nós, nos despir de preconceitos e ver filmes brasileiros. Apesar da clara inspiração aos suspenses hollywoodianos, ou mais especificamente shyamalanianos, como “O Sexto Sentido” ele não deixa devendo nada a eles. “Quando eu Era Vivo” é um dos melhores filmes do ano.

Vitor Stefano
Sessões

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Instinto Materno



Nome Original: Pozitia Copilului
Ano: 2013
Diretor: Calin Peter Netzer
País: Romênia
Elenco: Luminita Gheorghiu, Bogdan Dumitrache, Natasa Raab e Ilinca Goia.
Prêmios: Urso de Ouro e Prêmio Fipresci do Festival de Berlim.
Instinto Materno (2013) on IMDb




A relação de mãe e filho é especial. Desde a gestação cria-se um vinculo único e indestrutível. Uma sinergia mais forte do que a força de um imã. Uma maravilhosa conexão. Inenarrável. Mas e quando um filho não aguenta mais a proteção materna? E quando o instinto materno sobrepõe a vontade do rebento? Quando um bebê passa a ser apenas um filho? Essa relação é igual no mundo todo. Uma coruja.

A vida de Cornelia é ótima. Boa classe social, bem relacionada, bonita casa, casamento próspero, empregada em casa e um carrão na garagem. Mas Cornélia está perdida. Seu filho Barbu não está presente e a rejeita. A casa fica vazia. Ela não tem como controlar a vida de Barbu. Ela só sabe criticar a nora, mas não percebe que seu garoto não é mais tão garoto assim. Quando o filho se envolve num acidente de carro, atropela e mata uma criança de um povoado próximo a Bucareste, Cornélia abre as asas, espanta os urubus e o cobre de todos os lados para que ninguém ataque seu rebento. A proteção exacerbada só revela ainda mais as feridas no relacionamento dos dois. Barbu só quer respirar, mas Cornelia não tem noção do limite para amar seu filho. Amor doentio.


A cena final é de arrepiar e finaliza com louvor um dos melhores filmes do ano. Atuações fantásticas, principalmente de Luminita Gheorghiu que está absolutamente avassaladora. Um roteiro que tinha tudo para ser piegas pelo assunto delicado, mas com pequenos detalhes e ausência de palavras deixam tudo mais belo e delicado. Um belo retrato de uma relação eterna, numa Romênia em crescimento, mas com disparates enormes, como nosso país. O cinema romeno é absurdo.

Vitor Stefano
Sessões
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