quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Até o Fim





Nome Original: All is Lost
Ano: 2013
Diretor: J.C. Chandor.
País: EUA
Elenco: Robert Redford.
Prêmio: Globo de Ouro de Melhor Roteiro Original.
Até o Fim (2013) on IMDb


Um filme de um homem só. A atipicidade do filme é o grande trunfo de “Até o Fim”. Robert Redford é um atorzaço. Isso todos sabem e não precisa provar mais nada, mas aceitou um papel num filme onde atua solitariamente num veleiro e com o mar que o rodeia. Incrível atuação e ousadia de um roteiro simples (como não poderia deixar de ser) de um velejador à deriva após um acidente com seu barco. Agonizante a falta de fala. Agonizante a falta de rumo. Agonizante a ausência de esperança. Angústia é a definição perfeita de “Até o Fim”. Como se fosse “Gravidade” em alto mar (sem toda a parafernália tecnológica). Como “As Aventuras de Pi” sem tigre e sem fantasia. Um filme impactante. Um filme desesperador. Um filme que só é o que é por causa de Robert Redford.

Nunca tire a esperança de ninguém, talvez seja a única coisa que ela tem.

Vitor Stefano
Sessões

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Bem-Vindo a Nova York



Nome Original: Welcome to New York
Ano: 2014
Diretor: Abel Ferrara
País: EUA
Elenco: Gérard Depardieu e Jacqueline Bisset.
Sem Prêmios.
Bem-Vindo a Nova York (2014) on IMDb


Logo de início vemos Gerard Depardieu dando seu depoimento sobre o porquê quer fazer esse personagem. A resposta é intensa: por odiá-lo. Quem não odeia DSK? Mas e Gerard que passou por uma reprovação geral na França por abandoná-la. Transferiu-se para a Rússia a fim de proteger sua fortuna. Gerard não é Dominique, mas não é mais tão querido pelas bandas de lá. Os franceses devem ter ficado com raiva dupla ao vê-lo representando um personagem recente e tão controverso da história política francesa. Após ver o filme, não há como não odiar Dominique e amar Depardieu, um dos maiores atores da história.



Não vemos Dominique Strauss-Kahn, vemos Mr. Devereaux. Não vemos os motivos, mas sim os fins. O personagem principal não é poupado em nenhum momento. É apenas acusado de algo que realmente fez, mesmo que ele alegue a inocência ou mesmo assuma a obsessão. Os primeiros 20 minutos do filme podem ser encarados como pornô com um ator famoso. Uma orgia atrás da outra, mulheres e mais mulheres, inconsequente, irreparável, inquieto. Devereaux é um pervertido, um doente. Após esses sexos consentidos, ataca a camareira no banheiro do hotel, saindo de Nova Iorque, numa cena impactante, forte, memorável. Tornou-se refém da própria inconsequência. O poder subiu à sua cabeça, mas a sua cabeça nunca esteve além da sua compulsão sexual. Devereaux é Strauss-Kahn. Strauss-Kahn é um marco a ser apagado da história da França.


Abel Ferrara é controverso em todos seus filmes. Liberdade poética ou compulsão por inovar fazem parte de sua filmografia. Aqui ele retrata um fato real, porém poderia ser criado pro sua mente doentia. Quando digo que Gerard Depardieu é amado, sim, pela sua entrega. Seu peso, suas gorduras, sua atuação. Tudo está em excesso. Tudo está demais. Uma persona tão bizarra deveria estar assim, completamente exposto, mesmo que não haja chance de defesa por parte do filme. Justificar uma atitude tão pitoresca apenas alegando compulsão. Compulsão, meu querido Devereaux. Me poupe. Poupe-nos de sua existência, Strauss. 

Vitor Stefano
Sessões

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Eisenstein no Museu da Imagem e do Som

O Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP) abre programação sobre o cineasta Serguei Eisenstein a partir de setembro.


LANÇAMENTO DO LIVRO
• Notas para uma história geral do cinema (Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2014), de
Sergei Eisenstein, com organização e notas de François Albera e Antonio Somaini.
Quando 6 de setembro
Horário 14h
Local Foyer do auditório
Entrada livre

CURSO
• A estética de Eisenstein e suas conexões com as vanguardas históricas
Ministrado por François Albera, professor de Estética do Cinema na Universidade de Lausanne.
Albera é membro da Association Française de Recherche sur l’Histoire du Cinéma e autor de
diversos estudos sobre Eisenstein e o cinema de vanguarda. No Brasil, publicou Eisenstein e o
construtivismo russo (CosacNaify, 2009) e Modernidade e vanguarda do cinema (Azougue,
2012).
Quando 2, 3, 4 e 5 de setembro
Horário 15h
Duração 2 horas cada aula
Valor R$ 60,00
Inscrições pelo site do MIS: www.mis-sp.org.br
170 vagas

OFICINAS
• Oficina de teatro
Oficina prática dividida em três encontros que propõe uma incursão pela teoria da montagem
de atrações de Eisenstein, seu passado e seu presente. A oficina será ministrada por Luciana
Gianinni Canton, professora de direção de atores no Audiovisual pela ECA-USP. Atriz e
pesquisadora, Canton é co-autora (com Ismail Xavier) do artigo O teatro do mundo, de
Calderón de la Barca, a máquina-olho de Victor Garcia, e a câmera lúcida de Andrea Tonacci,
publicado na revista Devires, vol.9, n.2.
Quando 5, 6 e 7 de setembro
Horário 17h (sexta), 15h30 (sábado) e 14h (domingo)
Duração 90 minutos cada aula
Valor R$ 30,00
Inscrições pelo site do MIS: www.mis-sp.org.br
40 vagas

• Oficina de Linguagem escrita e visual
Oficina prática que trata do conceito de “pensamento sensorial” formulado por Eisenstein, que
faz da escrita imagética seu centro. Os participantes poderão experimentar um paralelo entre a
linguagem cinematográfica e o modo como se manifestam os pensamentos, atribuindo
sentidos a eles. Apresentada por Janaína Behling, licenciada em Letras pela Unesp de Assis e
mestre em Linguística Aplicada pela Unicamp. Atualmente, empreende na Viva Letramentos,
uma agência de pesquisa, ensino e consultoria sobre Linguagem e Desenvolvimento.
Quando 6 de setembro
Horário 10h
Duração 3 horas
Valor R$ 10,00
Inscrições pelo site do MIS: www.mis-sp.org.br
30 vagas

DEBATES
Os debates acontecem no Auditório MIS e tem 170 vagas cada. A entrada é gratuita, com
retirada de senha uma antes de cada debate.

• A estética e a política na construção de uma arte revolucionária
01.09 às 20h – com Mikhail Iampolski, Dora Mourão e Adilson Mendes
Mikhail Iampolski, professor de literatura comparada da Universidade de Nova York.
Russo radicado nos Estados Unidos, com trabalhos em literatura russa e soviética,
Iampolski desenvolve trabalhos sobre a intertextualidade do cinema e das artes. Autor
de The memory of Tiresias (University of California Press, 1998).
Maria Dora Mourão, professora de teoria e prática da montagem da ECA-USP. Autora
de diversos estudos teóricos sobre a montagem cinematográfica, assim como
trabalhos práticos, como, por exemplo, a montagem de São Paulo Cinemacidade, de
Aloysio Raulino e São Paulo, sinfonia e cacofonia, de Jean-Claude Bernardet. Organizou
livros coletivos, destaque para Cinema do Real (Cosac Naify, 2005).
Adilson Mendes, professor da Faculdade Belas Artes. Criador das primeiras edições da
Revista da Cinemateca Brasileira (2012/2013), editou livros de história do cinema e foi
curador de festivais retrospectivos cinematográficos, com experimentos cênicos. É
autor de Trajetória de Paulo Emilio (Ateliê, 2013).

• A montagem e o ideograma
02.09 às 19h05 – com Cecilia Mello
Cecilia Mello é professora de cinema na Escola de Comunicações e Artes da USP e
Pesquisadora FAPESP na Unifesp Campus Guarulhos, com o projeto “Intermidialidade,
Estética e Política no Cinema Chinês de Jia Zhang-ke”.
Para Eisenstein, o princípio da montagem é o elemento básico da cultura
representacional japonesa, já que escrever em japonês é primordialmente uma
atividade de montagem dialética. Ele observava que na união de dois caracteres
interessa não a soma mas o produto, um valor de outra dimensão, de outro grau.

• Realismo e naturalismo em Eisenstein: literatura, teatro e cinema
03.09 às 19h – com Marcos Soares e Felipe de Moraes
Marcos Soares, professor de literatura da Universidade de São Paulo. Autor de As
figurações do falso em Joseph Conrad (Edusp: 2014).
Felipe de Moraes, doutorando na ECA-USP. Dramaturgo e pesquisador, com ensaios
sobre o cinema brasileiro, trata da formação teatral de Eisenstein e seus primeiros
experimentos com o cinema em O diário de Glumov, extrato da encenação da peça O
sábio, de Ostrovski.

• Questões de transparência e de montagem. Eisenstein na ossatura de um
programa de filmes
04.09 às 19h com Lúcia Monteiro
Lúcia Monteiro é doutora em estudos cinematográficos pela Universidade Sorbonne
Nouvelle Paris 3 e pela Universidade de São Paulo. Curadora, professora e
pesquisadora, Lúcia é autora de artigos sobre o cinema contemporâneo e integrante
do coletivo LE SILO (www.lesilo.org), dedicado à circulação das imagens em
movimento.

• A imagem como ciência
05.09 às 20h – com Bernd Stiegler
Uma recapitulação do contexto intelectual do cineasta e suas concepções de uma
estética para a luta de classes. Bernd Stiegler é professor de literatura alemã da
Universidade de Constanza. Com trabalhos a partir da teoria crítica, especialmente
Benjamin e Kracauer, Stiegler desenvolve reflexão crítica sobre a história da fotografia
(Bilder der photographie, Suhrkamp, 2007) e publicou no Brasil o ensaio O álbum de
fotografia de Walter Benjamin, na Revista da Cinemateca (n.2).

• O cinema como mediador entre música de vanguarda e política radical
(Hanns Eisler, Sergei Prokofiev e a música na União Soviética)
06.09 às 18h – com Manoel Dourado Bastos e Willy Correia de Oliveira
Manoel Dourado Bastos, professor de Comunicação e Cultura na Universidade Estadual
de Londrina.
Willy Correia de Oliveira, músico autor de Caderno de canções. Músico de vanguarda,
dono de obra diversa, Willy Correia é introdutor de Hanns Eisler no Brasil e autor do
hino do Movimento Sem Terra. Professor aposentado da ECA-USP, ministrou também
cursos para operários em São Bernardo do Campo ao longo da década de 1970. Em
2012, lançou o livro de memórias Passagens.

• Eisenstein / Rocha / Hirszman: conexões e influências
07.09 às 17h – com Mateus Araújo e Reinaldo Cardenuto
O lugar de Eisenstein nos escritos de Glauber Rocha e Leon Hirszman e a integração do
seu legado nos filmes dos brasileiros.
Mateus Araújo, professor de teoria do cinema na ECA-USP. Filósofo e pesquisador de
cinema, Araújo publicou diversos artigos sobre o cinema moderno mundial e organizou
curadorias, na França e no Brasil, em torno de Glauber Rocha, Jean Rouch.
Reinaldo Cardenuto Filho, professor de história do cinema da FAAP. Doutorando na
ECA-USP, é autor de Dramaturgia de avaliação: o teatro político dos anos 1970.
(Estudos Avançados, v.26, 2012.)

CINEMA
A entrada é gratuita, com retirada de senha uma antes de cada sessão.

O encouraçado Potemkin/Bronenosets Potyomkin (1925, 75min, 35mm, livre)
01.09 às 15h, 03.09 às 19h
Sinopse: Em 1905, na Rússia czarista, marinheiros do navio Potemkin estão
insatisfeitos com as condições de trabalho. Quando um grupo é condenado à morte
após se recusar a comer carne podre, começa uma revolta contra o governo. Filme
mudo baseado em fatos reais, “O Encouraçado Potemkin” é a obra mais célebre do
russo Sergei Eisenstein (1898-1948) e tem uma das mais famosas cenas da história do
cinema, a do massacre da população da cidade de Odessa numa escadaria.

A greve/Stachka (1924, 95min, DVD, livre)
01.09 às 17h
Sinopse: Um operário se mata após ser injustamente acusado de roubo e esse é o
estopim para o início de uma greve numa fábrica russa. No começo é tudo
empolgação, mas logo o lento processo de negociação ataca os ânimos dos grevistas.
Reivindicações são negadas, a espionagem avança e os militares são chamados para
resolver o problema.

Outubro/Oktyabr (1927, 95min, DVD, 16 anos)
02.09 Às 17h, 03.09 às 21h
Em tom de documentário, acontecimentos em Petrogrado são encenados desde o fim
da monarquia, em fevereiro de 1917, até o fim do governo provisório em novembro do
mesmo ano. Lênin volta em abril. Em julho, os contra-revolucionários mandam prendêlo.
Em outubro, os Bolsheviks estão prontos para atacar: os dez dias que abalaram o
mundo.

Alexandre Nevski/Aleksandr Nevski (1938, 112min, DVD, livre)
02.09 às 21h
Baseado em eventos históricos conhecidos do povo russo, o conta a trajetória do líder
russo Alexander Nevsky à frente do exército dos principados de Novgorod, Pereslavl,
Pskov na guerra contra os cavaleiros teutônicos. O ano é 1242, momento no qual boa
parte das terras, que mais tarde farão parte do império russo, estão ocupadas por
estrangeiros.

Ivan, o terrível - parte I/ Ivan Groznyy I (1943-47, 103min, 35mm, 14 anos)
04.09 às 17h
Século XVI. Ivan IV (Nikolai Tcherkassov), arquiduque de Moscou, assume o poder da
Rússia declarando-se czar. Casa-se com Anastasia (Lyudmila Tselikovskaya) e logo
planeja ataques para retomar os territórios perdidos e derrotar os tártaros. Sem
esquecer também dos inimigos internos, que não desistem de derrubá-lo, Ivan
manipula todos ao seu redor.

Ivan, o terrível - parte II/ Ivan Groznyy II (1943-47, 88min, 35mm, 14 anos)
04.09 às 21h
Após sua esposa morrer envenenada, Ivan (Nikolai Tcherkassov) encontra-se sozinho
na luta pela unificação da Rússia. Enquanto tenta expulsar os invasores, o czar precisa
ainda escapar das constantes tentativas de assassinato tramadas pelos inimigos, entre
os quais está Efrosinia (Serafima Birman), tia de Ivan, que sonha com o poder nas mãos
do filho Vladimir (Pavel Kadochnikov).

Que viva México!/ ¡Que viva Mexico! (1932, 90min, DVD, 14 anos)
06.09, às 20h
Que viva México! foi um projeto cinematográfico não terminado de Eisenstein, sobre a
cultura do México da época pré-hispânica até à revolução mexicana. A produção foi
marcada por dificuldades e finalmente abandonada. Só depois de 40 anos engavetado
no Museu de Arte Contemporânea de Nova York foi finalizado por Grigori Aleksandrov,
braço direito de Eisenstein, construindo aquela que seria a versão mais próxima da
idealizada por seu criador.

O velho e o novo/ Staroye i Novoye (1929, 121min, p&b, DVD, mudo, 14 anos)
07.09 às 19h
Com o aparecimento da camponesa Marta, destacando-se na liderança sobre a massa,
o filme gira em torno do processo de coletivização de uma aldeia de camponeses.

S e r v i ç o
Eisenstein / Brasil / 2014
DATA 01 a 07.09
HORÁRIO consultar programação
LOCAL Auditório MIS (172 lugares) e foyer do Auditório MIS
INGRESSO e CLASSIFICAÇÃO consulte a programação
Museu da Imagem e do Som – MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
Estacionamento conveniado: R$ 10,00
Informações para a imprensa – MIS:
Clarissa Janini | clarissa.janini@mis-sp.org.br | (11) 2117 4777, r 312
Marina de Castro Alves | marina.castroalves@mis-sp.org.br | (11) 2117 4777, r 363
Renata Forato | renata.forato@mis-sp.org.br | (11) 2117 4777, r 310
Informações para a imprensa – Secretaria de Estado da Cultura:
Jamille Menezes / jmferreira@sp.gov.br / (11) 3339-8243
Natália Inzinna / ninzinna@sp.gov.br / (11) 3339-8162


sábado, 30 de agosto de 2014

Sessões Promoção - Super Promoção dos 500 posts - PROMOÇÃO ENCERRADA

***PROMOÇÃO ENCERRADA***

Com as comemorações dos 500 posts do Sessões (este é o post 501) vamos promover uma incrível promoção com a ajuda da sempre parceira Imovision. E para comemorar este momento único, vamos fazer uma super promoção com ingressos para três filmes lançados pela distribuidora.

Os filmes são:


“Violette” de Martins Provost

Nascida fora do casamento no início do século passado, pobre e sem amor, Violette Leduc conhece Simone de Beauvoir nos anos do pós-guerra. Começa assim uma relação intensa e duradoura entre as duas escritoras. Uma história baseada na busca de Violette pela liberdade através da escrita, e na convicção de Simone ter nas mãos o destino de uma escritora extraordinária. Com Emmanuelle Devos e Sandrine Kiberlain - Lançamento: 28/08.

“Bem-Vindo a Nova York” de Abel Ferrara

Sr. Devereaux é um homem poderoso que lida com milhões de dólares todos os dias. Um homem que controla o destino econômico das nações. Um homem impulsionado por uma fome sexual frenética e desenfreada. Um homem que sonhava em salvar o mundo e que não pode salvar a si mesmo. Um homem aterrorizado. Um homem perdido.
Este não é um filme sobre o que aconteceu, mas o que vai acontecer. Um filme ambientado em um mundo de ricos e poderosos. Os que têm e os que não têm. Sobre mendigos e reis, prostitutas e amantes. O julgado e os juízes. Sr. Deveraux está no topo do mundo. Assista-o cair. Com Gérard Depardieu e Jacqueline Bisset - Lançamento: 04/09.


“A Pedra da Paciência” de Atiq Rahimi.

No Afeganistão, uma linda mulher cuida de seu marido em um quarto decadente. Ele é um herói de guerra e está em estado vegetativo, após um levar um tiro no pescoço. Abandonado pelos companheiros do Jihad e por seus irmãos, sua mulher o observa e começa uma confissão solitária, falando sobre sua infância, seus sofrimentos, sua solidão e seus sonhos. Por meio de
suas palavras para o marido, ela procura um caminho para recomeçar a vida. Com Golshifteh Farahani e Hamid Djavdan - Em cartaz desde 21/08.


Como é um post especial do Sessões, não faremos questionamentos dos filmes, mas sim do nosso querido blog.

Os primeiros 3 leitores que responderem as 6 questões abaixo com informações contidas no blog levarão pares de ingressos. Dica das respostas estão aqui.

Qual foi o primeiro filme comentado no Sessões?
Qual é o filme predileto do Fernando Moreira?
Qual é a banda predileta do Vitor Stefano?
Qual é o diretor predileto do Carlos Nascimento?
Qual ator predileto do Leandro Antônio?
Qual o livro predileto do Mateus Moisés?


*** Vencedores:
Marcos Ramos -via twitter
Camila Borca
Gustavo Magno

*** Respostas:
Qual foi o primeiro filme comentado no Sessões?
O Poderoso Chefão
Qual é o filme predileto do Fernando Moreira?
Laranja Mecânica
Qual é a banda predileta do Vitor Stefano?
Dave Matthews Band
Qual é o diretor predileto do Carlos Nascimento?
Win Wenders
Qual ator predileto do Leandro Antônio?
Gerárd Depardieu
Qual o livro predileto do Mateus Moisés?
Lavoura Arcaica

Obrigado pelo carinho e não deixem de participar. Não se esqueçam de se identificar para que possamos enviar os ingressos.

Um grande abraço!

Equipe do Sessões

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Sessões, a cidade, o cinema ou a guisa da 500ª postagem


Agora ouvi dizer que o Itaú Cultural vai tomar conta de uma nova sala no Ibira. Espero que proliferem mais cinemas de rua, alternativos por aí. Só em SP a oferta de cultura é assim. É só mandar um Catraca Livre que você consegue um filme na faixa ou com precinho camarada. Tá certo que sinto saudades do Cine Arte Posto 4 de Santos com filmes por R$1,50 e o senhorzinho estiloso vendendo os ingressos, na amizade, na porta. Mas é só ficar ligado no Sessões; sempre aparece um ingressinho aqui e ali. É só responder com quantos dólares se faz uma obra prima.


A verdade é que eu aprendi a viver a metrópole pelo cinema. Tudo parecia triste e disperso. (Na época eu ainda não conhecia tantos botecos). Mas frequentar o Espaço Unibanco e o HSBC Belas Artes foram um grande alento. O primeiro às quintas, o segundo às segundas: promoções. Dali surgiam vidas e formas de todas as partes do planeta. E quem vai dizer que navegar em histórias, fugir da realidade não é uma delícia. A arte tem o mesmo barato da droga pra quem consome. Imagine, então, pra quem produz? Haha. E arte vai se vendendo. E ainda é arte (?).


Viver embriagado. Disse certa vez um francês. No cinema tudo é mais bonito, mais intenso, mais real. Mais real? É. Quando o cinema sensibiliza, ele lança verdade na cidade. Na ficção e no documentário. É tudo verdade. E a Santa Efigênia fica mais palpável e eu até consigo não me perder nas ruas da Penha. Quem sabe consiga alugar um apê por um preço bom na Vila Madalena. Quem sabe lançar um molotov nos Jardins. Mas não. Sem violência. Deixa disso. E na Paulista junto com a polícia, as balas de borracha, as bombas de gás, as bandeiras do brazil.


O que é mais real? São Paulo ou as ficções recebidas em suas poéticas salas de cinema?

Mateus Moisés para o Sessões em 25 de agosto de 2014
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