segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Jean Charles


Nome Original: Jean Charles
Diretor: Henrique Goldman
Ano: 2009
País: Brasil e Inglaterra
Elenco: Selton Mello, Vanessa Giácomo e Luis Miranda.
Prêmios: Contigo do Cinema Brasileiro para Melhor Ator Coadjuvante para Luis Miranda.
Jean Charles (2009) on IMDb

Jean Charles era como qualquer imigrante brasileiro num país de primeiro mundo. Alheio a qualquer questão política, estava ali apenas para batalhar um modo de vida mais decente, salvar uma grana para voltar ao Brasil, ter perspectivas que não vislumbrava em seu país.

Morreu como um terrorista em um momento crítico. A Inglaterra e outros países sofriam vários ataques de grupos radicais islâmicos e Jean foi "confundido" com um homem bomba prestes a detonar a si e a outros num trem de metrô de Londres.

O filme de Henrique Goldman tenta contar esta história de maneira meio fictícia, meio real, recriando o cotidiano de Jean Charles e, de certa forma, da maioria dos brasileiros que vivem na Capital inglesa.
Interpretado por Selton Melo, o Jean do filme revela suas relações de afetividade, seu trabalho, expectativas, sonhos e frustrações. Talvez por ser um caso que ainda não chegou a uma conclusão judicial - nenhum dos envolvidos na morte deste jovem foi responsabilizado -, o filme procurou fugir um pouco dos aspectos mais polêmicos. Por outro lado, ao trazer de novo o assunto em voga, a realização da fita foi importante para que o caso não caísse em esquecimento.

Uma característica deste filme é que parte dos personagens foi interpretada por atores profissionais. Uma outra parte foi realizada por pessoas que viveram a história na realidade e fizeram o papel de si proprios. Com isso, ficou evidente o abismo das interpretações, em alguns momentos parecia um teatro de amadores. Apesar disso, no final, o filme consegue emocionar e questionar a respeito de uma grande injustiça internacional.


Carlos Nascimento
Sessões

Lula – O Filho do Brasil , herói, superstar e nas palavras de Obama: “O cara”

Nome original: Lula – O Filho do Brasil
Diretor: Fábio Barreto
Ano: 2010
País: Brasil
Elenco: Glória Pires, Rui Ricardo Diaz, Juliana Barone, Cléo Pires, Milhem Cortaz
Sem Prêmios
Lula, o Filho do Brasil (2009) on IMDb

Os cinemas vão lotar? O filme concorrerá a prêmios e terá distribuição internacional como jamais se viu na história cinematográfica do Brasil? Será uma peça escancarada de propaganda política? As perguntas sobre Lula – O Filho do Brasil não serão poucas, mas as discussões serão muitas com toda a certeza.

Em poucos dias, o mundo videará com grande expectativa o filme Lula - O Filho do Brasil. Os traillers e sua pré-estréia já foram alvo de críticas e muito barulho, alguns suspeitam até de que o filme seja uma encomenda, já que o ano de seu lançamento também marcará o ano em que o atual e reeleito presidente será sucedido. A trajetória do retirante nordestino que sobreviveu à miséria e construiu o caminho que o levou à presidência da República seria usada para comover as multidões justamente no ano eleitoral. No entanto, o filme pode ser a grande ilustração de um “plano” muito maior, sua realização e exibição deve ser um passo decisivo na construção do herói, ídolo, celebridade, cara, semideus Luís Inácio Lula da Silva. Passo este tão importante, que deflagraria não somente o imediatismo que seria ganhar uma eleição presidencial, mas a incorporação do arquétipo de um caminho político perfeito no inconsciente coletivo de um povo. E é deste aspecto que trata o presente comentário.

As mais recorrentes identidades conferidas a Lula são a de legítimo representante do povo brasileiro, a de herói, a de celebridade e até a de ídolo. A noção do atual presidente como herói permeia implicitamente muito do que se fala ou se escreve sobre ele por todo o globo.

Uma possível definição de herói é a do sujeito que possui habilidades (força, destreza, coragem, poderes sobrenaturais, etc.) aliadas a moral e honra que o diferem das pessoas comuns e o fazem triunfar diante das adversidades.
O herói do filme em questão é o homem que conseguiu vencer suas limitações históricas, pessoais e locais e alcançou a vitória sendo humano, demasiadamente humano.

Recordar é viver e o presente repete o passado. Em alguns momentos históricos, principalmente os da 5ª série, é comum surgir a figura do “salvador”, ou seja, um alguém no meio do livro ou da lousa que carrega o ônus e o bônus de ser o grande responsável pelo restabelecimento da sociedade ou nação em momentos de desequilíbrio. Um personagem que capta em torno dele todos os fervores da esperança coletiva. Como mito político, o dito cujo vai acoplar à sua imagem as necessidades da sociedade no que se refere a formas de comportamento e a objetivos e imbuir-se de atitudes únicas e notórias. Em resumo, esta figura é o “salve geral”. Salva uma época e a livra de todo mal.

Ao saltar alguns anos na História, 8ª série talvez, há um esclarecimento de que o mito ou a figura do tal herói não surge descontextualizada e espontaneamente, mas segundo uma lógica acoplada a um barato lôco e a um processo lento. O mito é construído histórica e socialmente e pode modificar-se com o tempo. Não é um conceito intransigente, cartesiano, mas algo fluido, que acompanha o desenrolar dos acontecimentos.

Difícil ainda é equacionar o quanto o mito Lula, que a passos largos consolida a sua imagem como herói clássico, povoará o imaginário, a construção de caráter e noção de povo brasileiro do cidadão da 5ª série das próximas gerações por todo este mundo, vasto mundo e o quanto a telona contribuirá para a construção deste imaginário.

Por hora, chega de escrever. Aliás há muito que escrever sobre o filme, por isso este texto parece incompleto. E é incompleto mesmo! Só não digo que é de propóstio por que não tenho uma cadeira que me permita tal audácia.

Colocar o trailler do filme seria muito óbvio, aliás acredito que todos já viram ou sabem que este filme será lançado e qual história ele contará. Selecionei uma rápida entrevista do Rui Ricardo Diaz (Lula). Dê uma olhada, fabrique suas impressões e aguarde os próximos comentários sobre o cara Lula no Sessões.





Leandro Antonio
Sessões

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal (Joyeux Noël)

Nome original: Joyeux Noël
Diretor: Christian Carion
Ano: 2005
País: França; Alemanha; Reino Unido; Bélgica e Romênia
Elenco: Diane Kruger, Dany Boon, Daniel Brühl, Guillaume Canet, Benno Fürmann e Gary Lewis
Prêmios: Nomeado ao Oscar de Melhor Filme de Lingua Não Inglesa pela França.
Feliz Natal (2005) on IMDb



Joyeux Noël, Merry Christmas ou Frohe Weihnachten. Não importa a língua que se fala, não importa qual a religião, não importa a nacionalidade. O importante é o sentimento que a época do Natal causa nas pessoas. Mesmo que em um tempo conturbado como qualquer guerra.

Nesse espetacular filme, onde na Primeira Grande Guerra é apenas a base de fundo, um fato inexperado aconteceu e houve um dia, somente 1, em que o espírito natalino esteve acima dos interesses dos britânicos, franceses ou prussianos. No mesmo front, na conhecida Terra de Ninguem, franceses, escoceses e alemães dividiam o território,cada um em suas trincheiras, em 1914, início da Primeira Grande Guerra. Dia 24 de dezembro, todos querem estar em suas casas mas bombardeios e tiros preocupam. Teme-se não conseguir voltar para casa. A noite chega e ouve-se as gaitas-de-Fole dos escoceses, o tenor alemão cantando e os franceses estourando suas famosas Champagnes. A famosa Tregua de Natal (leia as cartas originais dos combatentes ingleses vivos no site - http://www.christmastruce.co.uk/ ). Veja a cena abaixo:




Como não se emocionar. Mesmo não entendendo nada do que está sendo cantado ou não conhecer a melodia tocada, o que importa é o sentimento que toca o coração. Emocionante essa história real onde o cessar-fogo fez de todos ao menos uma noite, felizes por estarem lado a lado com seus inimigos. Aliás, ali não existiam inimigos, mas sim seres humanos obrigados a defender um país. Enquanto o nacionalismo e o individualismo sobreporem o humanismo guerras acontecerão e jamais acabarão.

19 milhões de pessoas morreram e em apenas uma noite em um front de batalha não houve nenhuma morte. Porque lembrar apenas dos ensinamentos que o nascimento de Jesus trouxe aos cristãos do dia 24 para o dia 25 de dezembro (como hoje)? Talvez essas vidas não tivessem sido perdidas numa Guerra, como todas as outroas, estúpida e sem propósito. Somos hipócritas em pensar na véspera natalina no que fizemos e em perdoar quem nos tenha ofendido, pois deveria ser um trabalho diário para termos a paz que tanto queremos. Só cobrar dos chefes de Estado é cômodo, façamos nós mesmos todo dia um dia de Natal.

Feliz Natal.

Vitor Stefano
Sessões

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O Espelho



Nome original: Zerkalo
Diretor: Andrei Tarkovsky
Ano: 1975
País: Ex-URSS
Elenco: Margarita Terekhova, Oleg Yankovskiy, Filipp Yankovskiy, Ignat Daniltsev, Nikolai Grinko.
Sem Prêmios
O Espelho (1975) on IMDb

O espelho, não o filme, mas o objeto físico sempre me intrigou.
Acho simbólico o lance de se olhar em um plano e se ver refletido ao contrário. É como se o espelho mostrasse o outro lado das pessoas. Se há verdade em nossos rostos, o dito mostrará a mentira; se alegria, tristeza; se luz,a escuridão; a mão esquerda,a direita refletida.De modo que,de certa forma,ele me remete para o transcendente,aquele oceano abismal da inconsciência em que nada é muito lógico e,ainda sim,ou talvez por isso mesmo,quintessencial.

É de fenômenos sutis que trata o filme de Tarkovsky.Muito do que há nele não é tocável;só sentido.É como se desmanchasse no ar e permanecesse só as imagens que pela beleza encantam e nos fazem pensar quão distante os sentimentos humanos podem ir ou que profundidade podem eles alcançar.

Há uma anedota que merece ser contada por ser significativa e, além de tudo, curta, já que os adoradores da superfície preterem a complexidade das coisas pela brevidade do texto.

Pois bem, satisfaçam - se!

Conta a lenda que após ter sido lançado,em 1975 na URSS, o espelho (em russo
3 E P K A /\ O) foi mostrado para uma dúzia de críticos famosos que ficaram na sala após a exibição,argumentando a fim de estabelecer alguma noção sobre o filme,procurar-lhe o sentido “escondido”,a sua significação.Estavam nisso,até que veio a moça da limpeza,um tanto exasperada porque a discussão não parecia querer acabar e perguntou-lhes por quanto tempo mais deveria ela esperar até que eles chegassem a um acordo.Os críticos redargüiram que estavam debatendo sobre um filme complexo e muito complicado ao que seguiu o comentário da moça da limpeza.” O que tem nesse filme que vocês não entenderam?” e continuou “eu vi e entendi tudinho!!!”.
Os críticos entreolharam-se e deram, de soslaio,um riso com os olhos após ter sido convidada a explicar disse:”-Trata-se de um homem que causou muita dor em quem amava e por quem era amado e agora está morrendo e tentando pedir perdão só que não sabe como.” O diretor de solaris,o sacríficio e Nostalgia disse que à essa resposta não possuía mais nada que acrescentar.

Com efeito, eu tendo a fechar com a moça da limpeza. Da primeira vez que assisti ao filme me pareceu aqueles flashes imagéticos que passam na nossa cabeça antes de morrer ou quando se atravessa por grandes perigos na vida.A despeito disso,o filme é muito mais.
Aborda a temática da autobiografia, a passagem do tempo – dividido em seus pródigos passado, presente e futuro, amor, memória, culpa, loucura, guerras, poesia, infância, reminiscências Acaba se tornando um mosaico das perfeições e imperfeições dos homens.

Tarkovsky é um homem preocupado com os problemas de inerência humana, as injunções do eu.Parece querer com seus filmes,descascar camada por camada,toda a coleção de peles,as quais se avolumam ao redor da vida humana tirando-lhe tudo que é secundário e artificial para deixar somente aquilo que é essencial e natural.Isso faz com que,em busca de uma profundidade psicológica,o espectador fique preso em estruturas complexas criadas para refletir um motivo interior.Talvez com O Espelho quisesse procurar o “eu por detrás de mim” que Guimarães Rosa comenta no conto de Primeiras estórias.

Seja como for, não nos foi concedido seja pela natureza,seja pela providência, entender tudo, porque nem tudo é inteligível, às vezes a vida é meio um espelho quebrado que só lembraremos já velhos, mas que também traz a certeza de que não estivemos aqui por acaso.

Fernando Moreira dos Santos

Sessões

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Nascidos em Bordéis

Nome original: Born Into Brothels: Calcuta's Red Light Kids
Diretor: Zana Briski e Ross Kauffman
Ano: 2004
País: EUA
Elenco: Zana Briski, Avijt, Manik, Puja, Shanti, Gour, Tapasi, Suchita, Kochi e Mamoni
Prêmios: Vencedor do Oscar e Sundance de Melhor Documentário.
Site: www.kids-with-cameras.org/
Born Into Brothels: Calcutta's Red Light Kids (2004) on IMDb

"Somos nove corpos e uma só alma".

"É preciso aceitar que a vida é triste e dolorosa. Só isso." (Shanti)
Índia, Calcutá, Distrito da Luz Vermelha. 9 crianças e nenhuma esperança. Como o nome do docdumentário diz, nasceram em bordeis, em meio ao lixo e com costumes totalmente inapropriado para crianças de 10 anos. São elas: Avijt, Manik, Puja, Shanti, Gour, Tapasi, Suchita, Kochi e Mamoni. A vida deles resume-se em trabalho escravo para ajudar nas finanças dos barracos em que habitam. Vivem em um ambiente totalmente hostil, onde vêem as próprias mães prostituindo-se para conseguir algum dinheiro. Não há estudo que consiga tirar esse trauma de suas pequenas cabeças.
Porém aparece um anjo na vida deles. Zana Briski é o nome da arcanja, que junto à sua câmera fotogrática e sua força de vontade aparece dos céus para ajudá-las. A vida dos pequenos muda, encantam-se com o mundo visto através do quadrante fotográfico. Saem daquele mundo triste e infrutífero para ver outro horizonte, quem sabe, um futuro. E as crianças impressionam tornando-se ótimas fotógrafas. Uma nova esperança nasce.
O trabalho da 'tia' Zana é tirar os pequenos dos bordéis e conseguir uma condição de vida àquelas pequenas pessoas alaranjadas que estão condenadas à um futuro de prostituição e de tristeza. O documentário emociona, pois vê-se a pureza por trás de tanto sofrimento de uma simples criança.
Então, não se iluda com a Índia retratada nas novelas, pelas suas crenças ou por seus costumes pois o que vemos aqui é a pobreza que assola não só aquele país banhando pelo oceano Índico. Pedro Luís e a Parade dizem que "de Porto Alegre ao Acre a pobreza só muda o sotaque". Se eles me permitem, sem a mesma métrica e genialidade, de Tóquio à São Paulo, passando por Calcutá, a pobreza só muda a língua.
Talvez haja esperança para todos, só precisamos encontrar nossos anjos da guarda nos abençoando. É lindo, verdadeiro, cruel e com pitadas de alegria por dias melhores. E, Shanti, mesmo que ignorância e costumes a levem ao pior, não deixe que a vida seja apenas tristeza e dor. Se você conseguiu, todos conseguem.
Vitor Stefano
Sessões

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Feliz Natal de Selton Mello

Nome Original: Feliz Natal
Diretor: Selton Mello
Ano: 2008
País: Brasil
Elenco: Leonardo Medeiros, Darlene Glória, Paulo Guarnieri, Graziela Moretto, Lúcio Mauro entre outros.
Prêmios: Melhor Diretor nos Festivais de Paulínia, de Goiania e Brazilian Film Festival de Los Angeles (ano de 2008).
Feliz Natal (2008) on IMDb

Em seu primeiro longa-metragem Selton Mello chega ao âmago da tristeza e da conturbação humana através de um filme forte, pesado e que cumpre o seu papel. Conheço inumeras pessoas que não gostam da época natalina e que certamente entenderão esse filme alusivo sobre a data em comemora-se o nascimento do menino Jesus (aos cristãos) e a proximidade do final do ano (do calendário gregoriano), mas que odeiam a 'necessidade' de gastar o 13º salário ou endividar-se para comprar presentes nessa data criada para aquecer a economia com o crescimento das vendas e a 'obrigação' de fingir estar tudo bem até para parentes que nem se conhece.



Leonardo Medeiros representa e entra no papel central do irmão bastardo e marginal, renegado pelo pai, humilhado pelo irmão e benquisto pela mãe descontrolada controlada por remédios tarja preta. E só por causa do Natal ele volta à cidade para rever sua família. Aliás, o filme consegue chegar numa ferida de muitas pessoas e mostra o que é a familía dos dias de hoje (com raríssimas excessões). Desregulada, sem conversa, baseada em mentiras e fingimento. Exatamente diferente do que aprendemos na escola o que é a instituição Família. Porém, durma com esse barulho. Esse filme consegue mostrar o que o Natal significa para muitas pessoas sejam elas ordinárias ou marginalizadas.

A câmera nervosa e os closes intermináveis dão a exata noção da complexidade do drama apresentado, intensificado pela ótima trilha sonora que compõe um triunvirato perfeito entre imagem, som e sentimento. Deixa sem ar e com a cabeça pesada. Tomara Selton continue como diretor e faça novos filmes em breve. E com a depressão superada, um filme menos denso pois podem dizer que Feliz Natal é um drama psicológico, porém ele conseguiu criar um novo gênero cinematográfico - Depressão Psicológica.

Sinta o clima e... Feliz Natal!




Vitor Stefano
Sessões

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Divas francesas: Et Dieu... créa la femme (Parte 2)

A beleza da criação. No cinema francês, a mulher pode ser do lado, a bela da tarde, ser criada por Deus, ser para dois, ser uma infinidade de mulheres dotadas de intensidade, feminilidade e fetiche. Da puta à virgem, da estelar à decadente, a imagem da mulher francesa é única no mundo, cheia de admiráveis exterioridades e questionáveis interioridades.

Esta é mais uma homenagem às atrizes francesas que o cinema imortalizou por sua beleza, atitude e persona. Seja de manhã, de tarde ou à noite, Sessões lista as mais belas atrizes francesas do cinema.


5º Leslie Caron
Grande parceira de Fred Astaire e Gene em musicais, Caron é a nossa inesquecível e doce Gigi. Thank Heaven for Little Girls, a adolescente mais charmosa da era de ouro do cinema norte-americano é francesa e por isto merece estar nesta lista.
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4º Fanny Ardant

A esposa do mestre Truffaut. A eterna mulher do lado. Conquistou o posto de diva do cinema francês já com mais de 30 anos. Intensa, bela e sofisticada. Grande mácula em sua carreira foi ter furado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo que contava com sua presença este ano. Por frustrar expectativas, Fanny não merece mais que o quarto lugar.
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3º Jeanne Moreau
Complexa, misteriosa e erótica. É a síntese feminina do nouvelle vague. Moreau é inspiração, é poesia sem muita explicação. Citá-la em qualquer ranking chega a ser redundante. Merece destaque nesta seleção.

2º Catherine Deneuve
A Bela da Tarde, Pele de Asno, Repulsa ao Sexo, A Sereia do Mississipi. Catherine Deneuve é a figura francesa feminina oficial e sua imagem confunde-se com a da própria França. Bela e magnífica em todos os seus momentos, não poderia estar fora desta lista.


1º Brigitte Bardot
O primeiro lugar é dela sem necessidade de esclarecimentos! Como passar incólume por sua voz , por suas curvas, seu olhar, seus lábios, seus cabelos? Que se faça constar: Et Dieu...créa BB.
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Vois la!
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Leandro Antonio
Sessões

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Divas francesas: Et Dieu... créa la femme

A mulher francesa é a excitação inusitada do cinema. La femme tem beleza e atitude reais, de verdade, possíveis.
Uma homenagem a esta criação videada pelo cinema francês. Uma seleção das cinco mais belas francesas do cinema recente.
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5º Amira Casar
Ela cortou os pulsos, usou consolos e fez sexo bizarro no polêmico e cabeça Anatomia do Inferno. A musa (acredito que ainda vá se falar muito dela) foi instrumento, assumiu o grotesco para morar na filosofia. Exótica e bela em um belo filme!

4º Audrey Tautou
A eterna Amélie Poulain é um mimo. Verdade que em O Código da Vinci, a atriz deu umas escorregadas, mas Coco (que eu ainda não vi) parece que a trouxe novamente para o patamar de diva francesa. Aliás, para manter-se neste patamar ser bela é só um quesito, tem de mostrar a que veio. Um fabuloso destino para a moça!

3º Marion Cotillard
Assola o mundo uma febre de feias que são uma fraude. Esta não só enganou, mas também ganhou prêmios por isso (veja Piaf). Aliás, reveja Peixe Grande e perceba que Cotillard é Josephine, nora de Ed Bloom, personagem interpretado por Ewan McGregor (jovem) e Albert Finney (sênior). Esta não podia estar fora da lista.

2º Mélanie Laurent
Definitvamente, esta musa não é só um rostinho bonito! Como atriz já adquiriu status de musa após suas participações em Paris, Não se Preocupe,Estou Bem! e Bastardos Inglórios. É também, aos 26 anos, uma revelação como diretora. Para mim, uma paixão recente, mas merece.


1º Eva Green

Foi Bernardo Bertolucci quem a descobriu nos palcos franceses e a convidou para participar de Os Sonhadores. Bingo! O diretor chegou a dizer que ela “tem uma beleza indecente.” A moça é considerada uma das Bondgirls mais charmosas da história. E para que discordar de Bertolucci? A primeira posição é dela!

Em breve, a lista das francesas que rendiam marmanjos em outras décadas.
E Deus criou a mulher!

Leandro Antonio
Sessões

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Melhor Filme da Década 10'

década está terminando e não poderiamos deixar de eleger os melhores filmes dos anos 10 (2000 a 2009). Como sempre os 6 membros do Sessões votaram individualmente e os 26 filmes que estão na disputa tiveram ao menos votos de 2 integrantes. Veja a votação individual clicando aqui. Certamente não agradará à todos, mas a enquete foi feita e queremos saber a sua opinião! Além de tudo, certamente é uma lista de recomendações do Sessões. O vencedor será comentado aqui no Sessões, se é que ele já não tenha sido. Mas certamente todos eles serão motivo de posts posteriormente.

Dentre os filmes eleitos tivemos 4 filmes brasileiros, 3 diretores com 2 filmes indicados, 3 filmes asiáticos, 16 deles tiveram a produção dividida em mais de um país, 1 animação... Ah, chega de números, vejam abaixo os 27 filmes indicados em ordem alfabética:

21 Gramas (21 Grams) - Alejandro Gonzáles Iñarritu  (2003)

A Família Savage (The Savages) - Tamara Jenkins (2007)


A Partida (Okuribito) - Yojiro Takita (2008)
A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi) - Hayao Miyazaki (2001)
Abril Despedaçado - Walter Salles (2001)

Amores Brutos (Amores Perros) - Alejandro González Iñarritu (2000)

As Invasões Bárbaras (Les Invasions Barbares) - Denys Arcand (2003)
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança (Eternal Sunshine of the Spotless Mind) -Michel Gondry (2004)
Carandiru - Hector Babenco (2003)

Cidade de Deus - Fernando Meirelles (2002)
Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr.) - David Lynch (2001)

Cinema, Aspirinas e Urubus - Marcelo Gomes (2005)

Closer - Perto Demais (Closer) - Mike Nichols (2004)


Crash - No Limite (Crash) - Paul Haggis (2004)

Diários de Motocicleta - Walter Salles (2004)

Dogville - Lars Von Trier (2003)

Mar Adentro - Alejandro Amenábar (2004)

Match Point - Woody Allen (2005)

O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon) - Julian Schnabel (2007)

O Filho da Noiva (El Hijo de la Novia) - Juan José Campanella (2001)

O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener) - Fernando Meirelles (2005)

O Lutador (The Wrestler) - Darren Aronofsky (2005)
O Pianista (The Pianist) - Roman Polanski (2002)

Oldboy - Chan-wook Park (2003)

Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine) - Jonathan Dayton e Valerie Faris (2006)

Sobre Meninos e Lobos (Mystic River) - Clint Eastwood (2003)

Whisky - Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll (2004)

Qual é o melhor Filme da Década de 10 (2000-2009)? Continue votando! Para saber como está a votação, clique aqui! Caso não concorde com nenhum desses, escreva no comentário e deixe sua opinião. Em 2019 tem mais!



Equipe do Sessões

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Despertar de Uma Paixão

Nome original: The Painted Veil
Diretor: John Curran
Ano: 2006
País: China / EUA
Elenco: Edward Norton, Naomi Watts, Liev Schreiber, Toby Jones, Catherine An, entre outros
Prêmios: Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora Original.
O Despertar de Uma Paixão (2006) on IMDb

Os protagonistas e produtores Edward Norton e Naomi Watts encarnam papéis fortes num filme sobre cólera, ira, ódio, traição, dor, amor, perdão e paixão.


Tudo começa na Inglaterra da década de 20 onde a mimada e egoista Kitty é um fardo para a família em uma época que casamentos eram armados e as mulheres com no máximo 20 já eram casadas e mães, um verdadeiro fardo. Walter um médico bacterologista à caminho de um serviço de pesquisa para o governo na China e vê em Kitty uma companheira e tudo muito rápido. A propõe o casamento. Apenas para ver-se livre da mãe, a moça aceita e o recém-casal vai à Xangai. A partir da chegada à China, a traição e a vingança forçando a mulher a ir junto para um povoado foco de uma epidemia de cólera criam uma tensão enorme. Uma barreira é criada na relação do casal. Eles estão presos num casamento sem amor e a situação vai piorando despertando o que há de pior nos dois. A punição à Kitty é mais do que apenas estar no interior de um país assolado por uma epidemia e com uma cultura totalmente diferente da que está acostumada ser ignorada e desprezada é a pior das penas.



Talvez você ache piegas ou talvez pareça que você já viu e/ou viveu cenas desse filme, mas o que você certamente sentirá é que há paixão no que ela diz, na busca do perdão. E o perdão chega, tarde, lágrimas caem. Nunca é tarde para perdoar quando se é vivo e existe paixão.

O silêncio e a traição criam momentos de vazio poético através de cenários maravilhosos do interior da China, trilha sonora de arrepiar e atuações dignas de dois dos melhores atores da atualidade. Um drama romântico impecável com atuação perfeita do casal Fane, ou melhor, de Edward Norton e Naomi Watts. Um filme para ver e se emocionar.

- Por Deus, Walter! Quer parar de me punir? Você me despreza tanto assim?
- Não. Eu desprezo a mim mesmo.
- Por quê?
- Por ter amado você um dia.


Vitor Stefano
Sessões
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