quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O Poderoso Chefão

Nome Original: The Godfather.
Diretor: Francis Ford Coppola.
Ano: 1972.
País: Estados Unidos.
Elenco: Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Robert Duvall, Diane Keaton.
Prêmios: 22 prêmios, entre eles: Oscar 1973 - Melhor Filme, Melhor Ator - Marlon Brando e Roteiro Adaptado; Globo de Ouro 1973 - MElhor Filme de Drama, Cineasta, Ator - Marlon Brando, Trilha Sonora e Roteiro Adaptado; BAFTA 1973 - Melhor Música de Filme - Nino Rota; Prêmio David di Donatello - Melhor Filme Estrangeiro; e Grammy 1973 - Melhor Trilha Sonora para Cinema ou Especial de TV.
O Poderoso Chefão (1972) on IMDb

Como pode um filme com tantas mortes e um tema tão complicado virar um clássico.

No caso do O Poderoso Chefão são muitos os motivos para ter se tornado o que muitos dizem ser: o melhor filme de todos os tempos.
Poderia enumerar alguns como: Marlon Brando, Francis Ford Coppola, Al Pacino, Mario Puzo, Nino Rota, entre outros, mas o principal diferencial deste filme está na abordagem sentimental sobre a família, não apenas na questão sangue e mortes, o comum em filmes deste gênero.

O filme é baseado no romance de Mario Puzo, logo no inicio ele nos mostra um relato fabuloso que dá vontade de pausar e vê-lo algumas vezes, anotar palavra por palavra.
É a apresentação do inesquecível personagem Don Corleone, o chefe de uma das cinco famílias italianas que dominavam a região Nova Iorque/Nova Jersey em meados de 1945.

Os Corleones são: Don Vito Corleone (Marlon Brando), o herói de guerra Michael (Al Pacino), Sonny (James Caan) o mais envolvido com os negócios da família, Fredo (John Cazale), a única filha mulher Connie (Talia Shire) e o filho adotivo e consigliere Tom Hagen (Robert Duvall).

O enredo abrange mais uma atividade para controle das famílias – que já controlavam cassinos, sindicatos, polícia e políticos - o narcotráfico. Idéia dada inicialmente por Virgil Sollozzo, o Turco, com o qual Vito discorda e a partir disso deflagram a guerra entre as famílias, além das brigas dentro dos Corleones.

Marlon não venceu o Oscar de melhor ator por acaso. Impecável sua atuação como Don Vito Corleone. Não há o que comentar, veja.

A personagem de Al Pacino é o que vive maior conturbação, tem o rumo mais amplo no filme, por ser o mais afastado da Máfia e por se tornar o novo e não menos respeitado Don.
Há duas frases de sua personagem que me chamaram atenção, elas mostram bem essa mudança ocorrida.

No inicio do filme ele diz à sua companheira Kay (Diane Keaton): “It´s my family, not me” e no final do filme diz: “Don´t ask about my business”.

Há um paradoxo entre as frases, porém é este papel que Al Pacino faz brilhantemente, mostrando toda sua mudança de vida, desde a entrada para os negócios da família, a sua passagem pela Sicilia (Itália), bem como o seu casamento com a maravilhosa Apollonia Vitelli-Corleone (Simonetta Stefanelli) e o seu retorno triunfante como chefe da família e dando a Coppola a visão para que mais duas continuações fossem feitas – aliás, vale a pena ver todos.

Atuações fortes, diálogos memoráveis, cenários sóbrios, uso de elementos baseados no brilhante livro de Puzo e um gênio, Marlon Brando.

E assim finalizamos a primeira sessão do Sessões.
Prepare a pipoca que vem mais. Se preparem que vêm mais de onde veio essa.

Vitor Stefano
Sessões
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