segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dossiê Hitchcock


A ultima cena é de uma Cortina Rasgada. Vemos no chão, além de sangue, uma taça de Champagne quebrada e percebemos que estamos diante de um Assassinato! Através de uma Janela Indiscreta vemos toda a investigação sobre tal fato. Através da janela não conseguimos ter noção de tudo o que aconteceu naquela casa pequena e recatada. Apenas sabemos que uma bela moça, uma musa Jovem e Inocente está lá no chão, estatelada. Só sabemos que ela foi uma jovem inocente pois acompanhamos sua vida por muito tempo. Ela sempre ficava n'O Jardim dos Prazeres. O único Interlúdio que a atenção não estava focada naquela pequenina casa foi o bastante para causar Frenesi nas imediações e ficarmos sem resposta para o que agora os periódicos chamam de "O Mistério do Número 17".

Uns vizinhos dizem que ela morreu de Agonia de Amor, outros dizem que eles sentiram cheiro de um Festim Diabólico e ela caiu após O Terceiro Tiro feito por um Sabotador e ainda há quem diga que ela foi vítima d'A Tortura do Silêncio em um Pacto Sinistro. Sabemos apenas que ela era Rebecca, A Mulher Inesquecível, do mais, ficamos com A Sombra de uma Dúvida. Os investigadores não terão Vida Fácil.


Nosso querido observador é Sean. Ele está impossibilitado de descer Os 39 Degraus do prédio por conta de uma fratura obtida em seu último trabalho. Como arquiteto, esteve num lugar conhecido como A Estalagem Maldita. Lá encantou-se com A Mulher do Fazendeiro, porém foi descoberto e antes de atingido, ainda teve que ouvir: "Mexeu com a mulher errada d'O Homem Errado. Somos Um Casal do Barulho - Sr. e Sra. Smith". Sua perna foi atingida: Um Corpo que Cai. Suspeita de fratura. Isso o deixou um ano em casa. Só a luneta e O Pensionista do quarto ao lado que lhe distraem. O vizinho nem tanto, já que quase nunca sai d'O Ringue - boxeador frustrado.

Voltando ao oficio de Agente Secreto, Sean já não aguenta mais ficar dentro de casa. A vida lá fora virava uma obsessão. Se habituou a ler até o que antes nem lhe interessava, tanto que já sabe tudo Sob o Signo de Capricórnio(sic), que nem é o seu signo, muito menos o ascendente. Sente-se em um Ilhéu, isolado e abandonado. Por ele buscaria Um Barco e Nove Destinos. Após a morte de Rebecca, percebeu que aquela que não passava de um'A Dama Oculta estava mudada de comportamento, pois sempre a via fazendo ligações seguidas, parecia incontrolável e vitma de um Jogo Sujo. Só agora Sean começou a imaginar que ela poderia participar de grandes conspirações. Será que Rebecca fazia parte de uma Intriga Internacional ou de uma Trama Macabra. Um belo Topázio adornava seu belo colo, que lhe foi dado por um lorde gordo. Ele sempre aparecia por lá com um ar daqueles Ricos e Estranhos que se vêem por aí. Teria Rebecca sido vítma de uma Sabotagem?

Sean, agora preocupado com os fatos ocorridos, tinha medo de o caso do Mistério do nº17 ter a péssima repercussão dos casos mais marcantes das últimas décadas, como o Ladrão de Casaca e o Pavor nos Bastidores. Outro caso que envolveu outra mulher, Marnie, Confissões de uma Ladra, deixou muitos mortos e desfalque financeiro por todo o mundo. Sean tem medo de ser considerado um informante e tornar-se alvo de Chantagem e Confissão, como um Correspondente Estrangeiro numa área de guerra. Mesmo não sendo um Homem que Sabia Demais, desconfiava dos telefonemas que Rebecca dava. Um telefone com apenas uma tecla. Sean está vendo muitos filmes de Hitchcock, achando que Rebecca faz parte de 'Disque M para Matar'. Tudo culpa do mestre do suspense, o Gordo Hitch e seus clássico que embalaram esses dias enclausurados no apartamento de Sean. Ele recomenda: 'Os Pássaros' e 'Psicose'. Deixa o mundo lá fora com seus medos.

"A única forma de me livrar de meus medos é fazer filmes sobre eles" (Alfred Hitchcock)

Vitor Stefano
Sessões

As Mortes de Psicose

Todos já viram a cena mais marcante do cinema de Alfred Hitchcock, quem sabe de toda a história da 7ª arte. Aquela trilha aguda que nos estoura o tímpano sem pedir licença também é famosa por todo o mundo. Para quem não viu, agora é a chance de ver a cena do banheiro de Psicose, de 1960:



Uma maravilha ao olhos. A perfeita harmonia entre audio e visual. Talvez se você não tinha visto essa, não viu a refilmagem do diretor Gus Van Sant. Infelizmente foi um projeto com ótimos nomes, como Viggo Mortensen, Vince Vaughn e Julianne Moore que não deu certo mesmo. Se não viu, nem perca seu tempo. Só veja a cena dessa versão de 1998:


Mas para os não profissionais, ainda ficou a vontade de estar na pele do mestre do suspense. Então se você procurar, verá coisas bizarras no Youtube de todos os cantos do mundo! Abaixo você verá algumas das grandes produções de "gênios" perdidos por aí!

Psicose - em Animação, estrelando Barbie.



Psicose Tosco - Hitch se revira no túmulo. De risada ou de desgosto!



Psycho Killer dos Talking Heads ao som de Móveis Coloniais de Acajú. Além do cover musica, o 'cover' do gordo não ficaria em branco. Veja o divertido clipe com uma ótima sonorização.



Hitchcock deixou um legado enorme de técnica para a cinematografia mundial. Inspira grandes produções até hoje. E nunca deixará de inspirar. E para finalizar, uma homenagem à Psicose com Marion Cotillard na pele de Lila Crane em ensaio da revista Vanity Fair.

Vitor Stefano
Sessões

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fúria de Titãs

Nome Original: Clash of Titans
Diretor: Louis Leterrier
Ano: 2010
País: EUA e Reino Unido
Elenco: Sam Worthington, Pete Postlethwaite, Mads Mikkelsen, Ralph Fiennes e Liam Neeson.
Sem Prêmios
Fúria De Titãs (2010) on IMDb

Ver filmes mitológicos nunca foi meu forte. Sempre tive um ceticismo quanto a histórias fantasiosas. Com o tempo fui criticado por me fechar para esses tipos de filmes, tanto que nem vi a célebre trilogia de 'O Senhor dos Anéis' - já estou providenciando uma sessão completa e ver logo os três de uma vez. Bom, cairam no meu colo ingressos para ver 'Fúria de Titãs' e como sabia que era uma refilmagem de um filme dos anos 80 com um elenco recheado de ótimos nomes como: Pete Postlethwaite de A Era da Estupidez, Mads Mikkelsen de Depois do Casamento e Cassino Royale, além dos camaleões geniais Ralph Fiennes e Liam Neeson. Não incluirei Sam Worthington na lista de atores que me influenciaram a ver o filme até por não ser nenhum primor de ator, e Avatar é conhecidamente um filme que não me agrada (principalmente pelas atuações).

O filme começa com a apresentação da mitologia e dos deuses que veremos na tela. Tudo muito bem caracterizado, bons efeitos especiais, lindas locações - até agora filminho normal. Temos um início com a história de Perseus, um simples pescador, filho de um pescador. Daí algo me interessou: os deuses do Olimpo estavam nervosos com os humanos pois estavam desconfiando da existência de seres superiores, algo muito contestador para aquela época, se é que isso realmente existiu - se não existiu, foi um modo contemporâneo criar a fúria dos deuses. Vemos vários deuses, mas há 3 principais: Zeus no céu, Poseidon no mar (esse mal aparece, deveria ter sido até esquecido) e Hades no submundo, vulgo Inferninho. Perseus descobre que é filho de Zeus mas quer mesmo é ser um um ser humano, abdicando de suas forças de semideus. Sim. Ele era um pescador e virou um semideus, quase o avatar.

O bem contra o mal, o certo contra o errado, o enredo clássico onde o obvio acontecerá. Aí toda a "boa" impressão que tinha me causado até o momento, se perdeu pelo mar, junto a Posseidon. A velha métrica do cinema clássico norte-americano se repete e repete e repete. Um filme cheio de ação, com roteiro manjado e sem sal algum. Não, eu não sou chato com esses filmes, eles é que são ruins, em sua maioria. Infelizmente um elenco tão competente e com tanto investimento é tão mal aproveitado. Até para quem busca entretenimento puro e singelo não consegue sair totalmente satisfeito do cinema. Esse tipo de filme deveria ser visto única e exclusivamente por Hades - talvez nem ele mesmo mereça tal penitência! E que Crepúsculos, Jogos Mortais, Panicos e American Pies fiquem lá pelo inferninho e não cheguem mais à Terra. Pete, Mads, Ralph e Liam, estão perdoados, mas que esse erro em escolha de projeto não se repita. Fiquem junto aos Zeus do Cinema.

Só me surpreendeu Perseus não ficar com Andromeda no fim da história. Não é spoiler, até porque você não quererá ver esse filme. E se vai ver filme fantasioso, veja "O Labirinto do Fauno" (quando vir "O Senhor dos Anéis" vocês saberão minha opinião). "Fúria de Titãs" só gera fúria em quem o vê!

Vitor Stefano
Sessões

terça-feira, 25 de maio de 2010

O Nome da Rosa: A História da Educação e do Pensamento na Idade Média

Nome Original: Der Name der Rose
Diretor: Jean-Jacques Annaud
Ano: 1986
País: França, Itália, Alemanha
Elenco
: Sean Connery, Christian Slater, F. Murray Abraham, Elya Baskin
Prêmios: Bafta de Melhor Maquiagem e Ator (Sean Connery), César de Melhor Filme Estrangeiro, David di Donatello de Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Produção e Melhor Cenografia.
O Nome da Rosa (1986) on IMDb

Baseado no romance homônimo do italiano Umberto Eco, o longa-metragem “O Nome da Rosa” (1986), através de uma atmosfera de mistério e suspense, promove uma visão crítica das configurações religiosas e sociais da baixa Idade Média. A atmosfera cinematográfica revela a intenção da produção lançando mão de uma história investigativa envolvendo a obscura morte de sete monges em sete dias, gerando imagens sombrias através de uma fotografia mórbida, escura, reforçando o imaginário que compõe o período como “Idade das Trevas”. O enredo desenvolve-se gradualmente até o desvendamento do mistério das mortes.

A história de ficção situa-se no século XIV num mosteiro beneditino onde hoje se localiza o norte da Itália. O ambiente é característico da era medieval, com a predominância da ordem religiosa, omissão da participação do povo nos processos de decisão, discussão e educação. Essa tendência de domínio da Igreja que contamina o enredo do filme neste período já se encontrava em declínio a favor do surgimento das idéias renascentistas, humanistas. As missas são rezadas em latim, a instituição da Inquisição tem força determinante, há o prevalecimento da crença, da fé, condena-se o pecado, o desvio, a heresia: esses elementos tornam explícito o caráter ainda dogmático que permeia a trama.

Era restrito o acesso aos livros, o acervo do mosteiro era freqüentado por um seleto grupo. Aristóteles, em especial os fragmentos de sua Poética, que trata de poesia e arte, gera polêmica tornando-se leitura proibida, mundana, herética. Seu pensamento estabelece conceitos de imitação e catarse, acentuando o valor do riso, no contexto do filme. Essa noção choca-se com a vida regular realizada pelos monges que na abadia em questão são ainda proibidos de sorrir. As premissas defendidas por Willian de Baskerville, frade franciscano encarregado da investigação das mortes, têm fundamento no pensamento aristotélico. Recorrem à indução, a racionalidade, para a solução de problemas em oposição à maneira religiosa que propõe uma explicação através da particularidade das escrituras.

Tinham acesso garantido a esse conhecimento restrito os copistas, incumbidos de transcrever as mais diversas obras. Havia também o trabalho de tradução de textos, muitos deles do grego para o latim. Esses religiosos eram o canal de transmissão da cultura, multiplicavam o conhecimento dentro dos meios restritos, perpetuavam muitas obras através da escrita. Muitas obras gregas eram proibidas, poucos ousavam traduzi-las para o latim. O significado dessas proibições reside na autoridade da Igreja que procura perpetuar sua posição social e política, sua palavra, seus dogmas. A natureza diante da luz da lógica, da dúvida, da filosofia, perde sua caracterização mítica, ausenta-se o temor, e “não pode haver fé sem temor”. Radicalizando, com o uso dos princípios racionais pode-se concluir na inexistência de um Deus, causando um abalo, uma mutação capaz de gerar conflitos que a Igreja busca abafar avidamente.

Há no enredo uma dialética, uma tensão entre concepções de mundo antagônicas. De um lado coloca-se a explicação da natureza pela analogia, baseando-se na fé. Uma mentalidade conservadora busca respostas nas escrituras sagradas, no sobrenatural. De outro lado se vê um pensamento positivo, racional, buscando explicações na natureza, acompanhando o progresso do conhecimento. Esse conflito representa em termos gerais a transição entre o pensamento medieval e as idéias renascentistas, é a gênese do humanismo, da revalorização das idéias dos gregos.

Adso de Melk é um noviço que através de uma experiência empírica, juntamente com seu tutor, experimenta a aplicação do conhecimento diretamente na realidade, nas situações problemáticas. Na Idade Média européia a Igreja Católica era a monopolizadora da educação. O estudo e a instrução eram exclusivos das ordens religiosas, dos monastérios. Se um jovem desejava dedicar-se ao conhecimento o único meio a recorrer era a Igreja. É digno citar que a filosofia medieval é consideravelmente representada por grandes pensadores no ceio do cristianismo. Os pensadores desse tempo buscam, à luz das idéias gregas, coerência no ensinamento e nas práticas religiosas. Pode-se citar também a Escolástica, corrente filosófica encarregada da efetivação da fé através de uma validação racional.

É possível perceber o poderio da instituição da Inquisição, filtrando e podando o acesso aos livros e ao conhecimento. Ela figura como instância maior, determinante, temível. É capaz de condenar e reprimir qualquer manifestação contrária ou estranha aos interesses da Igreja. Representa um poder autoritário e arbitrário que no filme fica explícito quando há a intenção de expulsar os franciscanos por renunciarem ao luxo e a riqueza, por seu desprendimento dos bens materiais, sua humildade. Aqueles que julgam desconsideram a livre interpretação da Bíblia e manipulam as palavras sagradas e os conceitos em favor da manutenção de uma corja aristocrática nos altos cargos da Igreja. Os representantes dos mosteiros locais confundem-se e se submetem aos “caprichos” da Inquisição.

O povo é completamente sujeito ao jugo dos inquisidores, não tem vontade própria, não tem participação nem voz diante dos processos de decisão, não tem acesso à cultura, ao livro, pois a maioria da população permanece alheia à influência dos livros, a maioria iletrada é facilmente manipulada. Fatos que comprovam essa dominação e manipulação são as cruzadas que se valem da fé do gentio para buscar interesses econômicos e políticos.

No filme é inegável a redução da mulher, a demonização de seu caráter. Os religiosos relacionam a mulher diretamente ao desejo carnal, à provocação. É considerada naturalmente perversa, vil, malévola, capaz de provocar a tentação do homem. Esses motivos levam diversas mulheres à fogueira pela Inquisição na era medieval, acusadas dos mais diversos crimes contra a fé.

Desta adaptação do livro publicado em 1980 pode-se extrair uma gama de demonstrações do domínio que a Igreja praticou durante a Idade Média. O cristianismo garante a exclusão da massa e a perpetuação do estado de pobreza, feudal. Garante repressão sexual, social e política. Esta situação histórica seria posteriormente contestada com a Reforma, com o humanismo e o ressurgimento da vida urbana. Em certa medida, as idéias que se chocam com a Igreja acabam por prevalecer e proporcionar o lento declínio da ordem feudal. No entanto, é imensurável a capacidade opressiva da Igreja no período, o que possibilitou sua efetividade e plenitude, garantindo seus interesses econômicos, políticos e sociais. A educação que se pratica neste tempo é completamente restrita e tendenciosa. A Idade Média é dominada pela ordem cristã, não se encontra nela ambiente democrático.


Mateus Moisés
Sessões

Pão com Mortadela e Meia Mussarela

Nome Original: Pão com Mortadela e Meia Mussarela
Diretores/Realizadores: Natalia Ferretti, Marcus Valérius, Eduardo Patrick, Julian Alvez, Marcos Paulo e Vanessa Aguiar.
Ano: 2008

País: Brasil
Prêmios: Prêmio Curta o Curta - 19º Festival de Curtas de São Paulo – KinoÓikos “Formação do Olhar” e Prêmio FIESP/SESI-SP de Cinema Paulista - Melhor Curta-Metragem


A tragédia é sempre um prato cheio para ficções. Em documentários é ver nossa realidade nua e crua, cuspida em nossa cara. Acredito que todos já passamos ou passaremos por obstáculos, porém rever, tocar na ferida, é dolorido demais. Mas um curta que chama 'Pão com Mortadela e Meia Mussarela' é trágico?

Quando vir, quererá sentir o gosto dessas duas comidas como nunca antes, dará muito mais atenção às pequenas coisas da vida. O câncer na vida de dois jovens só deu prova da superação, amizade e amor que eles receberam. E que podemos fazer, mesmo sem o obstáculo que eles superaram.

O mal sempre vem para o bem. Assim seja!

Vitor Stefano
Sessões

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Aparições de Hitchcock

Hitchcock apareceu em vários de seus filmes. Ele é visto em aparições breves, geralmente no início de seus filmes, para não distrair o público do enredo principal. Certamente você já o percebeu, caso não, veja todas as aparições em filmes dirigidos pelo inglês, em ordem cronológica.


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O INQUILINO (1926)

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CHANTAGEM E CONFISSÃO (1929)

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ASSASSINATO (1930)

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OS 39 DEGRAUS (1935)

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JOVEM E INOCENTE (1938)

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A DAMA OCULTA (1938)

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REBECCA (1940)

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CORRESPONDENTE ESTRANGEIRO (1940)

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SR. E SRA. SMITH - UM CASAL DO BARULHO (1941)

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SUSPEITA (1941)

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A SOMBRA DE UMA DÚVIDA (1943)

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UM BARCO E NOVE DESTINOS (1944)

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SPELLBOUND, QUANDO FALA O CORAÇÃO (1945)


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INTERLÚDIO (1946)


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AGONIA DE AMOR (1947)

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PAVOR NOS BASTIDORES (1950)

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PACTO SINISTRO (1951)

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A TORTURA DO SILÊNCIO (1953)

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DISQUE M PARA MATAR (1954)

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JANELA INDISCRETA (1954)

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LADRÃO DE CASACA (1955)

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O TERCEIRO TIRO (1955)

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O HOMEM QUE SABIA DEMAIS (1956)

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UM CORPO QUE CAI (1958)

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INTRIGA INTERNACIONAL (1959)

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PSICOSE (1960)

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OS PÁSSAROS (1963)


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MARNIE, CONFISSÕES DE UMA LADRA (1964)

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CORTINA RASGADA (1966)

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TOPAZIO (1969)

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FRENESI (1972)


TRAMA MACABRA (1976)


Além de recorrente aparições em seus trailers, fica claro a vontade do diretor estar à frente das telas, sempre de modo macabro e rápido, porém curioso. Sempre bem vindo à frente das telas, mas no comando é, certamente, melhor!

Vitor Stefano
Sessões

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sessões Relâmpago: Quincas Berro d'Água

Hoje é a grande estréia do longa metragem 'Quincas Berro D'Água', baseado em obra de Jorge Amado, em circuito nacional. E o Sessões não poderia deixar você de mãos abanando. Sortearemos 2 kits para vocês. Um kit completo com um par de ingressos, uma camiseta, um descanso para copos, e o livro do Jorge Amado que deu origem ao filme e o kit simples que contém: um par de ingressos e dois descansos para copos.

Obvio que você não vai perder mais essa promoção do Sessões, certo? Os dois primeiros a responderem a pergunta levarão. Obvio que o mais apressadinho leva o kit completo!

Veja o trailer:


Viram? Riram? Imagina no filme.

Os dois primeiros a responderem todas as perguntas corretamente levam os brindes.

Perguntas:
- Qual o autor do livro que é baseado 'Quincas Berro D'Água'?
- Qual o diretor do filme (dica, ele também é diretor de 'Cidade Baixa', comentado aqui)?
- Qual é o animal verde que aparece no trailer? Quantas vezes?
- Qual é o nome do ator que interpreta Quincas? Com qual doença ele convive a 17 anos (dica, resposta está nos comentários da postagem sobre o filme 'Quincas Berro D'Água')?
- Qual bebida Quincas mais gosta?

São essas as 5 perguntas! Corra, responda e ganhe!
Boa sorte!!! Não se esqueçam, ao comentar deixem o e-mail para entrarmos em contato com os vencedores!

A única obrigação dos vencedores é, depois de ver o filme comentar no post de 'Quincas Berro D'Água' e nos convidar para usar os porta copos...

Equipe do Sessões

quarta-feira, 19 de maio de 2010

As Musas de Hitchcock

Hitchcock era o mestre do suspense, mas sabia como ninguem escolher os atores para seus personagens. Principalmente para as personagens femininas.

Muitas só são o que são, por conta do Gordo! Confira as principais musas dos filmes do inglês.


Tippi Hedren - Americana - Nascida em 1930
Ficou marcada por interpretar a personagem Melanie Daniels em 'Os Pássaros'. Faz também a ótima ladra em 'Marnie - Confissões de uma Ladra'.



Grace Kelly - Americana - 1929-1982.
A princesa de Mônaco já esteve no Sessões na Eleição de Atriz Mais Bela e nessa lista de beldades hitchcoquianas não poderia ficar de fora. Ela foi capaz atuações memoráveis em filmes top de Hitch, como: 'Ladrão de Casaca', 'Disque M Para Matar' e o melhor do inglês, em minha opinião, 'Janela Indiscreta'.

Ingrid Bergman - Sueca - 1915-1982.
Após virar estrela em seu país, chamou a atenção de Hollywood e virou queridinha da América. Vencedora de 3 Oscaras, com o gênio inglês fez: 'Interlúdio', 'Sob o Signo de Capricórnio' e 'Quando Fala o Coração'.


Kim Novak - Americana - Nascida em 1933
Conhecida pela brilhante atuação como a conturbada Madeleine, que vive uma crise de identidade em 'Um Corpo Que Cai'.

Janet Leigh - Americana - 1927-2004
Vencedora do Globo de Ouro por sua inesquecível atuação em 'Psicose'. Talvez o mais popular dos filmes do grande e velho Hitch.

Hitch era capaz de tirar de moças de rostos angelicais atuações assustadoras ou comprovadamente assustadas.

Vitor Stefano
Sessões

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Maridos, Amantes e Pisantes



Hilário, define bem o que é esse curta metragem. Quando termina, parece até um mini curta de tão leve que é. A TV Globo, criticada no documentário 'Muito Além do Cidadão Kane', tem uma qualidade inegavel na teledramaturgia. E com o sucesso da novela 'Viver a Vida' e do ator Mateus Solano, que vive os gêmeos, venho mostrar um projeto inicial desse ator, que até então era desconhecido do grande público. Em 'Maridos, Amantes e Pisantes' de 2008 mostra que é ótimo ator. A história se passa num quarto. Sim, simples assim. E lá o que vemos? Um marido, um amante e uma esposa. Ah, o armário tem um papel fundamental! E curiosamente a equipe de filmagem, não se limita a ficar atrás das câmeras. E não poderia esquecer dos pisantes.

Há uma curiosidade: o ator Mateus Solano conheceu a atriz Paula Braun no set desse curta. Ela é sua noiva, está grávida e conhecida no cinema por ser a garçonete perseguida pelo personagem de Selton Mello, por conta de sua bunda, no longa O Cheiro do Ralo.

Vejam e comentem! Há talento além da novela das 8. E que pode ser divertido sem ser apelativo!

Vitor Stefano
Sessões

terça-feira, 11 de maio de 2010

Minha Vida Sem Minhas Mães

Nome Original: Äideistä parhain
Diretor: Klaus Kärö
Ano: 2005
País: Finlância e Suécia
Elenco: Topi Majaniemi, Marjaana Maijala, Maria Lundqvist, Michael Nyqvist
Prêmios: Golden Pyramid no Festival Internacional de Cairo, Melhor Atriz (Maria Lundqvist) na Mostra São Paulo.
Äideistä parhain (2005) on IMDb


O dia das mães no último dia passado foi abrilhantado, além do ótimo jantar com o filme 'Minha Vida sem Minhas Mães'. O filme, obviamente conta uma história com mãe, mães para ser mais específico. Finlândia, 1943. A Segunda Grande Guerra estoura e o pequeno Eeros perde mais do que seu pai. É obrigado a deixar para trás sua história, seu país, sua mãe. A Suécia, é seu novo lar, junto a uma nova família. Os suecos esperavam uma menina. Os suecos não entendiam nada do finlandês que a criança falava. Signe o recebe em sua casa, mas seu coração está fechado.

Ver esse filme cheio de problemas familiares, tanta dificuldade de relacionamento entre filho e mães em um momento tão crítico da história, me fez repensar no papel de uma mãe, de suas obrigações, do amor e do carinho que essas mulheres tem por nós, filhos. A vida de Eeros em uma terra estrangeira, a partir das cartas de sua mãe vão mudando os sentimentos, do melhor ao pior como numa roda gigante de emoções. Uma so mãe já é muito. Duas, na cabeça de uma criança, é mais que demais.

Um filme histórico, de arrependimentos, lembranças e de amor materno. A história contada em branco e preto alternado com o colorido já é uma técnica manjada, porém, ao contrário. O passado é colorido e o presente é monocromático, demonstrando que mágoas, recentimentos e erros no passado vivido com todo amor e paixão, no futuro (hoje) só resultaram numa realidade sombria e cru, buscando explicações. E não há o que explicar de amor de mãe. Parabéns mães. Obrigado mãe.

Vitor Stefano
Sessões

sábado, 8 de maio de 2010

Muito Além do Cidadão Kane

Muito Além do Cidadão Kane (1993) on IMDb


Muito além do que eu poderia escrever! Apenas Veja. Melhor, observe.


Vitor Stefano
Sessões

sexta-feira, 7 de maio de 2010

As Copas do Mundo no Cinema

Estamos em clima de Copa do Mundo, evento esportivo que mobiliza bilhões de pessoas e que tem no Brasil um público mais apaixonado e fiel. Como forma de aproximar ainda mais os torcedores de suas seleções, algumas produções em cinema abordaram o principal campeonato de futebol do mundo.

Hoje em dia temos as transmissões ao vivo, com avançada tecnologia, alta definição, câmeras espalhadas por todos os estádios, recursos tecnológicos ajudam a desvendar as polêmicas dos lances milimetricamente, comentaristas, reportagens dentro e fora dos campos. Mas nem sempre foi assim.

Após o término da Segunda Guerra Mundial, uma grande revolução começou a ser introduzida nas transmissões das Copas do Mundo: assistir às partidas do mundial não era exclusividade de quem pôde ir ao estádio.

Em 1954, os filmes das copas do mundo começaram a proporcionar a mesma objetividade vista das cadeiras dos estádios nos mundiais.

Desde então, a Fifa produz o filme oficial da Copa do Mundo e, quem nunca tinha visto, teve a chance de se assombrar com o futebol da vice-campeã Hungria, liderada por Puskas. A campeã foi a Alemanha e, por isso, o título do filme foi German Giants (Gigantes Alemães).

Daí em diante, os filmes das Copas começaram a se popularizar. As transmissões ao vivo não aconteciam no Brasil e o primeiro título, em 1958, foi visto por alguns clipes com gols, que chegavam dias depois dos jogos. O filme oficial do mundial da Suécia foi Heini e mostrou belas imagens do público e das vitórias brasileiros no primeiro título da história do País.

Em 1962, a história se repetiu e o Brasil sagrou-se bicampeão. Perante o encantamento e a superioridade brasileira, o mundo ovacionou a nossa seleção e Garrincha, o grande nome do título. O filme daquele ano não poderia ter outro nome senão Viva Brazil. Talvez Viva Mané também fosse um nome mais do que apropriado!

Na Copa seguinte, em 1966, outra grande novidade: todos finalmente puderam ver o verde e amarelo da camisa brasileira que encantava o mundo. O filme oficial era pela primeira vez feito em cores. Talvez inspirados pela onda de cor que dominava os cinemas do mundo, o Brasil literalmente amarelou naquele ano e não foi uma das equipes protagonistas do filme Goal!, que contou a história da Copa do Mundo da Inglaterra vencida pelos donos da casa.

No ano de 1970, as transmissões começavam a ser feitas ao vivo no Brasil, porém, os filmes oficiais das Copas do Mundo continuavam em alta, assim como a seleção brasileira, que faturou a terceira taça. O título do filme revelava o assombro pelo futebol canarinho apresentado no México: The World at Their Feet (O mundo aos seus pés). Todo curvaram-se à majestade de Pelé.

Depois disso, as transmissões ao vivo começaram a ficar cada vez mais profissionais e os amantes do futebol não mais davam bola para os filmes oficiais da Copa do Mundo, mesmo que esses apresentassem um ponto de vista e linguagem diferentes daqueles em tempo real.

Para resolver o problema, a Fifa começou a investir mais esforços em torno da produção. O filme não mais poderia se limitar a mostrar a Copa e seus gols, era preciso acrescentar um algo a mais. Em 1982, na Espanha, isso já começou a ficar claro com o G’olé!, com narração do eterno James Bond, Sean Connery. A ideia pareceu agradar e, na Copa seguinte, em 1986, Michael Caine foi o eleito para contar as incríveis proezas de Maradona no México. O nome também foi escolhido a dedo: Hero (Herói), uma ótima definição do que foi o pibe na conquista argentina.

Em 1994 só deu Brasil. Além do título após 24 anos, o diretor do filme Dois Bilhões de Corações, também era brasileiro. Murilo Salles teve a difícil tarefa de retratar a atmosfera dos EUA, que até então não era muito ligada ao futebol. O resultado foi um belo filme, com imagens de bastidores e belas tomadas das arquibancadas.
Para ler entrevista com o diretor Murilo Salles, clique aqui!

Quatro anos mais tarde, provavelmente nenhum brasileiro quis ver o Vive la France (Viva a França), que contava a trajetória francesa, da descrença ao sucesso em cima dos melhores do mundo.

Apesar de algumas mudanças bem-sucedidas, aquele formato de filme começava a não agradar novamente. Era preciso ser diferente, mostrar o que antes não era visto. No filme do mundial de 2002, Seven Games for Glory (Sete Jogos para a Glória), os bastidores das equipes começaram a ser expostos, como a incrível festa senegalesa após vitória contra a França na estreia, ou a reza mexicana nos vestiários antes das partidas. O pentacampeonato do Brasil também foi destaque da película.

Na Alemanha em 2006, os produtores resolveram apostar novamente em um James Bond para contar a história do mundial. Dessa vez, Pierce Brosnan foi o narrador do filme The Grand Finale (A Grande Final), que nem para os cinemas chegou a ir.

Temos a Copa do Mundo ao vivo. Mas para quem ama o futebol, ver e rever em diferentes ângulos o principal evento esportivo do planeta vale mais do que qualquer grande produção hollywoodiana.

Carlos Nascimento
Sessões

Fonte: Revista Brasileiros

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Marnie, Confissões de uma Ladra

Nome Original: Marnie
Diretor: Alfred Hitchcock
Ano: 1964
País: EUA
Elenco: Tippi Hedren e Sean Connery
Sem prêmio
Marnie, Confissões de uma Ladra (1964) on IMDb

Comecei a ver esse filme e nem havia me dado ao trabalho de ver de quem era ou quem trabalharia nele. Quando começa, vejo Sean Connery. Interessante. E com o desenrolar do filme, tive a sensação de estar vendo um ótimo filme de suspense. E que pela 'idade' do filme, pela trilha e pelo desenrolar da história, parecia-me algo familiar. Quando não suporto e descubro que 'Marnie' é de ninguem mais, ninguem menos que Alfred Hitchcock.

O mestre do suspense Alfred Hitchcock cria uma história de muita sensualidade e suspense, que lhe é caracteristico. É um retrato de uma mulher conturbada e psicótica e de um galã que tenta salvá-la desse mal que a aflige. Marnie é uma ladra, como o próprio nome diz, compulsiva e mentirosa. Tippi Hedren tem uma atuação que beira a perfeição na pele dessa personagem complexa e transviada. Connery fica em segundo plano com a ótima participação dessa mulher misteriosa.

Sean Connery, que era 007 naquela época, faz um papel de detetive, mas não como Bond. Ele vive um detetive intimista que instintivamente casa-se com Marnie, após ela tentar roubá-lo, apenas para descobrir o que se passa naquela na vida dela e tentar desvendar os motivos do comportamento obsessivo de Marnie. Hitchcock consegue com 'Marnie' uma ótima pedida para um ótimo filme de suspense com um certo apelo sensual. Um das cenas mais lindas do filme é durante a lua de mel do casal, onde ela não o deixa tocá-la.


Hitchcock não é o gênio do suspense apenas por filmes grandes e conhecidos, 'Marnie' é tão bom quanto outros mais badalados, que enriquecem a sua filmografia não com apenas mais um, mas com um ótimo filme que, para quem gosta do estilo hitchcockiano é obrigatório. E com um final digno de surpreendente.

"You don't love me. I'm just some kind of wild animal you've trapped!"

Vitor Stefano
Sessões
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