sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sessões Dupla - Uma Verdade Inconveniente e A Era da Estupidez

Nome original: An Inconvenient Truth Uma Verdade Inconveniente (2006) on IMDb / The Age of Stupid The Age of Stupid (2009) on IMDb
Diretor: Davis Guggenheim / Franny Armstrong
Ano: 2006 / 2009
País: EUA / Reino Unido
Elenco: Al Gore / Pete Postlethwaite
Prêmio: Oscar de Melhor Documentário e de Melhor Canção (“I Need To Wake Up" - Melissa Etheridge) / Sem prêmios.



E aí, ainda é tempo de salvar o mundo? Não sei...

Para Al Gore ainda há. Mas temos que correr... Como eu disse no meu comentário sobre o belo documentário Nós que aqui estamos por vós esperamos de Marcelo Masagão, “Se o Século XXI for igual ao XX, não existirá XXII”. Mas acho que a frase agora com esse filme fica melhor assim: Se os homens do século XXI forem iguais aos do XX, não existirá vida nem planeta em XXII. Será uma Era de Estupidez.

Gore, derrotado por GWB em eleição fraudada, já faz esse alerta sobre o Aquecimento Global desde os anos 70 e mostra nesse filme com dados, estatísticas e gráficos como esse mal vem nos afetando e continuará, se nada for feito. Sua voz voltada para as conseqüências que esse ‘Monstro’ vem causando no planeta e propondo alternativas para matá-lo.

O ser humano é o único responsável pela construção e destruição do meio ambiente que vive. Aonde ainda existe preconceito, maus tratos de idosos, crianças e animais, se corta uma árvore para fazer papel num mundo informatizado, criam-se bombas em profusão. Um mundo que ainda existem guerras sem motivos e financiadas pela ganância capitalista e ignorância intelectual, por um poder inexistente. Percebem o motivo do pessimismo?

E de que adiantará o poder, diante de um planeta sujo e inabitado ou inabitável?

Mude alguns hábitos. Evite de jogar lixo nas ruas (você fumante, utilize o cinzeiro - sua bituca demora 2 anos para degradar), use mais transporte público, desligue os aparelhos eletrônicos enquanto não estiverem sendo utilizados, proteste contra os países que não corroboram com o Protocolo de Kioto, troque lâmpadas convencionais por econômicas, use água com consciência, cobre os governantes para que colaborem com o seu e com o futuro do mundo - mas não deixe de fazer sua parte. Se cada um o fizer, tudo seria muito mais simples.

Se não mudarmos pequenos detalhes o Caos reinará e podemos ver isso atráves do trailer de um novo filme que está em sua semana de estréria: A Era da Estupidez. Antes que seja tarde demais, tente fazer um pouco pelo mundo. "Why didn't we stop climate change when we still had the chance?".




E será que chegamos lá para lamentar ou já é tarde demais? Acho que já é tarde, mas não custa tentar. Se é que você acredita nisso tudo.

Vitor Stefano
Sessões

O tema foi muito bem escolhido porque dá ensejo a se tratar de coisas sérias e atuais usando o cinema. Deixarei, desta vez, o cinema de lado para discutir o mundo que vivemos. Acho que a causa é nobre o suficiente para isso.

Eu acho que todo tipo de ação humana leva dentro de si,um germe de potencialidades,do qual pode sair coisas boas ou más.

Não creio que tenhamos que botar a culpa inteira na Revolução Industrial porque o processo desencadeado na Inglaterra do XIX, por decantação, bem ou mal, legou o que temos hoje.

O fato que tem que ser discutido é que,em se tratando de um sistema econômico capitalista, isto é, que busca o lucro ou em termos mais marxistas o retorno sobre o capital investido, a saída para o problema deve também contar com um processo de compensação em forma de moeda.

Não dá para lutar contra um sistema que se valeu, até os dias de hoje, da destruição da natureza em nome da competitividade econômica. E quando eu digo destruição da natureza eu quero dizer exatamente isso. Não há mais que relativizar porque o que existe na realidade são discursos e falatórios.

Não há inocentes nesta história. Não creio que haja solução para o médio prazo. O protocolo de Kyoto é uma vergonha, parece mais um conluio diplomático para servir de matéria para a imprensa e para a opinião pública internacional.

Enquanto tivermos um modelo econômico sustentado por petróleo não haverá mudanças. E nenhum Estado do mundo vai buscar transformar toda a sua base econômica em direção a um processo produtivo mais limpo e ambientalmente menos impactante enquanto a conformação do comércio internacional punir justamente aqueles que têm os preços de seus produtos encarecidos pelo custo de se produzir de forma mais limpa.

Olhemos para a China, que país vai querer deixar de vender para um mercado de um bilhão de pessoas? E imagine o que acontece se eles pararem de importar ou diminuírem o seu crescimento.

O argumento dos países ricos de que daqui para frente todos terão que transformar suas economias em processos produtivos mais limpos também não se sustenta porque por trás das trocas comercias existe relações sociais. A Inglaterra ou a França podem se dar o luxo de falar que os países em desenvolvimento terão de reduzir seu crescimento econômico desacelerando suas economias porque eles já poluíram o que podiam e agora chutam a escada. Durante séculos informatizaram suas industrias e agora se levantam e dizem moral e hipocritamente que chega, temos que nos preocupar com o ambiente.

Os agentes econômicos mais importantes das sociedades atuais também pouco fazem pela causa ambiental. Quando digo agentes econômicos me refiro às empresas multinacionais ou não, grandes ou não. O Instituto Ethos lançou uma pesquisa em que contabilzaram os gastos das maiores empresas sediadas no Brasil com o ambiente e chegou ao resultado de que juntando todas a porcentagem não chagava a 1% dos lucros destes conglomerados. Um porcento!!! É melhor que se escreva por extenso isso de modo a dirimir qualquer possibilidade de dúvida... Vaí que um neoliberal lê esse texto.

Então não há mais espaço, também, para retórica vazia de empresas que têm lá em seus sites a parte dedicada ao desenvolvimento sustentável o qual custa menos de 1 porcento de seus lucros.

O que fazer, então, quando não há mais nada a se fazer?

Penso, particularmente,que a mudança terá que se dar no modelo soció-econômico. Teremos que mudar o modelo, porque a assimetria vem dele e em contextos assimétricos cada um faz o que pode para sobreviver.

O que me preocupa de verdade é que o capitalismo acaba se moldando aos problemas e os envolve e os transforma em negócios.A crise é uma das característica deste sistema e ele geralmente se adapta às crises mas não temos que nos preocupar mais com isso.Mas, antes, temos que nos preocupar a que preço? Isto é, a que ponto teremos que chegar para parar de destruir?

Quando as circunstâncias são assaz difíceis,as possibilidades de decisões estão distantes das pessoas comuns,então,são elas que precisam mudar e reclamar.

Pois bem, mudei e reclamei.

Fernando Moreira dos Santos.
Sessões.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Qual o Melhor Diretor de Cinema?

Sim, pois é: muita, muita pretenção do Sessões. Mas não estamos nem aí! Agora é a vez de mostrarmos qual a nossa opinião e saber a opinião de vocês sobre direção! Qual é o Melhor Diretor de Cinema? São tantos e tantos cineastas que conseguem criar obras primas, sonhos e realidades. Porém há os que sabem bem como fazer as piores realizações cinematográficas, mas esses deixemos de lado!

Nós do Sessões fizemos a nossa eleição individual (clique aqui) e com 'critérios' criados por nós mesmos chegamos a 18 nomes. Certamente poderiam ser mais, mas esses ilustram bem o que há e o que houve de melhor por trás das telonas. São eles:


Alejandro González Iñarritu (1963) - Mexicano
Filmes: Amores Brutos, 21 Gramas, Babel e Biutiful

Alfred Hitchcock (1899-1980) - Inglês
Principais Filmes: Psicose, Janela Indiscreta, Intriga Internacional, Os Pássaros, Marnie, Pacto Sinistro, Cortina Rasgada, Um Corpo que Cai, Dique M para Matar, Ladrão de Casaca, Os 39 Degraus, entre outros.
Bernardo Bertolucci (1941) - Italiano
Principais Filmes: Ultimo Tango em Paris, O Ultimo Imperador, Era uma Vez no Oeste, Beleza Roubada, O Céu que nos Protege, 1900, O Conformista, entre outros. 

Charles Chaplin (1889-1977) - Inglês
Principais Filmes: O Grande Ditador, Tempos Modernos, Luzes da Cidade, Luzes da Ribalta, Em Busca do Ouro, O Garoto, Monsieur Verdoux, entre outros.

Clint Eastwood (1930) - Norte-Americano
Principais Filmes: Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, Gran Torino, Invictus, A Troca, Além da Vida, A Conquista da Honra, Cartas de Iwo Jima, Crime Verdadeiro, As Pontes de Madison, entre outros

David Lynch (1946) - Norte-Americano
Principais Filmes: Cidade dos Sonhos, Império dos Sonhos, O Homem Elefante, Veludo Azul, Duna, Eraserhead, Coração Selvagem, Estrada Perdida, Rabbits e Uma História Real.
Federico Fellini (1920-1993) - Italiano
Principais Filmes: 8 e 1/2, Os Palhaços, A Doce Vida, Ginger e Fred, Amarcord, Roma de Fellini, Satyricon, Noites de Cabíria, entre outros.


Fernando Meirelles (1955) - Brasileiro
Filmes: Cidade de Deus, Menino Maluquinho 2, Domesticas, O Jardineiro Fiel, Ensaio sobre a Cegueira, Som e Fúria - o Filme, 360.

Francis Ford Coppola (1939) - Norte-Americano
Principais Filmes: O Poderoso Chefão, O Poderoso Chefão II, O Poderoso Chefão III, Apocalypse Now, Tetro, Dracula de Bram Stoker, O Selvagem da Motocicleta, Vidas sem Rumo, A Conversação, entre outros.

François Truffaut (1932-1984) - Francês
Principais Filmes: Os Incompreendidos, Atirem no Pianista, Jules e Jim, O Homem que Amava as Mulheres, Idade da Inocência, O Garoto Selvagem, Fahrenheit 451, entre outros.

Jean-Luc Godard (1930) - Francês
Principais Filmes: Acossado, Viver a Vida, Alphaville, Nossa Música, Filme Socialismo, Rei Lear, Carmen de Godard, O Desprezo, entre outros.

Lars von Trier (1956) - Dinamarquês
Principais Filmes: Dogville, Dançando no Escuro, Manderlay, Anticristo, O Grande Chefe, Os Idiotas, Europa, Medea, Melancolia, entre outros.

Martin Scorsese (1942) - Norte-Americano
Principais Filmes: Os Bons Companheiros, Os Infiltrados, Ilha do Medo, Taxi Driver, New York New York, A Cor do Dinheiro, Cabo do Medo, A Última Tentação de Cristo, Touro Indomável, Cassino, O Aviador, entre outros.
Pedro Almodóvar (1951) - Espanhol
Principais filmes: Má Educação, Fale com Ela, Tudo Sobre Minha Mãe, Volver, Abraços Partidos, Lei do Desejo, Kika, Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, entre outros.
Stanley Kubrick (1928-1999) - Norte-Americano
Principais Filmes: Laranja Mecânica, Barry Lydon, 2001 - Uma Odisséia no Espaço, O Iluminado, Nascidos para Matar, De Olhos Bem Fechados, Dr. Fantástico, Lolita, Glória Feita de Sangue, O Grande Golpe, entre outros.

Steven Spielberg (1946) - Norte-Americano
Principais Filmes: ET , AI - Inteligência Artificial, Tubarão, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, A Cor Púrpura, A Lista de Schindler, O Resgate do Soldado Ryan, O Terminal, Prenda-me se For Capaz, entre outros.

Walter Salles (1956) - Brasileiro
Principais Filmes: Central do Brasil, Diários de Motocicleta, Água Negra, Linha de Passe, Abril Despedaçado, Terra Estrangeira, A Grande Arte, O Primeiro Dia, entre outros.
Woody Allen (1935) - Norte-Americano
Principais Filmes: Meia Noite em Paris, Bananas, Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, O Sonho de Cassandra, Vicky Cristina Barcelona, Match Point, Manhattan, A Rosa Púrpura do Cairo, Zelig , entre outros.
 
Qual é o Melhor Diretor de Cinema? Continue votando! Para saber como está a votação, clique aqui! Caso não concorde com nenhum desses, escreva no comentário e deixe sua opinião. Mesmo se gostar de um desses 18, deixe também seu comentário.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Anticristo

Nome original: Antichrist
Diretor: Lars von Trier
Ano: 2009
País: Dinamarca, Alemanha, França, Suécia, Itália e Polônia.
Elenco: Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg
Prêmios: Prêmio de Melhor Atriz em Cannes; Bodil de Melhor Ator, Atriz, Filme e Fotografia; e Melhor Fotografia no European Film Awards.
Anticristo (2009) on IMDb


Imagine uma cena,em preto e branco, na qual um casal faz sexo debaixo do chuveiro, ao som de uma linda música clássica,enquanto o seu filho cai da janela do apartamento e morre.Depois,imagine que para se livrar da depressão, o casal decide ir para uma casa solitária na floresta em que coisas inexplicáveis começam acontecer.

Não é o enredo o que mais chama atenção no filme mais recente do dinamarquês Lars Von Trier.Como sempre acontece, quando do lançamento de seus filmes,O anticristo,incomoda pela complexidade e crueza das cenas.Estamos diante de um filme de terror que,no entanto,extrapola o gênero ainda assim se acrescentássemos a categoria de drama psicológico e o suspense ficaríamos longe de conseguir uma rotulação precisa.Mas,isso é uma regra em Lars Von Trier.

Afora a polêmica,temos uma obra da qual aflora os demônios de seu criador através de uma exploração das zonas extremas da dor física,animalesca e obscura.Parece deixar transparecer propositadamente uma perversidade impensável.

Nós conhecemos a forma como o diretor trata as mulheres em seus filmes.Ele,basicamente,tritura as suas personagens tanto psicologicamente(Dogville,Manderlay,Dançando no Escuro),quanto fisicamente(O anticristo).O que aliás, lhe valeu a alcunha de misógino.Ocorre que aqui a coisa ganha requintes de crueldade.

Do meio para o fim,o filme ganha ação e cenas fortes de violência como por exemplo:o homem ejaculando sangue,tem sua perna furada e presa a uma grande roda de concreto, a mulher se masturba de forma idílica e infernal no chão da floresta e,mais tarde, corta o próprio clitóris com uma tesoura sem contar a raposa que come as próprias víceras.

As lentes de Lars Von Trier ultrapassam todas as barreiras do insano,da brutalidade,do pesadelo,da repugnância e da beleza.O filme é fortíssimo e eu acho pouco a censura de 18 anos.

No entanto,nada disso é gratuito,Lars Von Trier ,estava passando por uma fase depressiva ( bota depressiva nisso) e como tal deixou fluir suas agitações artísticas.

A impressão que tive,refletindo melhor,é que o filme tinha a finalidade de tragar as pessoas ao mais profundo estado de angústia,como se quisesse destruir a alma do publico mandá-lo ao inferno do inconsciente onde somente o Caos Reina.

Na “Sessões” que assisti tive a oportunidade de sentar na última fileira e assim pude ver a reação do público.Que coisa maravilhosa ver todo mundo encolhido de tensão o corpo todo em estado de alerta e medo.Em termos acho que Lars Von Trier conseguiu o que queria.

Um último ponto que me chamou atenção diz respeito à função da arte.Li, nos Cahiers Du Cinema que metade dos críticos de Cannes detestaram o filme e a outra metade amou.Nada mais revolucionário do que deixar os especialistas divididos no seu próprio campo de trabalho.Lars Von Trier,apresenta ao mundo que uma das funções de sua arte é não deixar ninguém neutro ao seu trabalho,ninguém pode sair infenso do cinema depois de uma sessão do anticristo.

Se você dúvida assista e depois comente nos Sessões.


Fernando Moreira dos Santos.
Sessões

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos


Nome Original: Nós Que Aqui Estamos por Vós Esperamos
Diretor: Marcelo Masagão - Site: http://www.filmesdomasagao.com.br/
Ano: 1998
País: Brasil
Prêmios: Melhor Lançamento e Montagem no Grande Prêmio Brasil de Cinema de 2000, Kikito de Ouro por Melhor Montagem no Festival de Gramado de 1999 e Media Net Award a Marcelo Massagão no Festival de Cinema de Munique.
Nós Que Aqui Estamos por Vós Esperamos (2000) on IMDb


Escrever de um jeito convencional sobre esse maravilhoso flerte entre história e psicologia seria até desrespeitoso. O filme entrega magistralmente um turbilhão de emoções, sensações aos telespectadores. Não pode deixar de ser assistido.

Para olhos frios pode parecer até uma apresentação no ‘Power Point’ mais sofisticada, pelo modo como o filme se desenvolve. Mas é difícil não se sentir tocado com uma trilha sonora monumental, com uma maneira incomum de tratar um tema já muito visitado. Marcelo Masagão compõe uma estória dentro da nossa história recente e com presteza e crítica relata os mais contraditórios fatos e personagens humanos.

São imagens magicamente escolhidas, transições estrategicamente concebidas. Do chocante ao gracioso, do óbvio ao inusitado. Palavras aleatórias evocam reflexões, traduzem emoções, ironizam a condição magistral e também ridícula do ser humano. Sons, canções, que surgem exuberantemente, dão ao espetáculo um colorido único, um sentido, uma pele.

Os filmes de Masagão são um choque em si, pela simplicidade e até precariedade das produções. Levam a reflexão da arte pela arte, e me leva a uma vontade imensa de abandonar o texto argumentativo...

Eis que vou arriscar, como já arrisquei traçando essas linhas acima, umas palavras em louvor ao bom desse filme.

“Esperei promessas, por muito tempo acreditei, e quando descobri todas as atrocidades ainda acreditava. Esperei poder, conforto, reconhecimento. Depois passei a esperar a destruição, um milagre, qualquer coisa. Esperei até que meus pés cansaram e andaram para longe dos meus anseios.
Eis que estamos esperando, somos obrigados a ficar estáticos, sublimando nossa covardia velada sono a sono. Esperamos que a guerra acabe, que nos expliquem como funciona o avião, a luz, que nos tragam a cura pra cabeça, pro coração e pro corpo. Sentados, deitados, acordados e sonhando, esperamos...
Uma mulher espera um homem, o funcionário espera o pagamento, o garoto espera a hora da transa, o mistério espera solução, e há quem não tenha o que esperar.
Esperar é a condição mais passiva de humilhação também sendo a condição mais necessária para a conquista. Vem no sentido de mantermo-nos estáticos, vivendo impotentes diante do que nossa ‘bondosa’ moral que nos culpa diariamente por erros que não são nossos. Maldita seja a consciência que nos cobra uma atitude, uma solução. Presos estamos na condição de esperar o vir a ser, o devir. Impossibilitados de inexistir, semeando populosamente nossa calejada verdade.
A contradição é o horror, que está em nós, magicamente trazendo vida. E, por acaso, o que há na morte humana que não haja nas folhas secas?”.


O meu grito está fraco hoje, são dias de seca.
O sorriso não tem nacionalidade.

Mateus Moisés
Sessões

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sessões entrevista Fernando Meligeni

Um dos maiores diretores brasileiros é da Argentina. Hector Babenco. Uma coincidencia enorme com um dos maiores tenistas brasileiros dos últimos tempos. Nossos hermanos são hermanos mesmo!

Fernando Meligeni, 35, se dedicou 24 anos ao tênis, algo que certamente nunca deixará de lado. Argentino de nascimento e brasileiro de coração, Fininho, como é conhecido, sempre foi reconhecido pela sua velocidade e sua raça. Atualmente é casado com a atriz Carol Hubner (IMDB), que participou do filme 'Ensaio sobre a Cegueira' e em seus tempos vagos é um cinéfilo como nós. A partir disso porque não ter uma das figuras mais alegres e representativas do esporte nacional no Sessões.

O site do grande Meligeni é: http://fernandomeligeni.uol.com.br/ e ele também escreve o ótimo blog: http://blogdofininho.blog.uol.com.br/ .

Fininho, é com imenso prazer que o Sessões o entrevista para esse bate-bola sobre cinema, deixando a bolinha amarela de lado.

Sessões - Você tem predileção por algum gênero específico de cinema? Qual é o seu filme preferido?
Fernando - Gosto de filmes de ação e suspense. Também gosto muito de filmes baseados em historias reais. Melhor filme não sei exatamente, mas gostei muito de 'Perfume de Mulher' e de 'Volver'.

S - Diga o melhor filme brasileiro e o melhor argentino? O cinema argentino está à frente do brasileiro como no tênis?
F - Brasileiros gosto de 'Tropa de Elite' e 'Verônica'. Argentino 'O Filho da Noiva'. Não tenho muito conhecimento para dizer sobre o cinema argentino.

S - Quais são os melhores ator e atriz do cinema?
F - Para ator, Al Pacino e no Brasil Wagner Moura. De atriz Penélope Cruz e minha esposa Carol Hubner. A bicha me mata se disser outra coisa!

S - Você prefere ir ao cinema ou ver o filme em casa?
F - Cinema com pipoca!

S - Esporte é arte?
F - Não, mas está cheio de artista no meio. Eu mesmo sempre achei que estava no palco ao invés de estar na quadra de tenis.

S - Que tipos de artes você gosta além da 7ª arte?
F - Literatura e musica.

S - Há algum filme que envolva tênis que você goste?
F - 'Match Point' achei legal pois mostra bem a realidade do esporte. O acaso faz a diferença e muda resultados. 'Wimbledon - o jogo do amor' não curti nada. Para um tenista é duro ver um ator tentando jogar tênis, fica meio fake.

Fininho, é com grande prazer que você nos dá essa alegria! Estamos honrados e conte sempre com a equipe do Sessões!

Equipe do Sessões

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Alfie - O Sedutor

Nome original: Alfie
Diretor: Charles Shyer
Ano: 2004
País: Inglaterra
Elenco: Jude Law, Marisa Tomei, Susan Sarandon, Omar Epps e Sienna Miller
Prêmio: Globo de Ouro pela melhor canção – Mick Jagger interpretando 'Old Habits Dies Hard'.
Alfie - O Sedutor (2004) on IMDb


O que falar sobre mulheres? Escolha um estilo. Loira, morena, ruiva, casada, viúva, solteira, mãe, jovem, experiente, bipolar, louca, calma. São todas iguais e todas diferentes. Qual é a força que elas têm na vida de um homem? Devem ser o foco principal? Atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher? Nenhuma teoria mostrou melhor todas essas perguntas do que o filme ‘Alfie – O Sedutor’.

Ele (Jude Law) quer todas, tem todas. De todos os estilos e em todos os lugares. Mulheres eram como troféus e sempre conseguia um maior e mais bonito para colocar na estante da balada. Elegância inglesa, moço bonito, de bom gosto, bem trajado e charmoso. Todas ficaram aos seus pés e comeram em sua mão. Nem a mulher do amigo escapou! Ele avisava que não havia em sua natureza vontade de ter alguém e perpetuar sentimentos amorosos com alguém. Mesmo assim todas caiam. Mas...



Alfie não tem nada. Ficou só, aos pés de uma! Solteiro, com algum dinheiro no bolso, uma roupa e um carro legal... Voltar à vida, trabalhar, continuar curtindo aquela vida desregrada e sem perspectiva... De que adiantou tudo isso?

Muitas perguntas continuam sem resposta. E continuarão num eterno devaneio sem resposta. A única certeza é que quando não se tem paz de espírito, não tem nada! Alfie é assim. Era assim. Caiu do cavalo, mas espero que consiga levantar em tempo!

Entende o quero dizer? O que é realmente importante?

Vitor Stefano
Sessões
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