sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Minhas Mães e Meu Pai

Nome original: The Kids are All Right
Diretor: Lisa Cholodenko
Ano: 2010
País: EUA
Elenco: Annette Bening, Julianne Moore e Mark Ruffalo.
Prêmios: Prêmio Teddy de Melhor Filme no Festival de Berlim, Globo de Ouro de Melhor Filme Musical/Comédia e de Melhor Atriz em Musica/Comédia para Annette Bening. 4 Indicações ao Oscar.
Minhas Mães e Meu Pai (2010) on IMDb



A constituição das famílias modernas parecem mudadas. É cada vez mais normal vermos mudanças na estética de composição dos membros com a liberdade sexual e homoafetiva. Em “Minhas Mães e Meu Pai”, Nic e Jules formam um casal que vivem tranquilamente com seus filhos Joni e Laser, como uma família comum. Para o casal não há nada de errado em ter duas mães. Mas, como nasceram? A partir dessa dúvida de Laser, a busca pelo doador dos espermas que os germinaram, começa a desestruturar o alicerce da família moderna perfeita. Um pai? Duas mães? O pensamento liberal está cada vez mais presente nos jovens. Que aprendamos com eles a respeitar e tentar entender tudo isso que parecia contrapor as impostas “regras da vida”.

Ver casais gays na telona já tornou-se normal nos últimos tempos. A liberdade de expressão e a sexualidade cada vez mais é aceita por essa sociedade ocidental-mutante. No filme, a relação do casal vivido pelas incríveis Annette Bening e Julianne Moore é demonstrado da forma mais corriqueira possível. Quando Paul (Mark Ruffalo) surge como pai biológico, a vida perfeita parece um castelo de areia que a onda vem e leva. O ideal estético imposto pela sociedade repõe barreiras que já haviam sido sobrepostas. Porque não um homem e uma mulher? Porque não tentar? Se esses filhos são tão maravilhosos, o gene masculino certamente o é. E com a aproximação dos filhos com o “novo” pai criam conflitos e fantasmas na vida do casal.



Com certo apelo emocional, “Minhas Mães e Meu Pai” consegue tocar em pontos clichês já abordados pelo cinema porém de forma sutil e leve. Se a história fosse de um casal heterossexual, teriamos aqui mais uma histórinha para Tela Quente e totalmente esquecível. Contar histórias de homoafetividade entre mulheres obviamente é mais fácil e mais “aceitável” pelos terráqueos do que entre homens. Lisa Cholodenko acerta na simplicidade, exatamente onde Aluizio Abranches errou ao tentar acumular tabus em “Do Começo ao Fim”. Aqui temos um grande elenco com atuações precisas, que vão além do casal lésbico formado pelas duas ótimas atrizes, mas vejo Ruffalo em um de seus melhores papéis, calmo e natural, como Paul deve ser. As crianças também tem certo apelo. Alguns momentos de felicidade são causados nesse drama da “vida real”, porém ainda há quem o considere uma comédia. A vida real nunca pode ser classicada num só gênero, mas que tenhamos muito do que rir, porque vivemos para chorar.

Vitor Stefano
Sessões

Um comentário:

  1. Ir em busca do que nunca se perdeu é um desplante que a vida nos coloca. (Re)Inventamos problemas e somos (re)inventados por eles.

    Leandro Antonio
    Sessões

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