quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Frost/Nixon

Nome original: Frost/Nixon
Diretor: Ron Howard
Ano: 2008
País: EUA, Reino Unido e França.
Elenco: Frank Langella, Michael Sheen, Sam Rockwell, Kevin Bacon e Rebecca Hall
Prêmios: Evening Standard British Film Award de Melhor Ator (Sheen), Sierra Award do Festival de Críticos de Las Vegas de Melhor Filme, Edição, Roteiro, Diretor e Ator (Langella) e Satellite Award de Melhor Roteiro Adaptado.
Frost/Nixon (2008) on IMDb


Um duelo. Uma batalha. Dois gladiadores na arena montada para uma guerra grandiosa. Talvez a maior guerra que aquele país já viu e que realmente queria ver. Após 3 anos da queda do mais experiênte, um jovem despretencioso quer enfrentá-lo, cara-a-cara, sem medo das artimanhas do duelista e para isso prepara-se, ao seu modo, com alguns assistentes de alto gabarito no meio. Será a batalha do século. O grande embate seria um sucesso enorme, comercialmente e para um dos oponentes. Só vendo para crer. Não estamos falando do documentário “Quando Éramos Reis” com a memorável luta entre Foreman e Ali. Aqui a briga é mais suja: David Frost X Richard Nixon e o mediador é Ron Howard, que faz um dos melhores filmes políticos dos últimos anos.

David Frost é um bem-sucedido apresentador de programas na Austrália. Após alguns contratempos nos EUA, teve seu programa cancelado e foi brilhar na terra dos cangurus. Mas só isso não lhe satisfazia. Ele queria algo grandioso para conseguir retornar à terra do Tio Sam. Movendo um batalhão imagina que entrevistar o político menos querido do momento seria um grande sucesso. Porém para isso, seria necessário um grande investimento. E seria necessário mais do que seu carisma e despojamento, para se preparar, levantar fundos e encarar Nixon.

Após o escândalo Watergate, o presidente Richard Nixon renunciou por conta dos boatos de envolvimento no caso. E essa marca ficou para sempre no povo, na política americana e, principalmente, em Nixon. Após 3 anos de reclusão absoluta é a hora de reaparecer e sob a batuta de seu fiel aliado Jack Brennan viu em Frost um adversário fraco e vislumbrou a oportunidade de ouro para bradar novos coros de vitória, numa retomada política nunca antes vista. Com o estudo do oponente previa-se um êxito obvio.



O embate é histórico e não há mistério sobre o êxito de Frost e derrocada de Nixon, porém não se contente em saber isso e desmotivar-se a ver o filme. Toda a trama é costurada milimetricamente e de uma veracidade quase maior que a vida real. Langella e Michael Sheen tem atuações maravilhosas, talvez as maiores de suas vidas, apoiados por coadjuvantes monstros. Ron Howard, conhecido por diversos êxitos, tem aqui seu melhor trabalho, ao lado de “Uma Mente Brilhante”. E pensamos que “A Rede Social” tem um grande roteiro, ágil e versátil, em “Frost/Nixon” temos um de qualidade ainda melhor e com um tema muito mais espinhoso. Genial retratação política e se você ainda não viu por imaginar um filme monótono e que só teve destaque por politicagem, não desperdice a oportunidade de ver um dos melhores filmes políticos já feitos e um dos melhores da última década.

Vitor Stefano
Sessões

2 comentários:

  1. Não é somente para os amantes de História e política não. O filme prende pela trama.

    Leandro Antonio
    Sessões

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  2. Realmente um ótimo filme.

    É interessante demais ver o que rola por trás do que vemos nas câmeras dos Talk Shows (claro que nesse caso era muito mais coisa, mas sempre tem algo a mais que não vemos).

    Abraços!

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