segunda-feira, 28 de junho de 2010

Querida Wendy

Nome Original: Dear Wendy
Diretor: Thomas Vinterberg
Ano: 2005
País: Dinamarca, França, Alemanha e Reino Unido
Elenco: Jamie Bell, Bill Pullman, Michael Angarano, Novella Nelson
Prêmios: Melhor Diretor no Festival Internacional de Moscou.
Querida Wendy (2004) on IMDb

Porque 'Querida Wendy'? Não há como mentir, Lars Von Trier é o que me cativou a querer vê-lo. Lars!?, você me perguntaria. Sim, ele é o roteirista do filme e como é perceptivel, eu sou fã (ainda não sei definir o motivo, mas sou) do dinamarquês. E o diretor de 'Anticristo' e 'Dançando no Escuro' consegue nesse roteiro, mais um modo de criticar a indústria bélica, a vilã da história.

Estamos numa cidadela, isolada, sem influências externas, globalmente excluida chamada Estherslope (que você pode ver abaixo, no mapa - alguma semelhança à Dogville ou Manderlay não é mera coincidência) - e onde será que é esse lugar? A cidade é praticamente uma praça com seu comercio local, casinhas e minas. Ser mineirador é o que tem de melhor na cidadinha o resto é a ralé, os excluidos - e um deles é Dick, que não seguiu os passos de seu pai. Juntando a outros adolescentes em situação semelhantes eles decidem formar um grupo, conhecido como "The Dandies". E para ser um dandie seria necessário duas máximas: Ser pacifista e Ter uma arma.

Onde ter uma arma é ser pacifista? Aí vemos a clara crítica à liberdade armamentista que vemos nos Estados Unidos e também à paz através da guerra, como ainda ocorre no Afeganistão e no Iraque, que os ianques tanto defendem. A partir daí é perceptivel o dedo de Trier no roteiro, e na cara do Tio Sam. Para os estadounidenses para que Gandhi conseguisse que seu projeto desse realmente certo, faltou uma arma.

Então para os jovens rebeldes que se encontravam num galpão, à caráter - caracterizados de algo próximo a Napoleão reestilizados - e cada um com sua arma jamais servirá para matar e sim para dar confiança, poder e para serem aceitos no mundo externo, já que não são mineiradores. Lá apenas cultuavam o invento de Samuel Colt, e desenvolviam teses de como cada tipo de arma pode destruir ou matar, mas sempre respeitando vossa companheira. Com o tempo vão criando afeto, paixão - AMOR - por aquele instrumento, até que passam a testá-las, sempre com muito respeito e carinho. Elas já fazem parte de suas vidas. As armas são seus amores, e que ninguem as toque, senão o pior pode acontecer.

O filme é aparentemente despretencioso, mas a crítica à liberdade de posse de armas, ao despreparo das polícias, o que o ócio pode causar na mente humana estão expostos nessa película de Vinterberg. 'Querida Wendy' não faz parte da trilogia da América de Trier, mas paralelamente faz um papel bastante importante, nos remetendo até ao massacre de Columbine. E quantos dandies não devem existir por aí? Cabe a nós lutar contra os interesses das elites e sermos realmente pacíficos, diferentemente dos Dandies. Esses dinamarqueses, cada vez mais doidos...



Ouça The Zombies, que praticamente domina completamente a trilha, cantando Time of the Season, música que você de fundo no trailer. Ótimo som para um filme muito interessante.



Vitor Stefano
Sessões

Um comentário:

  1. não é ruim, é diferente, diria ate que tinha tudo para não me agradar, mas a gangue dos nardinhos é divertida.

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