quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Dançando no Escuro



Nome original: Dancer In The Dark
Diretor: Lars Von Trier
Ano: 2000.
País: Dinamarca
Elenco: Björk, Catherine Deneuve, David Morse, Vladan Kostig, Cara Seymour
Premios: Palma de Ouro em Cannes e Goya
Dançando no Escuro (2000) on IMDb

Estamos diante de um musical.

Sempre fui encantado pelos musicais holywoodianos. Aliás, The Sound of Music está no meu Top5!

Tal como eu talvez, Trier e Björk também sejam admiradores desta época e deste modo de realizar filmes. Porém, a história do cinema já nos mostrou que esta forma de filmar, cantar e dançar hoje ocupa espaço maior na nostalgia de alguns do que propriamente nas telas. E, como a própria Selma (Björk) nos confessa em algum momento do filme: “Gosto dos musicais, por que nada de horrível acontece”. E creio que justamente por ser grande amante dos sapateados e balés americanos, que Lars Von Trier ousou dirigir e escrever um filme musical em que o trágico acontece e todos, todos sem exceção choram. O seu grande trunfo e contribuição é videar reflexão, comoção e abnegação em um gênero que até aqui, parecia não se permitir isso.

Apaguem as luzes! Desafio-os a dançar!

Leandro Antonio
Sessões

9 comentários:

  1. Para Lars: Jeg elsker dig.
    Para Björk: Eg elska thig.
    Para Catherine: L'amour.
    Para nós: amor.

    Dançando no Escuro é história de amor. Indubitavelmente uma das maiores, quiçá a maior.

    O filme é uma máquina de emoções. Uma máquina de fazer chorar. Uma máquina que não pára de trabalhar. A máquina de uma fábrica de sonhos. Sonhos que são engrenagens da vida rumo à morte.

    Mesmo sem ver, as engrenagens seguem seu rumo.

    'Dançando no Escuro' é o amor traduzido pelas câmeras de Lars Von Trier.

    Selma é a mãe desesperada em busca dar sua vida por outra vida. Seu destino está traçado e é inalterável. Björk encarna, vive, dramatiza, some das gravações.

    Desesperada e sonhadora. Vive no escuro e dança nos mais claros sonhos. Todos que a cercam, que tão bem vêem, no breu vivem.

    Brilhante. Tanto brilha que cega a todos.

    Canta, dança e ilumina na história. Marcante, histórico, inenarrável.

    Lars Von Trier continua a emocionar e a cutucar o maior Império da história.
    Lars mantenha sua postura! Não pise naquele solo contaminado! Eles não precisam de você.

    O 107° passo nunca será o último. A canção, nunca será a ultima.
    Feche os olhos, não há mais nada para se ver.

    "They says it's the last song.
    They don't know us, you see.
    It's only the last song if we let it be".

    Vitor Stefano
    Sessões

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  2. Sapateados à lá noviça rebelde dando pingos de chuva em rosas com óculos fundo de garrafa; ensaio cantando musicais com gosto de streudels de maçã servido ao mundo em pratos de ingenuidade excêntrica.

    Todos estão indo muito bem exceto Cvalda.Palmas para a ofensa que se suporta,palmas para toda humilhação.Bico fechado,certo?Nunca duas placas na máquina! Nunca! Destrói a ferramenta. Sure,Sure!

    Pôneis cor de creme,filho que falta –na coisa mais importante - por que você não foi para escola?So long farewell, adieu.Você esqueceu de guardar a roupa. Duas vezes esse será o meu castigo.

    O dinheiro economizado, centavo atrás de centavo, para que o filho não perca a visão. Selma, sua tola, você é a única culpada embora tenha feito o que tinha que fazer. Você é culpada. A inocência, a singeleza, a candura, um ar de síndrome de down,por dentro a determinação de ferro.Eu terei que levar o meu dinheiro.O segredo da cegueira e a má ação para bancar a esposa.

    34 golpes desferidos com violência contra a cabeça enquanto os inocentes dormem. O que machuca mais? Confiança traída ou tiros e pancadas no corpo. Não se preocupem eles vão pegar o seu dinheiro perdoe-me, por favor.

    100 olhos de Lars Von triers a fotografia em movimentos intermitentes pela câmera nas mãos. Como é bom ver a maldade humana encontrar valhacouto seguro na pureza psicológica de Selma. A grande muralha, o Peru não há mais nada para ser visto. Já vimos de tudo.

    Há sempre alguém para te pegar, e sempre alguém pra te chutar quando você estiver no chão. Tudo é tão mágico, enganador, de uma beleza alegre no tribunal da justiça. A acusada matou para roubar dinheiro que era seu –comunista,estrangeira ,assassina impiedosa.A sociedade,a mais frágil de todas,tem que extirpar alguns de seus membros para manter o seu padrão moral.Que seja unânime,inclusive, na injustiça!Pena por enforcamento.

    Tudo é tão quieto, cama de prisão em planos trocados,parte de privadas.Essas são algumas das minha coisas favoritas,verões brancos de prata que se derretem em primavera,pôneis cor de creme,pacotes de embrulhos amassados amarrados com arame.Não!!!!!!!!!!!Precisa-se de olhos ,não de mãe.Os olhos é tudo do que se trata!
    107 passos!

    A fragilidade deve ser combatida com violência. Está não é a ultima canção. É a penúltima....17....23....69.....85......96.....107.Não há violinos,ninguém diz nada.

    Gene!!!Gene!!! Sem capuz,sufoca-se!!! A pessoa está cega.
    Ponham-na lá na maca. O cadafalso some. A vida acaba. O fim se aproxima.Fileiras de bailarinos,sucos de laranja.Sinceramente eu, de verdade,não me importo!

    Fernando Moreira dos Santos
    Sessões

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  3. sou louco pra ver esse filme! já tentei baixar de tudo q é jeito e num rola... sabe onde tem pra vender?

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  4. Como vai, Charlie!?

    Se você morar na cidade de São Paulo fica mais fácil. Pois em frente ao SESC Pompéia e ao Cine Unibanco tem a venda umas cópias muito boas.

    Abraço

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  5. Comovente. Eis o adjetivo exato para Dançando no escuro, filme escrito e dirigido pelo dinamarquês Lars von Trier e protagonizado pela islandesa Björk, que ainda canta, dança e é a responsável pela trilha sonora.

    Dançando no escuro conta a história da checa Selma (Björk), que está ficando cega em razão de uma terrível doença genética. Com poucos recursos financeiros, ela decide ir para os Estados Unidos, pois entende que nesse país é mais fácil ganhar dinheiro para a operação de seu filho, Gene, talvez vítima do mesmo mal. À custa de muito trabalho, consegue juntar um bom dinheirinho. Mas este lhe é roubado. Determinada a recuperá-lo, custasse o que custasse, Selma acaba se metendo numa luta desigual com o ladrão: o endividado policial Bill, que é morto. Resultado: ela é presa e condenada à morte por enforcamento.

    Pois bem... Dançando no escuro traz à tona alguns questionamentos: intolerância, valores morais, consumismo, pena de morte, dúvida. Creio que este último é o principal deles, afinal de contas, não sabemos realmente se Gene tem a mesma doença de sua mãe, assim como não é certo que Selma matou Bill. E... se não houvesse pelo menos uma dessas dúvidas, se nos fosse revelado pelo menos uma delas, o filme seria outro.

    E esse outro certamente seria de outro, provavelmente menos polêmico e interessante que Lars von Trier, um dos melhores cineastas da atualidade, não só pela originalidade empregada em seus filmes, mas também pelos temas abordados neles. Dogville e Manderlay são exemplos da competência desse diretor. Em Dançando no escuro, ele nos apresenta Bill, uma verdadeira preciosidade, uma das personagens mais covardes, detestáveis, nojentas da história do cinema, valorizada pela interpretação precisa de David Morse. A cena em que ele e Selma disputam o dinheiro é inesquecível, sobretudo pela maneira imoral e patética como o policial Bill vai despejando aos poucos suas propostas absurdas, inaceitáveis.

    Igualmente inaceitável foi a tentativa de Lars von Trier de dar uma cara “alternativa” ao filme. Em certos momentos, ele movimenta a câmera rapidamente pra lá e pra cá, pra cima e pra baixo, pra frente e pra trás, inclusive desfocando as imagens, dando a seguinte impressão: Dançando no escuro foi feito às pressas, com poucos recursos etc. e tal. No entanto, não é nada disso: esses “efeitos” não passam de frescura, de afetação. Digo isso porque Lars von Trier sabe filmar muito bem, é um craque. As cenas que mostram Selma cantando e dançando são prova disso: a fotografia é belíssima.

    Belíssima como Björk, uma criatura extremamente delicada, um amorzinho, um gute-gute quando fecha os olhinhos, põe um pedacinho da língua pra fora, joga a cabeça pra trás, olha para o céu e sorri graciosamente, abrindo os braços como se fosse (e pudesse) abraçar o mundo.

    Repito: comovente. Não fosse a câmera “furiosa” do diretor, Dançando no escuro seria uma obra-prima.

    Paulo Jacobina
    Sessões

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  6. Bjork dançando literalmente no escuro

    Se fosse classificar “Dançando no Escuro”, certamente não saberia. Mais conhecido como um drama-musical, fiquei na dúvida se não seria um terror daqueles bem assustadores. Digo isso porque foi este o efeito causador deste filme em mim.

    Senti que a dor de Selma, a personagem interpretada brilhantemente pela cantora Bjork, exalava pela tela e me atingia em cheio, bem no fundo da minha alma. Tive um pesadelo horrível na noite que em assisti o filme. Acordei sobressaltado, gritando, suado... foi horrível. De qualquer maneira, não estou aqui pra comentar sobre meu pesadelo.

    Para começar, a câmera fica se movimentando e leva um tempo para o expectador se acostumar. Se a personagem anda, a câmera também anda acompanhando e o movimento constante dá a impressão de que algo ruim está prestes a acontecer.

    A fotografia é ótima, mesmo em ambientes inóspitos como a fábrica, sem vida, foi possível extrair cenas belíssimas, assim como na linha do trem e em outras partes da fita.

    A história é intercalada por performances musicais muito ricas, afinal a atriz principal é uma grande cantora internacional. Mesmo assim, o enredo não perde em realismo. Ao contrário, ganha em lirismo e expressividade artística.

    Vale destacar a participação de três personagens secundárias que foram muito importantes para o nível de qualidade cênica apresentada. São elas a amiga de Selma, Kathy (interpretada por Katerine Deneuve), Bill (interpretado por David Morse), policial que se vê em dificuldades financeiras e rouba o dinheiro de Selma, e Jeff (interpretado por Peter Stormare), apaixonado incondicional pela personagem principal.

    A partir do roubo do dinheiro, que seria destinado à cirurgia do filho, e da manipulação que Bill realiza sobre a figura de Selma, a história desenvolve um desfecho cruel e impiedoso.

    O filme é muito triste, mas é um filme de arte muito bem realizado pelo diretor dinamarquês Lars Von Tier. As cenas dos musicais dão um refresco no realismo cru da história e dão um tom mais poético ao roteiro.

    Carlos Nascimento
    Sessões

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  7. “Os ventos do norte não movem moinhos”...

    Deus salve a América!

    Leon Trotsky! Superman.
    Jesus Cristo!
    Friedrich Engels! Capitão América.
    John Lennon!
    Karl Marx! Elvis Presley.
    Bob Marley! Walt Disney.
    Denys Arcand!
    José Saramago!
    Carlos Marighella! John Kennedy.

    Eles batem, surram, escondem, prendem, matam o que não é deles.
    São nomes, apenas nomes, lançados num céu estrelado.
    Ao invés de andar pelada, a menina se enrola no tecido vermelho e branco…

    Engoliram nossa infância, nossa criatividade, nossos verdadeiros sentimentos.
    Quiseram mandar pra dentro também nossos pensamentos e idéias.
    Mas atacamos com bombas, palavras e cores este câncer que começa a ser curado.

    O coração do Império já foi atingido.
    O sonho também (cada dia mais fraco).

    Não, não somos vencedores!
    Você venceu. Parabéns!

    Esperamos a cada dia seu declínio, ansiosos.

    Atenciosamente
    Outros

    PS: Enterrem este filme em algum quintal bem longe daqui.

    Obrigado.


    Mateus Moisés
    Sessões

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  8. são 4 e meia da manhã e euacabei de ver o filme, que dividi em três turnos, pra ver se me emocionava menos... minha reação foi a mesma de muitos dos meus amigos... chorei a ponto de soluçar, o que não fazia havia muito tempo. ainda bem que estava sozinho. impossível não sentir a dor de selma, ainda mais quando se tem o hábito de sonhar acordado pra diminuir o impacto das coisas ruins que acontecem com a gente...

    "when the dog bites, when the bee stings...
    when i'm feeling sad
    i simply remember my favorite things and then i don't feel so bad..."

    muito obrigado pelo presente, vitor! se vc tivesse me visto chorando do jeito q estava há 5 minutos aí sim ia me chamar de bichona!

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