sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pátio

Pátio (1959) on IMDb


Estamos diante de um curta metragem. Péssima imagem e som horrível, mas ao vê-lo percebe-se que Glauber Rocha se tornoria um dos maiores. Sem palavras durante toda ação, a voz está captada na imagem. E mesmo quando a imagem está em péssima qualidade, ainda sim sabe-se que lá está uma raridade. A primeira experiência de Glauber é uma prova de sua qualidade.
Estamos num pátio, como o próprio nome diz. O chão todo quadriculado em preto e branco, como pistas de danças, e cercado de um abismo e de muito verde. O verde, mesmo com a imagem em branco e preto, dá o ar de natureza, de tranquilidade, de harmonia com o meio ambiente. O que chama atenção é que além do ambiente temos dois personagens. O casal está lá, como um simples adorno de imagem. Estão porque precisavamos de movimento, que nos causa pânico.

A tranquilidade que o horizonete nos transmite é totalmente sucumbida com o início dos movimentos dos humanos. A trilha nos remete a filmes de suspense. Parece que o abismo será o fim obvio. Nada no cinema de Glauber é obvio. Ele já era gênio. E sempre será!

Vitor Stefano
Sessões

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