quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Lunar

Nome Original: Moon
Diretor: Duncan Jones
Ano: 2009
País: Reino Unido
Elenco: Sam Rockwell.
Prêmios: Bafta de Melhor Estréia de Diretor, Escritor e Produtor para Duncan Jones.
Lunar (2009) on IMDb


Sam Bell está lá no céu, só, enlouquecendo na loucura do vazio. Todos sonham em estar próximo às estrelas quando morrer, mas vivo, não é o sonho de nenhum ser humano. O astronauta está mais próximo de Deus, mas o Diabo também vive na lua, onde a solidão apurrinha os sãos e translucida a genialidade que beira a demência. Duncan Jones para criar esta absoluta obra só pode ter sofrido os efeitos colaterais de tudo o que David Bowie já usou na vida. Quem diria que um pai genial teria seu pequeno rebento um pequeno destruidor da mente humana?

GERTY é o único amigo, o único são e companheiro numa nave em um planeta distante e solitário. Os humanos só querem energia, petróleo, dinheiro. O que eles querem são os resíduos de vida humana. Sam nunca está só. Além do robô, ele costumeiramente vê sua família linda e feliz através de imagens caridosamente enviadas pelo Tio Sam. Mas a solidão é mais devastadora do que podemos esperar quando olhamos pela janela e só vemos um planeta distante e padecendo. A loucura toma conta da mente confusa. A vida é muito mais do que isso. Sam achava. Achava...



Até onde os humanos chegarão? Clones, bactérias superpoderosas, vidas em escala, controle de natalidade, mortes impensadas. Sam sofre muito e tudo por conta de seu Tio, que só enxerga os cifrões, a ganância e o lucro. Hoje não culpo mais só os estadunidenses no lance do Tio Sam, pois o mundo é todo igual. Se continuar assim, prefiro ser um clone do Sam na loucura de Duncan Jones, aclimatada na trilha de Clint Manssell. Aliás, cheios de Sams, Sam Rockwell dá show de interpretação como único protagonista. Esse é o tipo de ficção científica que me agrada, humanizada e reflexiva. Pra que tantos efeitos especiais se o ser humano é capaz de milhares de sentimentos e atitudes impactantes e definitivas em pouco mais de 90 minutos.

Vitor Stefano
Sessões

2 comentários:

  1. Realmente, esse filme é incrível... sem duvida uma das melhores ficções científicas dos tempos atuais

    ótimo post...

    Recomendo!

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  2. Lembra muito 2001, mas com um ator de verdade no lugar de Keir Dullea. O que faz toda a diferença.
    Uma estreia impressionante do filho do David Bowie na direção... Vamos aguardar seu novo filme 'Source Code', estrelado pelo Jake Gyllenhaal, que promete.

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