quarta-feira, 11 de agosto de 2010

À Deriva

Nome Original: À Deriva
Diretores: Heitor Dhalia
Ano: 2009
País: Brasil.
Elenco: Vicent Cassel, Débora Bloch e Laura Neiva.
Prêmios: Melhor Trilha Sonora no Cine Ceará, Melhor Fotografia no Festival de Cinema de Havana e selecionado para Un Certain Regard do Festival de Cannes.

À Deriva (2009) on IMDb


O mundo visto aos olhos de uma adolescente de 14 anos é muito mais complexo do que qualquer um poderia imaginar. Há traição, há amizade, há amores e desamores. O jargão “amor de verão não sobre a serra” não se aplica aqui. Filipa não se apaixona (se apaixona?), não ama (ama?), não aflora seus desejos (aflora?)- ela vê o relacionamento de seus pais, até então, comum - rolar o morro para um fim sem final feliz.

 
Vemos uma família comum, pais em constante crise e três filhos menores de idade querendo aproveitar as férias de verão. Sol, praia, um céu azul, muitos momentos de curtição e felicidade – para as crianças. Aos pais sobra tempo para discutir, brigar e criar casos. À mãe, Clarice, também há outro modo de distração – a bebida. Ao pai, o charmoso francês, Mathias, resta outra mulher para ver o tempo passar mais depressa e amenizar a dor. Nada teve início ali. Tudo já existia, tudo já era fazia parte do dia a dia e a praia era uma tentativa de fuga da realidade. O ser humano ao fugir, gosta de sofrer e trair seus próprios sentimentos.

Dhalia nos envolve ao nos mostrar essa realidade pelos pensamentos de Filipa, filha mais velha do casal, nos inebria, vicia, aprisiona, cativa, com sua visão ora panorâmica de um adolescente à beira do amadurecimento outrora em absoluto cabresto, típico de adolescentes infantis. A plage, a grâce do francês, a innocence juvenil, a beauté praiana, a sexualité à flor da pele são ingredientes para que um roteiro, a principio, simples torne-se complexo, denso e terno. Pai e filha tem a ligação fraternal perfeita, até que o cérebro humano mude tudo.



‘À Deriva’ estamos todos na eterna busca utópica pela felicidade. A busca pelo pseudoinexistente nos faz pensar positivo, querer a eternidade, lutar acima de nossas forças para no fim, morrer na praia. Que à deriva cheguemos num mundo onde a paz reine, de verdade, e que ela realmente exista. Dhalia nos massageia o cérebro com belas imagens, os ouvidos com trilha sonora de primeira qualidade e faz nossos mais belos sentimentos jorrar, pelos olhos, de tanta emoção.

Vitor Stefano
Sessões

3 comentários:

  1. "À Deriva" é uma surpresa agradável.O filme é muito bom.tem uma belíssima fotografia.Ótima trilha sonora ,e o sotaque de Vincent Cassel está impagável.

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  2. Gosto, mas sem grandes destaques e perde um pouco a força após a comparação com o "Chuva de Verão"

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  3. Filmaço do Heitor Dhalia

    http://cinetoscopio.com/

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