sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Helter Skelter

Nome Original: Helter Skelter
Ano: 2004
Direção: John Gray
País: EUA
Elenco: Jeremy Davies, Clea DuVall, Allison Smith.
Sem Prêmios
Helter Skelter (2004) on IMDb

Matar ou morrer. Viver para acordar, sobreviver e morrer. Se não há uma ideologia, um identidade, uma verdade ou uma crença - não estou falando de religião - de nada adianta acordar todos os dias pensando apenas na hora de voltar para a cama. Acreditar num mundo particular e disseminá-lo aos seus iguais à sua volta é um potencial cataclisma. Tudo isso partir de Helter Skelter é uma ideologia um tanto quanto criativa. Os Beatles mudaram o mundo com sua música revolucionária, mas jamais pensaram que a palavra revolução seria tão dúbia, apesar de conclamar a baderna e a anarquia na letra da música. Do mal ou do bem, cada um com a sua (e não vou julgar), mas que a loucura é sua verdade, isso era. Charles Manson marcou seu nome na história e sempre será lembrado pelas barbáries cometidas. Mas a história precisa desses nomes, e ele é um dos mais célebres, que criou seu mundo e fez dele uma realidade nada virtual.


Contar a história de um assassino na televisão parece coisa do Datena, mas “Helter Skelter” chocou por onde foi exibido. Criado para a televisão, o filme mostra a história de Charles Manson e sua seita que dá nome ao filme. E contar uma série de histórias que chocaram todo um país por sua frieza e caráter impiedoso. A história de Charles inicia com sua filosofia hippie e sua ‘família’, sempre em busca do estrelato pela música, que nunca aconteceu. Aos olhos de  Linda Kasabian é que vemos a evolução dos fatos. Ela com sua filha de colo, revoltada a vida, busca uma nova ‘família’ e vê no carismático Manson um ‘pai’. Charles foi um mágico ou um hipnotizador, pois conseguiu arrebanhar um grupo enorme para agir conforme sua música.

Como Jesus, buscou sempre manter seus pupilos ao seu lado, ensinando, pregando, dividindo tudo, porém, ao seu modo. Quando a frustração por conta da música o abala, os assassinatos em série começam a ser feitos. Certamente o assassinato mais famoso da trupe é a da linda Sharn Tate, grávida de 9 meses, esposa de Roman Polanski (essa história podemos ver de forma documental em “Roman Polanski: Wanted and Desired”). E quem com um pouco só de serenidade (não estou pedindo discernimento) vê, participa e ri? Não é o caso de Linda. Porém a história da Família Manson iria muito mais longe, muito mais longe do que deveria. Inteligente, insano e frio são caracteristicas do bi(tri)polar Charles Manson, mas apenas definí-lo assim, é cru demais. O julgamento é intenso e vemos a falta de alma de um ser tão iluminado em busca de respostas.


Ver a história de um assassino de forma ficcional é duro, mas ver aquilo e saber que não passa de uma interpretação da verdade nos deixa impactados de forma hercúlea. A s atuações são boas, a montagem bem interessante, mas não é um filme maravilhoso. Talvez a temática não nos deixe embarcar de vez. Ainda bem que os assassinos dos anos 2000 são mais fáceis de serem capturados do que o dos anos 60. Manson até hoje está preso e seus admiradores ainda são muitos. Há um site em que é possível saber notícias e ver fotos atualizadas desse senhor. Chamá-lo de louco seria muita bondade da minha pessoa, melhor chamá-lo de senhor para não ter o blog bloqueado. Vale a pena ver pela história e para conhecer um dos casos mais bárbaros que essa espécie já viu.

Site para informações de Manson:
http://www.mansondirect.com/ .

Vitor Stefano
Sessões

Um comentário:

  1. Conseguiu despertar interesse com o texto, Vitor! Missão cumprida.

    Leandro Antonio
    Sessões

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