segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Preciosa

Nome Original: Precious: Based on the Novel Push by Sapphire
Diretor: Lee Daniels
Ano: 2009
País: EUA
Elenco: Gabourey Sibide, Mo'Nique, Paula Patton, Mariah Carey, Sherri Shepherd, Lenny Kravitz.
Prêmios: Oscar e Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Mo'Nique) . Oscar de Melhor Roteiro Adaptado.
Preciosa - Uma História de Esperança (2009) on IMDb

1987. Harlem. A vida de Claireece Precious não é nada preciosa. Gorda, negra, grávida do segundo filho e o seu pai é o pai de seus filhos. Sua primeira filha tem Síndrome de Down e sua mãe, Mary, só se interessa por seus netos por conta do auxílio recebido da prefeitura. Do mais, Claireece é um fardo, um peso, uma inútil. Abusada pelo pai e rejeitada pela mãe, Precious só quer saber de encontrar seu rumo de vida, para deixar de sofrer e finalmente ser parida para a vida. Mas como? A tentativa é, contra gosto de sua mãe, em um instituto de ensino para pessoas especiais. Lá encontram-se ex-viciadas, imigrantes ilegais, pessoas rejeitadas. Talvez seja o lugar perfeito para ela. Lá encontra-se além das 'problemáticas', Ms. Rain, a professora é a pessoa mais preciosa que já apareceu na vida da mocinha de 16 anos.



O filme vai do maior drama para sonhos da jovem Precious. Sonhos que certamente jamais serão realizados, não no mundo real. Há elementos que parecem os devaneios do personagem principal do seriado Everybody hates Chris, de Chris Rock, porém sem o humor característico. Para Clareece não há nenhum motivo para sorrir, mas ela jamais deixou de sonhar uma vida digna e com as pessoas mais preciosas de sua vida, seus filhos.

É uma linda história de superação onde o nome Preciosa lhe cabe pela força de vontade que vem, não se sabe de onde, para alcançar seus objetivos. A mãe tem papel fundamental em sua vida - ela é a responsável por tanta força, após tanto mal trato. Gabourey Sibide assusta por seu tamanho e pelo tamanho do sofrimento de sua personagem. Bela atuação. A personagem de Mo'Nique me parece uma das piores personagens do cinema atual. Ela consegue causar paúra e nojo no espectador. O filme no geral, parece-me um pouco inconsistente, cheio de caricaturas, mas tendo na personagem Mary seu grande ápice. É um filme de uma grande história, mas parece-me uma obra de uma grande atuação, como foi para Charlize Theron em 'Monster'. Certamente Mo'Nique merece todo reconhecimento por sua precisa e preciosa atuação, mas o filme não teria tal dimensão, não fosse a força de Oprah Winfrey.

Uma trilha sonora preciosa, que poderia dar um toque a mais para o filme - Precious do Depeche Mode.


Precious and fragile things
Need special handling
My God, what have we done to you?

We always tried to share
The tenderest of care
Now look what we have put you through.

Things get damaged,
Things get broken
I thought we'd manage
But words left unspoken
Left us so brittle
There was so little left to give...

Angels with silver wings
Shouldn't know suffering
I wish I could take the pain for you.

If God has a masterplan
That only he understands
I hope it's your eyes he's seeing through.

Things get damaged,
Things get broken
I thought we'd manage
But words left unspoken
Left us so brittle
There was so little left to give...

I pray you learn to trust
Have faith in both of us
And keep room in your heart for two.

Things get damaged,
Things get broken
I thought we'd manage
But words left unspoken
Left us so brittle
There was so little left to give...

Vitor Stefano
Sessões

2 comentários:

  1. Oi Vitor,
    Concordo com você que o pesonagem de Mo'nique é o mais forte da trama, mas como tudo no filme é caricata.
    A culpa não é dela, mas de um roteiro e direção maniqueístas e mentirosos.
    Em plena era Reagan, quando os projetos sociais estavam na penúria, sem verba para giz, aquele ambiente com assistentes sociais bonzinhos e sistema de saúde com enfermeiros bonitões só existiria no "mundo de Oprah".
    O filme é supervalorizado, especialmente por um medo da polícia do politicamente correto, que condena como alienado e racista quem falar mal do filme.
    Como cinema é ruim. O roteiro se ressente de linearidade. A verdade do "baseado numa história real" é de mentira. Os personagens não têm profundidade.
    Se não fosse pelo status que o marketing do filme conseguiu, passaria despercebido.

    E para não dizer que não falei das flores... a canção do Depeche Mode que não é do filme, é linda,.

    Desculpe o desabafo. Seu texto está ótimo.
    Abraços!

    ResponderExcluir
  2. Mo'nique está fenomenal, principalmente por ser uma comediante, fica impossível imaginá-la num papel tão forte.
    E acredito que o filme tenha sido um pouco mais floreado que o livro, justamente para ser mais comercial.
    Oprah sabe a realidade de ser abusada por parentes e sabe a realidade de ser pobre e negra, mas ela sempre fala que não é necessário expor certas coisas e que é sempre bom levar um pouco de beleza e esperança para essas pessoas. Acredito que aí que o filme pecou um pouco. Mas eu amo a Oprah e quero que ela me chame prá ver o programa dela até setembro. hahahaha

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