terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sniper Americano



Nome Original: American Sniper
Ano: 2014
Diretor: Clint Eastwood
País: EUA Elenco: Bradley Cooper e Sienna Miller
Prêmios: Filme do Ano no AFI Awards.
Sniper Americano (2014) on IMDb


Toda guerra é desnecessária. Toda morte é desnecessária. Todo ódio é desnecessário. Todo totalitarismo é desnecessário. Mas nenhum dessas quatro vertentes deixará de existir no mundo atual. Inclusive elas se interligam e não há desconexão possível. Alguém quer matar? Alguém quer odiar? São interesses mórbidos, preceitos antigos, crenças mortais. Apontar a arma para uma criança. Não há perdão. Não há justificativa. Mas... Não há mas. Pra guerra só há meu desrespeito. Ver a história do sniper mais letal da história, do país mais mortal da história, envolto na bandeira mais odiada do planeta e não achar que é um filme patriótico é no mínimo um contrassenso ou maluquice. “Sniper Americano” é filme patriota com mensagem pacifista. De que adianta matar tanto? De que adianta ser uma lenda e não ter vida? Salvou um país? Salvou muitos colegas? De que adiantou?

Chris Kyle é um patriota clássico, bruto homem do centro, cowboy. Não há motivos para querer estar lá, lutando por seu país. Gostaria de viver dos rodeios. Mas o que leva? Ele alega viver no melhor país do mundo, mas ele se alistou para o Exercito após encontrar sua namorada com outro na sua cama. Demonstração de força ou de auto estima? Um cara com 30 anos precisa disso? Quem sabe? Chris leva os ensinamentos do pai em caça para os testes militares e chama atenção. Prefere deixar a namorada, futura-esposa, filhos. Prefere estar lá no pelotão de frente na busca da paz perdida no Afeganistão. Chris acumulou mais de 150 mortes. Foi conhecido como “The Legend”. Chris morreu em combate, porque o homem que voltou não era aquele cara que foi. Essa é a grande morte da guerra. Ela mata tudo e todos.


Clint Eastwood tem direção firme, bom roteiro e consegue boas atuações, principalmente de um ator renegado pela maioria, mas que vem fazendo papéis interessantes e tirando o estigma de ser o bonitão do “Se Beber, Não Case”. Bradley Cooper vem acumulando boas interpretações nos últimos anos e se gabaritando para ser um dos bons de sua geração. Eastwood não precisa provar nada pra ninguém. Nem mesmo se sua visão política influencia ou não no seu filme. Eastwood fez um filme que chama atenção pelas cenas de ação de guerra, principalmente pela frieza da visão através da mira da arma de alta precisão, mas enfoca nas relações familiares e pessoais. Foca na relação do indivíduo com o indivíduo. “Sniper Americano” é mais um bom filme de Eastwood, que tem feito filmes menos espetaculares nos últimos anos.

Vitor Stefano
Sessões

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