terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Alabama Monroe



Nome Original: Alabama Monroe
Ano: 2012
Diretor: Felix Van Groeningen
País: Bélgica e Holanda.
Elenco: Johan Heldenbergh e Veerle Baetens.
Prêmios: Label Europa Cinemas e Panorama Audience Awards do Festival de Berlin, Melhor Atriz (Veerle) no European Film Awards e no Festival de Tribeca, FIPRESCI Prize de Melhor Filme de Língua Estrangeira no Festival de Palm Spring.

Alabama Monroe (2012) on IMDb


Um dramalhão. Por meio das músicas sentimos a tristeza. Por meio do corpo tatuado vemos a dor. Por meio ao rosto sofrido sabemos do sofrimento. Como não ser um dramalhão quando há uma criança doente? Como não ter piedade ao ver um rosto angelical ser tomado por drogas na tentativa de salvar sua vida? Como não ser piegas? Como não ser melodramático quando vemos uma história de amor ser corroída pela imponderada ação da vida (ou será divina)? “Alabama Monroe” é um dramalhão lindo como tatuagem, intenso como sexo e gostoso de ouvir.

Felix Van Groeningen conseguiu dar destaque a “Alabama Monroe” pela sua capacidade de atrair pela beleza das tatuagens de Veerle Baetens e pelo ritmo do Bluegrass. O filme ao começo parece uma ode ao Tio Sam, principalmente pela fixação de Didier pela música e pelos Estados Unidos. Elise aparenta a louca tatuadora que vai contra as leis do mundo. Por trás das tatuagens há uma mulher pé no chão. Como num filme, o amor à primeira vista acontece. As idéias batem, apesar das diferenças. O sexo acontece. A filha nasce. Uma doença faz com que o casal vire pais e o caminho belo de amor é testado pelas pedras no caminho, pelo vidro que interrompe um voo de passarinho. Numa montagem não linear aumenta o drama, que no geral gera um bom filme, talvez supervalorizado pela indicação ao Oscar, mas de qualquer forma, somos seduzido pela beleza do sexo com boa música de fundo dentro de um drama familiar. 


Vitor Stefano
Sessões

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