terça-feira, 29 de outubro de 2013

Gravidade



Nome Original: Gravity
Ano: 2013.
Diretor: Alfonso Cuarón.
País: EUA.
Elenco: Sandra Bullock e George Clooney. 
Prêmios: Oscar de Melhor Fotografia, Direção, Edição, Trilha Sonora, Edição de Som, Mixagem de Som e Efeitos Especiais, Globo de Ouro de Melhor Diretor, Melhor Atriz do Ano no Hollywood Film Festival.
Gravidade (2013) on IMDb





Falta oxigênio. Falta. De perder o fôlego. De perder o chão. De angustiar. De temer a morte. De dar vertigem. De sufocar por tanta falta de ar. De flutuar. De perder os sentidos de tão lindo que o é de lá de cima. Falta chão. Falta tudo. É sufocante. É sufocante. Nunca me senti assim. Nunca me sentirei assim novamente. A primeira vez é inesquecível. A primeira vez pode ser a última. Não sei mais se estou sentindo algo. Não dá para sentir nada. Estou no espaço sideral. Sozinho. Isolado. Sem ar. Sem esperança. Sem... Só sinto a beleza que é essa vista. Só sinto isso. E só isso pode me salvar.

Não me importa o quão melodramático um filme precisa ser para fazer parte do rol de filmes hollywoodianos, em “Gravidade” o que realmente impacta é o mundo criado. Quem sou eu para saber como é estar por lá, mas é certamente a melhor imersão nesse mundo desconhecido. Ok, não há como comparar com “2001 – Uma Odisséia no Espaço” do gênio Kubrick, pois além da estética inovadora para a época, tem as bases filosóficas profundas que aqui ficam rasas (se é que ficam). Mas a modernidade chegou e Alfonso Cuarón montou o melhor filme usando 3D da história (não venham me falar de “Avatar”). Os maravilhosos planos-seqüência onde acompanhamos os 2 tripulantes nos dão essa sensação de estar lá, de ser o personagem. Claro que há muita ficção e não temos nenhum conhecimento da parte técnica aeroespacial, mas a verdade é que para leigos (99% da população mundial) beira a perfeição. E não é apenas o que vemos, o que nos joga para dentro da telona é o som. Que perfeição. Que sensação incrível.


Estão falando muito de Sandra Bullock e George Clooney como favoritos ao Oscar. Não sei. Podia ser qualquer ator, até porque parece, mas não estamos num jogo de vídeo game. Claro que o roteiro fica em segundo plano, com o apelo do cinema norte-americano, mas não chega a ser piegas. Nesse sentido é incomparável com “2001” e até mesmo com o recente “Lunar”, mas não compromete em nada a idealização da estratosfera. Cuarón já me agrada desde “E Sua Mãe Também”, mas quando trouxe a ficção-drama-humano “Filhos da Esperança” sabia onde estava pisando e se colocando num patamar diferenciado. Parece que a imaginação desses mexicanos vai além do que os outros seres humanos podem ir. Se “Gravidade” não é perfeito, é porque ele também é humano.


São viagens como essas que me encantam e fazem gostar cada dia mais de cinema. Não perca a chance de ver no cinema em 3D.

Vitor Stefano
Sessões

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