quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Whiplash – Em Busca da Perfeição



Nome Original: Whiplash
Ano: 2014
Diretor: Damien Chazelle
País: EUA
Elenco: Miles Teller e J.K. Simmons
Prêmios: Filme do Ano do AFI Awards, Gran Jury Prize e Filme pela Audiência (Drama) do Festival de Sundance e Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante (J.K. Simmons).
Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014) on IMDb




Como surgem os gênios? Há quem acredite em dom, outros em toque divino e outros em sorte. Cada um creia como quiser, mas a perfeição só chega com muito trabalho e isso é indubitável. Como alguém vai se esforçar se a todo o momento ouve “bom trabalho” ou recebe tapinhas nas costas do tipo “tudo bem, da próxima você acerta”. Isso gera apenas o medíocre, nunca o impecável. Mas forçar a barra, pressionar, agredir é necessário? Qual é o limite entre o incentivo e a desmoralização? Como saber? Os métodos variam, mas sem treino, disciplina, inteligência e auto controle um bom nunca será um ótimo. Seja nos esportes, na ciências ou na música. E na bateria. Não há espaço para improvisos. Precisa ser perfeito o tempo todo para tentar ser um gênio.

Andrew é um jovem bacana, com seus dilemas e tem o sonho de ser o grande baterista. Pra isso, ele entra na melhor faculdade de música do país onde há um professor renomado ao qual todos querem ser regidos e fazer parte de sua grande banda e tocar nos grande templos do jazz. Dedicado e focado, o jovem consegue galgar uns bons passos dentro da faculdade até que chega ao grupo do mestre. Mas logo nos primeiros ensaios percebe que não é apenas relaxar e curtir o som. Ser levado por ele. Não, apenas a repetição gera a música perfeita. Entre suor e sangue, os dois batem de frente, se complementam e se odeiam. Mas a musica está sempre a frente. Gênios geniosos. Miles Teller está visceral como o jovem em busca do sonho e o veterano J.K. Simmons está estonteante como professor carrasco. Perfeitos.



Damien Chazelle expressa na fita tal motivação na busca pela perfeição que consegue um filme perfeito. Procure um erro? Até os exageros e improbabilidades são interessantes e tem um ritmo que cativam. Toda sua construção, de roteiro e montagem faz com que a musica seja combustível para que a bateria toque sem parar até que estejamos presos na cadeira de um cinema qualquer vendo um filme perfeito. Impossível não fica tocado, principalmente com os números musicais. Só os fortes chegam ao topo. Só os gênios serão reconhecidos eternamente. A música sempre brilhará. “Whiplash” sempre estará num pedestal por sua busca e atinge a perfeição. Quero ver mais, quero ouvir mais. Não percam, amigos. Inimigos, também não. Vá ao cinema. É um programa perfeito.

Vitor Stefano
Sessões

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