terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O Jogo da Imitação




Nome Original: The Imitation Game
Ano: 2014
Diretor: Morten Tyldum
País: Reino Unido / EUA
Elenco: Benedict Cumberbatch, Keira Knightley, Matthew Goode e Rory Kinnear.
Prêmios: Filme do ano do AFI Awards.
O Jogo da Imitação (2014) on IMDb




Todas guerras tem pequenas histórias escondidas, mas a dimensão da 2ª Grande Guerra ainda nos guarda histórias inesperadas, impensáveis e inesquecíveis. Graças à sua dimensão, ainda hoje, 70 anos após seu termino, ainda surgem personagens que mudaram o rumo de muitas vidas. Alan Turing é o herói de “O Jogo da Imitação”. Não pense em herói de guerra com bombas explodindo, salvando colegas de tiros de canhão ou sobrevivendo ao frio e fome. Alan Turing é matemático e quem diria, a matemática salvou a vida de milhares de pessoas. Através de um desafio, como as palavras cruzadas. Turing é um gênio escondido em escombros, na confidencialidade dos seus atos e do preconceito. Mas Turing morreu condenado. Em 2013 a Rainha Elisabeth concedeu o perdeu ao herói, 59 anos após sua morte. Ele foi preso e condenado por ser homossexual. 

O filme se habita entre o período de adolescência de Alan e o pós guerra, mas não de forma linear. Ele era um jovem “diferente”, como foi definido. Introvertido e com grande facilidade para decifrar enigmas, falar coisas simples de formas diferentes que o fizeram engrenar para a matemática. Para os códigos e enigmas. Já adulto, com a guerra em andamento e com uma personalidade forte e por vezes arrogante vai à entrevista do Exercito se candidatar a uma vaga para a estratégia. A inteligência do Exército interceptava sinais e códigos nazistas, mas não conseguia decifrar as mensagens. A máquina alemã Enigma era o que havia de mais moderno na época e uma grande equipe é formada para decifrar. Entre “loucuras” e genialidade Alan com sua equipe e suas teorias constrói uma máquina para decifrar outra máquina. Sem muito aprofundamento, vemos suas teorias tomarem forma e funcionarem como em mágica. Entre espera para decifrar o Enigma, suas convicções sexuais surgem como dúvidas, como medo e como alerta. Já no pós guerra, Alan se vê só e confuso. Ser homossexual nos anos 50 na Inglaterra era considerado crime e a sentença era prisão ou tratamento hormonal, que foi a sua escolha, inclusive com a castração química.

“O Jogo da Imitação” é um filme absolutamente correto. O diretor desconhecido Morten Tyldum conseguiu construir a história do herói renegado de forma simples, singela e sem ser piegas. Benedict Cumberbatch está muito bem e intenso como deveria ser Alan. Keira Knightley é uma atriz que nem sempre faz coisas boas e nem sempre me agrada, mas aqui está muito bem. Junto a “A Teoria de Tudo” representam a Inglaterra de forma competente no Oscar e marcam a história com cinebiografias de dois personagens icônicos. Inclusive Stephen Hawkin pressionou a Rainha Elizabeth a reconhecer o perdão a Alan Turing. Gênios se reconhecem. Gênios mudam o curso da vida e do planeta. “O Jogo da Imitação” é um belo filme.

Vitor Stefano
Sessões

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