segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Ponte Aérea


Nome Original: Ponte Aérea
Ano: 2014
Diretor: Julia Rezende
País: Brasil
Elenco: Caio Blat e Letícia Colin.
Sem Prêmios.
Ponte Aérea (2015) on IMDb


Amar não é fácil. Deixar-se ser amado tampouco. Num mundo onde o amor está cada vez mais efêmero, enfadonho e mesquinho, deixar-se levar pelo coração, pelo impulso é quase um suicídio amoroso. Transar na primeira noite esperando nunca mais ver o outro ser, mas quando percebe, o elo foi criado com uma pessoa que você mal sabe o nome, nem sabe de onde vem, nem o que faz. Esse elo parece crescer de forma inversamente proporcional ao conhecer. O obscuro é interessante, é intrigante e é excitante. Não há mal nenhum se jogar num relacionamento assim, mas prepare-se para as consequências – boas e ruins. E qual é a graça de se apaixonar sem riscos. O coração é forte e pode sofrer, mas a mente precisa ser ainda mais firme.

Bruno e Letícia estão em Belo Horizonte e por conta de uma chuva forte, são obrigados a passar a noite num hotel na capital mineira. Uma cerveja e puxar papo e como num impulso rola. E é legal. Ele é do Rio e ela de São Paulo. Ele é artista plástico e ela publicitária. Ele é desencanado e irresponsável e ela é pilhada pelo trabalho. Ele tem medo do amor. Ela também. Opostos tão opostos que, como diz o ditado, se atraem. Entre pontes aéreas, a paixão torna-se respeito, carinho, amor. Mas o medo também é grande. Ela quer transformar ele, que não quer ser transformado. Mundos tão distantes, corações tão grudados. Encontros e desencontros de uma relação tão comum, ordinária, que poderia ser sua. Você é Bruno ou Amanda. Seja eterno enquanto dure, mesmo que o eterno tenha prazo de validade... mas que nunca provou um alimento com a validade vencida? Mas o que fica é que amadurecer é necessário.

Se você está na casa dos 30 e pouco, “Ponte Aérea” é um filme que se encaixa em algum momento que você viveu. Não necessariamente a distância, mas a entrega, as presepadas, quedas e paixões como as de Bruno e Amanda. Aliás, são dois personagens que são cativantes e muito bem interpretados por Letícia Colin e Caio Blat. Eu sou fã de carteirinha de tudo que o Blat faz, mas a Letícia dá um show com sua Amanda, confusa, apaixonada, carinhosa e paranoica – uma verdadeira mulher amando. A jovem Julia Rezende fez um filme bem construído, com boa variação de ritmo, trilha sonora envolvente e personagens bem realistas. Um ótimo filme de relacionamentos.

Vitor Stefano
Sessões

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