segunda-feira, 13 de abril de 2015

Citizenfour


Nome Original: Citizenfour
Ano: 2014
Diretora: Laura Poitras
País: EUA, Reino Unido e Alemanha
Elenco:Edward Snowden e Glenn Greenwald
Prêmios: Oscar e Bafta de Melhor Documentário.
Citizenfour (2014) on IMDb


O Império Americano novamente foi abalado e dessa vez o ataque veio de dentro. Edward Snowden teve seu nome amplamente dito por ter exposto as tramoias e contravenções que o Governo do país mais poderoso do mundo realiza. É a consolidação da maior ditadura existente no mundo moderno. Sim, esse texto enquanto escrito já estava arquivado e criptografado e viajando milhares de milhas por cabos submarinos de fibra ótica. Enquanto você o lê, sabe quem é, quanto tempo demorou e caso comente, estará também criptografado e arquivado para possível consulta. Sim, a desculpa é o terrorismo. O Sessões tem um discurso de terrorista? Você que o lê, é um? Para os EUA sim. Mas um texto num blog de cinemas, com poucas visualizações diárias não é exatamente o problema. Mas e e-mails, ligações e mensagens em grandes empresas, em posições estratégicas de governos ou mesmo entre consumidores. Tudo está escaneado. Tudo está sob controle dos americanos. Snowden desvendou isso vindo de dentro da NSA. O Império precisa cair. O ditador precisa ser derrubado, mas é impossível... ele sabe de tudo antes.


Laura Poitras fez um documentário muito corajoso. Acompanhar Snowden e o jornalista que fez a revelação do escândalo, Glenn Greenwald, antes, durante e depois das revelações, seus temores, os medos, a vontade de revelar a verdade e a perseguição. Poitras faz através do quarto onde Edward estava hospedado em Hong Kong um relato selvagem do dia-a-dia do agora fugitivo. Um jovem de 29 anos abalou as relações internacionais entre EUA com o mundo, principalmente com o Brasil, onde são retratados depoimentos do jornalista ao nosso congresso. Grandes empresas de comunicação como Google, Facebook, Yahoo e AT&T tem acordos com a NSA para disponibilizar os dados. Tudo dito em nome do terrorismo, mas o verdadeiro perigo é a falta de liberdade. Não há mais segredos, o Tio Sam sabe tudo a não ser que você seja um monge (não conectado).

Vitor Stefano
Sessões

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