quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Era uma Vez em Nova York


Nome Original: The Immigrant
Ano: 2013
Diretor: James Gray
País: EUA
Elenco: Marion Cotillard, Joaquin Phoenix e Jeremy Renner.
Sem Prêmios.
Era Uma Vez em Nova York (2013) on IMDb




Duas irmãs chegando à Nova York, vindas da Polônia. Num mal entendido ocorrido no navio, Ewa é confundida com uma prostituta e sua irmã, Magda, chega à América adoecida e ficará em quarentena no porto, até melhorar, claro, com pagamentos da irmã. Com ajuda do benevolente Bruno, ele a acolhe em sua casa, mas há um preço a pagar por isso. Bruno é uma espécie de acolhedor de mulheres para danças sensuais e prostituição em cabarés, mas aos poucos ele vai caindo por Ewa. Em nenhum momento Ewa é forçada a se prostituir, mas a sua meta é salvar sua irmã e para isso é necessário dinheiro. O primo de Bruno, o mágico Orlando, consegue irritar Bruno apenas com a sua presença, ainda mais quando envolve-se com a bela moça, num triangulo amoroso imaginário, sem toques, sem paixão, sem amor. Ewa só quer salvar sua irmã. Ewa só quer o dinheiro.


Joaquin Phoenix, Marion Cottilard e Jeremy Renner. Três atores do primeiro escalão no cinema mundial, capazes de atuações maravilhosas e inesquecíveis, como “Ela”, “Piaf - Um Hino ao Amor” e “Guerra ao Terror”. Todos juntos, numa história emocionante, inspirado na história da mãe do diretor da película, James Gray, vinda da Polônia nos anos 20, sem lenço nem documento para viver o sonho americano. Gray já trabalhou com Phoenix no belo “Amantes” e é renomado nos Estados Unidos como um dos últimos diretores clássicos, românticos e fiéis ao cinema que não existe mais.  Tudo para ser um dos melhores filmes do ano. Tudo para ser um sucesso retumbante. Não é. 

James Gray pode ser perfeito tecnicamente. É lindo de se ver, mas faltou algo por aqui, talvez alma, talvez o medo por ser uma história tão familiar. Interessante o fato de que não há mocinhos nem vilões, mas essa falta de foco deixe o filme sem vigor. Nem as atuações estão convincentes. O destaque fica pela cena final, maravilhosa, uma das mais belas dos últimos anos. Um sopro de cinema clássico no meio de tanto lixo.

Vitor Stefano
Sessões

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