terça-feira, 11 de março de 2014

Robocop

Nome Original: RoboCop
Ano: 2014
Diretor: José Padilha
País: EUA
Elenco: Joel Kinnaman, Gary Oldman, Michael Keaton, Abbie Cornish e Samuel L. Jackson.
Sem Prêmios.
RoboCop (2014) on IMDb


Não é refilmagem. Não é continuação. Está lá apenas o personagem que dá nome aos filmes. Tudo o que está em volta não é nem de perto o que rodeava o homem-robô do filme de 1987. Não é nem de perto o show de ação, matança e destruição que o primeiro filme apresentava. Não deveria nem chamar “Robocop” esse “Robocop” do Padilha. Que tal “Tropa de Elite 3”? Falta criatividade na minha opção, mas não na cabeça do diretor brasileiro.

Começamos vendo o programa de Pat Novak, um sensacionalista como conhecemos bem. O assunto abordado é o uso de drones, tecnologia americana, espalhados por todo o mundo como segurança pública em substituição às polícias humanas. Um sucesso no mundo todo, exceto nos EUA. Porque não? Não há humanidade na polícia. E o livre arbítrio. E a sensibilidade humana. O imperialismo na tela. Alex, um policial investigativo, incorruptível, pai e marido exemplar. Após uma sabotagem seu carro explode e 80% de seu corpo é danificado. Como mudar o panorama da aceitação aos Drones? Inserir um humano numa máquina. Alex é a cobaia perfeita. Ver seu corpo, ou o que sobrou dele, é incrível. Mais incrível é sua armadura. Linda. Mas fizeram isso para salvar Alex ou para lucrar milhões? A realidade dos drones é assustador. O Policial Robô vai às ruas. O Robocop quer voltar a ser humano.



Um ponto é fundamental a este filme é a filosofia ao qual está enquadrado. Não vemos apenas um ser humano transformado em máquina e tudo bem. Não, há um conflito ético e moral aos que estão diretamente relacionados ao ser humano que será transformado numa máquina para sobreviver. Há uma crítica ácida e direta ao capitalismo e ao american way of life e à sua indústria bélica. Há em “Robocop” uma questão mundial no que se refere à segurança pública. Há em “Robocop” muito de “Tropa de Elite”. Há em “Robocop” a cara de José Padilha. Um filme inteligente, bom entretenimento e que faz pensar. Um filme de super-herói humano. José Padilha está de parabéns por sua estreia em Hollywood por não ser apenas o diretor, mas sim senhor das ações. Vida longa ao diretor aqui e por lá também. “Robocop” tem alma brasileira.

Vitor Stefano
Sessões

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