sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A Religiosa




Nome Original: La Religieuse
Ano: 2013
Diretor: Guillaume Nicloux
País: França, Alemanha e Bélgica.
Elenco: Pauline Etienne, Isabelle Huppert, Louise Bourgoin e Martina Gedeck.
Sem Prêmios.
A Religiosa (2013) on IMDb


A liberdade é um direito sempre buscado, mas poucas vezes encontrado. Muitos se sentem livres, apesar da enclausura natural da vida. Casa, família, casamento, cachorros ou a religião te prendem por algum motivo. Cuidar, manter, pensar e até orar. Desde que começamos a estudar a espécie humana em sociedade percebemos algum culto a seres superiores. Os humanos evoluíram, as dúvidas cresceram e restaram poucas religiões dominantes no globo terrestre. Respeito todas, mas a religião é mais uma forma de restrição à liberdade. Que os padres casem e que as madres tirem o véu. Ser livre é o ópio da sociedade e quando todos forem livres, buscaremos nossos casulos.

A Igreja sempre foi acometida com problemas de comportamento de seus clérigos. Pedofilia, homossexualidade, casamento, relações sexuais e enriquecimento são as acusações mais comuns. O medo do pecado já não causa mais tanto medo, mas a vida de Suzanne sempre foi pautada na busca pela liberdade. A benção do ofício de servidão a Deus não havia caído na jovem que vivia num convento por conta da dificuldade financeira dos pais. Essa não vocação sempre causou problemas para a pequena que sempre se apoiou na bondade da Madre Superior. Um acontecimento mudou tudo. A morte da Madre causou uma revolução com a subida da nova responsável pelo convento. Métodos retrógrados e punitivos voltaram e causaram a ira de Susanne que foi severamente punida. Cuspida, pisada, humilhada. Nada disso tirou a coragem e o ímpeto libertador da jovem, que conseguiu ser transferida. Um novo mundo? Uma nova realidade? Apenas um mundo diferente.


A verdadeira mensagem que sobra de “A Religiosa” é que a liberdade deve ser mesmo uma droga. Viciante. Causa dependência. Mas a verdadeira abstinência é da luta pela liberdade, pois chegando lá, sempre quereremos mais. Mas o que realmente fica é que a estreante Pauline Étienne dá um show e que a ambientação no Século XVIII está ótima. Talvez 30 minutos a menos teríamos um filme grandioso, mas ficamos apenas com um relato de coisas que sabemos, ouvimos e estamos crentes que são reais.  Mérito também para o diretor Guillaume Nicloux que tinha um assunto para chocar o mundo com cenas fortes de estupro e torturas, mas preferiu a serenidade de deixar muito disso apenas na nossa imaginação.

Vitor Stefano
Sessões

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