quarta-feira, 12 de junho de 2013

Cosmópolis


Nome Original: Cosmopolis
Diretora: David Cronenberg
Ano: 2012
País: Canadá, França, Portugal e Itália

Elenco: Robert Pattinson, Sarah Gadon, Paul Giamatti, Juliette Binoche, Emily Hampshire e Mathieu Amalric.
Sem Prêmios.
Cosmópolis (2012) on IMDb

   



Revolução, confusão. Caos, Barulho. Ideais, Inexpressão. Vida, Morte.

Não dá para ver Cosmópolis e ficar imparcial. Ama ou odeia. É um filme complexo, difícil, enfadonho, histérico. Oscila demais entre a crítica ao capitalismo com a certeza do anarquismo e do futuro desconhecido. Crise. Uma limusine, um jovem milionário, um casamento, muitos empregados, muitas mulheres, muitas dúvidas. Não há tanta adrenalina numa vida de um homem bomba. E a paz de espírito? Aonde fica? Cosmópolis é a mistura de muitas coisas numa limusine, num personagem, numa sociedade sedenta de liberdade, de dinheiro, de comando. As cidades estão em colapso.


Sei que muitos odeiam e nem pensam em ver por conta de Robert Pattison. Eu ainda ahco que ele será um ótimo ator, sabe, tipo Leonardo di Caprio, odiado de “Titanic”. Acho que ele evoluirá. Tem beleza, carisma e talento para isso. Suas escolhas recentes mostram que não está preso a filmes teen que é tiro certo para a audiência. Ele vai brilhar ainda muito. Ele está bem, tem ótimos coadjuvantes ao seu lado (destaques para o sempre fabuloso Paul Giamatti e para o excelente Mathieu Amalric), mas que não consegue trilhar com mais facilidade por entraves do roteiro e por sua inspiração endoidecida de Don DeLillo. Dinheiro trocado por ratos. Sonho. Utopia. Loucura. Genialidade. Crise.


David Cronenberg é o diretor mais cool de Hollywood. É cultuado por seus filmes de terror psicológicos nos anos 80, como “A Mosca” e “Videodrome”, evolui para filmes fabulosos e cabeças como “Crash” e amadureceu e se firmou como um grande cineasta nos filmes “Marcas da Violência”, “Senhores do Crime” e "Um Método Perigoso". Uma trajetória extraordinária de um diretor que sabe fazer de tudo e com muita inteligência. “Cosmópolis” poderia ser o filme de sua vida, mas não é. “Cosmópolis” podia ser a maior crítica ao imperialismo americano e capitalismo selvagem, mas não é. “Cosmópolis” podia ser o melhor filme da história, mas não é. “Cosmópolis” é “Cosmópolis”. Consigo dizer o que não é, mas o que é eu não tenho condições.

Como disse, é impossível ficar imparcial, mas eu não sei ainda o que senti.

Vitor Stefano
Sessões

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