segunda-feira, 6 de maio de 2013

Control



Nome Original: Control
Diretor: Anton Corbijn
Ano: 2007
País: Reino Unido, EUA, Austrália e Japão.
Elenco: Sam Riley, Alexandra Maria Lara, Samantha Morton e Joe Anderson.
Prêmios: Gold Camera (Special Mention), Label Europa Cinemas e Prix Regasds Jeune do Festival de Cannes, Melhor filme Britânico, Diretor, Ator Coadjuvante (Toby Kebbelll), Melhor Promessa (Sam Riley) no Festival de Cinema Independente da Grã Bretanha.
Control (2007) on IMDb



Todos amores que tive
Foram menores do que poderiam ter sido.
A vontade de amá-la nunca foi pequena.
Mas mascararam as verdadeiras vontades.

Viver a vida só com amor
Não é viver, é sofrer.
Esse tal de amor vai nos separar
Mais.


Lutei e relutei para ver este filme, não por não querer. Todos os comentários que li sobre “Control” dizem sobre a paixão e adoração pela banda Joy Division liderada por Ian Curtis que teve sua atribulada e intensa vida interrompida pelo suicídio aos 23 anos de idade. Eu conheço pouco da banda e conhecia pouco da vida do líder, mas a verdade é que o filme me causou uma depressão por não conhecer mais. Agora é hora de ir atrás e não cometer um suicídio musical por não conhecer as melodias melancólicas compostas por Ian. A beleza das imagens num branco e preto marcante faz tudo ficar ainda mais gélido, apesar da intensidade da banda nas apresentações. Tudo ainda mais obscuro. Tudo ainda mais belo. Tudo ainda mais menos.

A personificação do genial Ian ficou a cargo de Sam Riley. Riley virou Curtis. Absurda a aparência incrivelmente parecida com a do personagem central. Não apenas fisicamente, mas a alma do ator parecia viver a década de 70, presente nos rolês com as bandas da época, aspirando as loucuras das paixões incontroláveis. Sam esteve inserido dentro do cérebro do jovem durante as suas convulsões para exalar tanta angustia e incerteza pelas telas. Podemos questionar as motivações do suicídio, mas nunca julgar o sofrimento. Apenas quem sabe a verdade é quem a vive, mesmo que viva um mentira. Uma história tristemente linda de um líder inesquecível, que marcou uma geração e que agora vai entrar (e nunca mais sair) da minha playlist. Um filme que entrou na lista dos meus prediletos e não sairá.


Vitor Stefano
Sessões

2 comentários:

  1. Mesmo conhecendo a história e sendo fã de Joy Division desde a década de 80, acho que é o tipo do filme que pude curtir mais ainda quando me preparei emocionalmente para assisti-lo pela segunda vez, pois passei a compreender melhor as escolhas do Ian Curtis e principalmente pude me fortalecer para os inevitáveis "aftershocks" que levam um tempo para se dissiparem. Paradoxalmente (como é o nome da banda, pois Joy Division era o departamento de diversão dos nazistas que separavam as judias para serem suas escravas sexuais), o filme valoriza a vida misturadamente a uma certa compaixão ao fim que levou o Ian, se tomarmos a ótica daqueles que conseguiram sobreviver a questionamentos similares ao do vocalista.

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  2. Umas daquelas bandas clássicas e fodas que todo mundo que curte um bom rock deveria ouvir.Banda formada depois de um show dos Sex Pistols com uma proposta sonora que se diferencia do punk mas que o leva para um outro caminho,mais sombrio,mais dolorido e muito mais claustrofóbico....Ouvir Joy Division é adentrar um pós punk inglês de qualidade artistica impar...Ian Curtis marca porque consegue carregar toda angústia de uma vida sem sentido na voz e é por isso que quando ouvimos somos pegado pela alma.Pelo lado obscuro da nossa alma....Eu já perdi as contas de quantas vezes precisei ouvir Transmission ou she lost control ou celebration pra terminar com um dia nublado da minha existencia..Me ajudou e me ajuda até hoje...Vitor,meu brother, belo texto e bem vindo a divisão da alegria nefasta da música boa!!!!!!

    Fernando Moreira
    Sessões

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