terça-feira, 25 de setembro de 2012

Os Infiéis



Nome Original: Les Infidèles
Diretores: Fred Cavayé, Michel Hazanavicius, Emmanuelle Bercot, Alexandre Courtes, Eric Lartigau, Jean Dujardin e Gilles Lellouche.
Ano: 2012
País: França
Elenco: Jean Dujardin e Gilles Lellouche.
Sem Prêmios

Os Infiéis (2012) on IMDb
 

A infidelidade já foi tema de incontáveis filmes de todos os países. É um tema universal e que universalmente não consegue ter uma resposta do porque ela existe. Mas perguntamos por que um pombo é atropelado, por que as mulheres usam vidro do metrô como espelho ou por que uma folha de papel é capaz de causar uma dor maior do que o de uma queda? Não. A busca pela monogamia cabresteira é uma obsessão da humanidade desde que a maça foi comida pelo desejo do diferente, que faz com que todos os seres humanos deem aquela olhadinha para o lado, uma virada de cabeça, um arrepio ao ouvir uma voz. O universo masculino sempre é mais ligado a esse assunto, mas há para todo o gosto, pois homens, mulheres... não há distinção de gênero, cor ou raça para traição. Nada sei, só sei que a situação faz o adúltero.

O grande atrativo de “Os infiéis” são os nomes de Michel Hazanavicius e, principalmente de Jean Dujardin, grandes vencedores do último Oscar por “O Artista”. Dujardin nunca me convenceu em seus outros papéis, o considerava o Keanu Reeves francês: um rosto, um papel. Mas em “O Artista” esse seu rosto único caiu bem por conta da necessidade da expressão facial e aqui pude ver outro ator. Parece que o careca dourado na estante fez bem a ele. Seu parceiro em quase todos mini-filmes é Gilles Lellouche. Aliás, a semelhança entre os dois é algo espantoso.


Seja num par de amigos e parceiros na noite em busca do objetivo de comer Paris toda, numa pastiche terapia dos Infiéis Anônimos, num dentista que não consegue acompanhar o ritmo da juventude de sua amante, um homem em uma convenção que só quer bater uma punhetinha antes de dormir ou ainda numa contração do esfíncter, as histórias podem ser hilárias, improváveis ou bem reais, mas que o assunto principal é essa tal infidelidade. A minha predileta é do casal que após um jantar faz juras de ter um papo aberto sobre o passado e sobre infidelidade. Uma beleza que, por momentos, nos faz lembrar “Cenas de um Casamento” de Ingmar Bergman. Calma, não se empolgue... O exagero pode ser fatal.

Há uma filmografia completa sobre o assunto. “A Mulher doLado” é a melhor tradução sobre o adultério que já vi nas telas. Menção honrosa para “Perdas e Danos” e ao brasileiro “Histórias de Amor Duram Apenas 90Minutos”. Ah, há também “De Olhos Bem Fechados” do Kubrick. (Se eu ficar lembrando, vou fazer um post só sobre isso – não é má idéia). “Os Infiéis” não tem profundidade e nem é a sua intenção. Ele está mais para um “E aí, Comeu?” francês do que qualquer outra coisa, porém o seu grande problema é, por questões obvias, a (falta de) evolução do filme. Filmes em forma de esquetes, feitas por diretores diferentes, nem sempre costumam gerar bons resultados, mas há de se dizer que a sua proposta de fazer rir é atingida em alguns momentos, mesmo que precise apelar em muitos deles. Não sei se mereceria algum premio ou se terá a mesma sorte que “O Artista” no Oscar de 2013, mas eu já o coloquei em uma lista: a maior quantidade de bundas que vi em menos de 2 horas nos últimos anos de cinema. Já é alguma coisa.




Vitor Stefano
Sessões

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