segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Drive

Nome Original: Drive
Diretor: Nicolas Winding Refn
Ano: 2011
País: EUA
Elenco: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, Albert Brooks, Oscar Isaac, Christina Hendricks.
Prêmio: Melhor Diretor no Festival de Cannes.
Drive (2011) on IMDb



Quando do lançamento de “Drive” disseram de tudo: “o melhor filme do ano”, “nunca vi nada tão ruim”, “que filme apelativo”, “é estilo do Tarantino”. Bom, se é estilo Tarantino eu fiquei com o pé atrás e só agora vi o filme do dinamarquês Nicolas Winding Refn. Apesar de arrebatar quase 40 prêmios em todo o mundo, ser considerado o filme cult da temporada, a associação ao diretor pastelão me fez ter um certo receio em busca-lo. Mas aqui estive diante do filme mais cool feito nos últimos anos. Um acerto monumental.

Ao vermos nos primeiros minutos um filme sobre um motorista, fica quase impossível não compará-lo a “Taxi Driver”. Mas com um pouco mais de tempo vemos que o personagem principal, interpretado por Ryan Gosling, faz um tipo absolutamente impar que pode ser um invisível e pode ir de uma fraternidade de dar inveja ao Papai Noel a uma soturnidade de dar raiva no tinhoso, que deixa o expectador com a mente aberta a ele conseguir ser um cavalheiro romântico ou um matador sanguinário. Tudo pode vir daquele ser. A vida desse motorista muda completamente com a chegada de um vizinha em sua vida, que com seu filho, conseguem tirar alguma expressão daquele misterioso ser. A partir daí, tudo pode acontecer.



Gosling é uma estrela, a maior da Terra de Holly nos dias atuais. É só tropeçar, dar uma olhada nos pôsteres e lá está. E com muito mérito, pois é muito versátil. O elenco de apoio também é valioso, principalmente pela ótima Carey Mulligan e Albert Brooks, mas é Ryan que rouba toda a cena. Não conhecia absolutamente nada desse diretor, porém é um nome certo a ficar de olho nas suas próximas investidas. E “Drive” não é mais um, é um filme que em pouquíssimo tempo estará nas prateleiras de cult, adorados, amados, mesmo com pouca gente tendo-o visto, mas que sabe dizer que é bacana, que curte, usa a camiseta e fala que o filme é FAN-TAS-TI-CO. Quem sabe estamos diante de um novo “Clube da Luta”, “Laranja Mecânica”, “Cães de Aluguel” ou “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”. Pode ser... Pode ser muito mais...

Vitor Stefano
Sessões

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