sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Heleno


Nome Original: Heleno
Diretor: José Henrique Fonseca
Ano: 2011
País: Brasil
Elenco: Rodrigo Santoro, Othon Bastos, Herson Capri, Angie Cepeda, Aline Moraes.
Prêmios: Melhor Ator nos Festivais de Havana e Lima.
Heleno (2011) on IMDb


Uma mistura de bebida, éter, autoestima e um pouco de rebeldia podem ser a medida para classificar a vida e morte de Heleno. Um gênio, um incompreendido, um inconsequente? Não é possível descrever a partir do momento em que uma profusão de sentimentos, de loucuras, do absurdo que foi o fenômeno Heleno de Freitas. Mais do que um jogador, mais do que um craque, um pop star, galã, advogado, bon vivant, celebridade nas características mais atuais impossíveis. Um kamikaze em forma de estrela solitária. Um rebelde com causa definida: honra. Nos anos 40 não havia páreo para este que foi o melhor, e ele sabia, e fazia questão de reafirmar. Jogava sozinho, jogava por amor. Isso não existe mais. Não existe e não existirá outro Heleno. 

De ídolo incontestável a companheiro detestável, de gênio a não vencedor, de galã a definhado, de inesquecível para “quem é esse mesmo?”. Como uma vida desregrada pode ser tão penosa a um atleta e até hoje muitos não aproveitam o dom dado para brilhar em campos que tantos querem estrelar. 


 Numa conturbada montagem e direção, podemos dizer que por vezes perdemos o foco ou nos perdemos na cronologia tão curta dos 39 anos que Heleno viveu. Mesmo quem conhece um pouco a história do cinebiografado se perde em alguns momentos, onde estamos refém de referências, legendas ou pela ótima maquiagem feita em Rodrigo. Ficamos inebriados com a beleza das imagens, maquiagem e pela lindíssima fotografia em preto e branco. Ficamos extasiados com Rodrigo Santoro na tela, um galã, um vilão de si mesmo, que faz lembrar que quando é exigido vemos o máximo na tela grande, além de ter um elenco fabuloso ao seu redor. Ficamos entristecidos por não sabermos de verdade quem foi Heleno de Freitas: um louco, um gênio, um perturbado, um louco, um doente. A vida de Heleno foi única, mas únicos foram os momentos em que estava no gramado, onde tudo podia, onde tudo fazia, onde tudo era do jeito que Heleno queria. Heleno, um gênio incompreendido, um louco apaixonado, um perdedor da vida.





 A vida e morte de uma estrela que jamais deixará de brilhar.

Vitor Stefano
Sessões Brasil

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