sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O Mágico de Oz

Nome original: The Wizard of Oz
Diretor: Victor Fleming
Ano: 1939
País: EUA
Elenco: Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Bert Lahr, Jack Haley e Billie Burke.
Prêmios: Oscars de Melhor trilha sonora (Herbert Stothart) e Melhor canção original por "Over the Rainbow" de Harold Arlen e E.Y. Harburg
O Mágico de Oz (1939) on IMDb


Meu povo amado!
Meus irmãos espantalhos!
Meu grande exército de leões!
Meu magnífico ballet de homens de lata!
Meninas virgens do interior!

Quem vos fala é o Mágico de Oz. Muito obrigado, a vocês dou meu coração! Sou um homem de muitos sonhos e trabalharei duro para o bem estar de todos nesta terra. Durante a minha gestão prometo que lutarei em prol dos menos favorecidos! Criarei o Bolsa-Cérebro e o Programa Pró-Coragem. Retomarei as obras da Linha Amarela do Metrô, que se estenderá até o Kansas...

Já comprou uma promessa destas alguma vez? Que atire a primeira maçã, os que nunca vislumbraram um mundo em que tudo que é desejado simplesmente acontece. Um lugar onde os desejos do presente são as realizações de um futuro imediato. Este inconsciente coletivo já foi visto por mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. O cinema imortalizou o desejo humano de estar além do arco-íris em technicolor. O maior clássico infantil do cinema e o único filme com temática infantil que sempre figura na lista dos best of the best já realizados.

Em comemoração aos 70 anos do filme e em depreciação da minha cachola que não anda lá estas coisas para escrever, fiz um “control+c control+v” de curiosidades, ou porque não, motivos para ver o filme os que ainda não viram. Aproveitem!

“O Mágico de Oz foi visto por mais pessoas do que qualquer outro filme, mais de 1 bilhão de espectadores em todo o mundo. Apresenta-se, provavelmente, como a produção cinematográfica mais apreciada já feita em todas as línguas.”

“Foram utilizados quase 70 sets de filmagem com diferentes esquemas de iluminação e padrão de cores, e a maior parte das cenas foram rodadas em Technicolor. Um time de 150 pintores aplicaram 62 diferentes cores ao pano de fundo de Oz que media 600 m x 12 m. Também foram criados efeitos especiais para as seqüências do tornado e dos macacos voadores e 4.000 figurinos.”

“Mesmo não sendo o primeiro filme produzido em Technicolor (como muitos acreditam), O Mágico de Oz faz um uso notável da técnica.”

“Apesar de “Over the Rainbow” ser apenas uma canção num filme, o desempenho de Judy Garland foi tão grande ao cantá-la, que a mesma sempre é lembrada por esta canção, além de ter sido a combinação canção-artista mais bem recebida de todos os tempos. Parece inconcebível, mas, “Over the Rainbow” foi eliminada do filme. Alguns executivos queixaram-se de que “atrasava o filme” e acharam indigno para uma estrela da MGM cantar num curral. Mas, o bom senso prevaleceu e a canção foi reincerida.”

“No aniversário de 50 anos do filme, a famosa joalheria americana Harry Winston criou sapatos de rubi verdadeiros no valor de 3 milhões de dólares.”

“A roupa do leão covarde pesava quase 45 kilos.”

“O cachorro Totó teve momentos difíceis durante as gravações, porque os ventiladores gigantes usados para criar o efeito da ventania faziam com que o mesmo fosse constantemente lançado para longe.”
“No filme os sapatinhos prateados foram convertidos em sapatinhos de rubi - a fim de ressaltar o fato de ser um dos primeiros filmes a cores do cinema.”

“A estrada de tijolos amarelos inicialmente seria verde. A mudança de cor aconteceu após uma das paralisações nas filmagens, quando ficou definido que a cor amarela seria a melhor a ser usada em um filme feito com Technicolor.”

“O Mágico de Oz fez história por ser sido o primeiro filme a ser visto, anualmente, em televisão comercial. Ele apareceu pela primeira vez na CBS em um sábado, 3 de novembro de 1956 e pela última vez em uma sexta feira, 8 de maio de 1998. O filme continua a ser exibido todo ano nos canais de televisão a cabo da Turner: TCM (Turner Classic Movies) ou TBS (Turner Broadcasting System).”

“A música “Goodbye Yellow Brick Road“, composta por Elton John em 1973, faz referência a estrada de tijolos amarelos do filme O Mágico de Oz, onde a personagem Dorothy deve percorrer para encontrar o mágico que pode fazê-la voltar para casa. A letra, escrita por Bernie Taupin (autor de grande parte das letras de Elton) é uma mistura entre duas histórias: sua própria, falando de sua tristeza em deixar o local onde passou a infância para morar na cidade grande, e a de Elton, enfrentando as consequências de ser um músico precoce.”

“Em 1973, a banda inglesa Pink Floyd lançou o álbum “The Dark Side of the Moon”, que se tornaria um clássico do gênero e um dos discos mais vendidos de todos os tempos. Por alguma razão obscura, alguém resolveu ouvir este álbum enquanto assistia o filme O Mágico de Oz de 1939, e se maravilhou com alguns momentos de sincronia entre os acontecimentos da história e as letras das músicas. Nasceu assim o mito de The Dark Side of the Rainbow, a idéia de que o álbum do Pink Floyd teria sido concebido e cronometrado para servir de trilha sonora alternativa para O Mágico de Oz.”

Assista um trecho, se quiser procurar pela rede, vai achar muito a respeito desta misteriosa trilha alternativa do filme:


Clique aqui e dê uma olhada no texto de Cláudia Faria, crítica de cinema, que muito entende de Oz.

Não há lugar melhor que o lar?

Leandro Antonio
Sessões

5 comentários:

  1. Devo seguir pela estrada cinza para chegar ao mundo maravilhoso, sem problemas, sem discriminação. O Eden. Foi o que me disseram.

    Ainda bem que nesse caminho encontrei bons amigos. São eles: o político sem cérebro, o ladrão sem coragem e um lider sem coração. Tudo que eu precisava para conseguir um norte, uma salvação... o grande chefe, Oz. Só depois de muitos e muitos obstáculos, meus amigos me deixaram a um passo do paraíso. Consigui chegar a um mundo obscuro e sujo, o Fantástico Mundo de Oz. Será que o tal fantástico mundo é tão feio e escuro, cheio de tristeza, ódio e mentiras.

    Acho eles não eram lá muy amigos... Achei que era um mundo encantado, um mundo feliz, um mundo sem guerras. Um mundo de paz e tudo que encontro aqui são milhares de pessoas que achavam que nesse país com vários estados unidos seria uma nova chance. Daria tudo para voltar para o meu longínquo país que mesmo tendo miséria, mentiras, um montão de "amigos" não existem tantos palhaços hipnotizados.

    Prefiro viver no meu país da Bruxa sem um dedo e seus 400 ladrões. Prefiro viver no mundo branco e preto ao falso colorido, cheio de homens sem coração, cerebro e sem coragem que causam muitos problemas, com um lider que mal sabe falar direito. Sou mais feliz aqui onde Deus (deuses) nos ouve. Espero que o tal Ozbama consiga endireitar o seu e todo o mundo. Até Totó faria melhor que o velho Bruxobush.

    "Queria que deus ouvisse a minha voz!!!! No mundo mágico de Oz." (Racionais Mc's).

    Vitor Stefano
    Sessões

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  2. Lê adorei o texto, mudar a forma de escrever, mesmo não escrevendo, torna curioso o que vcocê postou, pois querendo ou não temos manias e vicios.
    Adorei o que falaram sobre o filme, e a parte da música, não sabia, e o incrivel é que bate tudo mesmo!
    Quando assisti o filme pela 1 vez, o que mais me marcou, foi obviamente os sapatinhos de rubi!
    É um filme longo, que não sinto as horas, lindo musical.

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  3. Recentemente vi o épico Austrália com performances de Nicole Kidman e Hugh Jackman.
    O filme se passa na Austrália no final da Segunda Grande Guerra (poucos anos depois do lançamento de O Mágico de Oz) e a música Over the Rainbow é repetida exaustivamente durante todo o filme. É praticamente uma ligação entre os personagens...

    Fica a dica... Não sei se vale a pena, mas pra quem gosta de efeitos visuais, dramalhão, guerra e romance, com boas atuações, vale a pena ver Austrália. Ou apenas para lembrar-se que não há lugar melhor que nossa casa, nesse caso, pelo que é mostrado, com certeza, a Austrália.

    Vitor Stefano
    Sessões

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  4. A GRAMA DO SEU VIZINHO, IDIOTICES, ANÕES, DIPLOMAS, CONDECORAÇÕES E MEDALHAS

    O Mágico de Oz (1939) é um filme que traz a seguinte mensagem: valorize o que você tem e o que está a seu redor. Em hipótese alguma pense que a grama do quintal do seu vizinho é mais verde do que a grama do seu quintal. Isso é bobagem. Acredite sinceramente que a sua é mais verdinha do que a dele ── ou pelo menos igual.

    O Mágico de Oz segue o estilo Sessão da Tarde. É um filme pra ser visto e revisto. Por crianças e por adultos. As imagens são bonitas; as canções, bobinhas, mas também bonitas. Adorei os figurinos e sobretudo os cenários, que são, ao mesmo tempo, bobinhos e bonitos. Nota 7,75 para o diretor Victor Fleming.

    A história dO Mágico é tão batida, tão batida, tão batida, que seria uma idiotice recontá-la. Somente um imbecil faria isso.

    Pois bem, Dorothy (Judy Garland) não quer mais saber da paisagem sem graça, monótona, do mundinho preto-e-branco do Kansas. Ela está cansada de tudo e de todos daquele lugar. O tio Henry, a tia Em e os empregados da fazenda são uns chatos. E ainda tem aquela vizinha horrorosa e perversa que não gosta do seu cãozinho Totó. Dorothy quer conhecer um lugar diferente, alegre, excitante, colorido. Um lugar onde as pessoas não sejam chatas. Um lugar onde o seu Totó possa viver em paz. Um lugar sem problemas. Um lugar onde os adultos estejam dispostos a escutar o que as crianças têm a dizer.

    Sim, Dorothy é uma menina sonhadora. E como tal, confia realmente na existência desse lugar. Porém... será que ele existe?

    Judy Garland (Dorothy!) resolve procurar esse lugar colorido. Decidida a mudar de vida, foge da fazenda. Ela e o seu Totó vagam sem destino. Não demoram a encontrar o professor Marvel ── um sujeito estranho com uma conversa estranha, um ilusionista de quinta categoria, um charlatão ── que faz algumas revelações à menina. Assustada e arrependida, esta quer voltar pra sua gente. Mas ela precisa correr, pois um tornado está se formando.

    Já em seu quarto, Dorothy observa o guloso tornado destruir e engolir tudo por onde ele passa. O vento é extremamente forte. Uma janela desprega-se e atinge a cabeça da menina sonhadora, que, de fato, passa a sonhar. E no seu sonho, no seu extravagante sonho, surge um novo mundo, um lugar mágico, um mundo colorido chamado Oz.

    Em Oz, Dorothy já chega arrebentando: sua casa pousa violentamente em cima da Bruxa Velha e Malvada do Leste, que é morta no mesmo instante. Porém, como até as bruxas têm família, aparece a irmã desta, a Bruxa Velha e Malvada do Oeste. Não houve velório. Entretanto, houve vingança. E vingança daquelas!

    Paulo Jacobina
    Sessões
    (continua)

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  5. (continuação)

    Assim que a do Oeste foi embora, cuspindo fogo pra todos os lados, Dorothy é cercada por dezenas de anões. (No lugar dela, eu sairia correndo. Confesso que tenho pavor de anões. Tudo bem, pode dizer que sou preconceituoso. Sou mesmo: não gosto de anões! Eles são estranhos: tortos, desproporcionais. Parecem malvados, não transmitem confiança, são horrorosos. Repito: horrorosos!). Pois bem, Dorothy está na Terra de Munchkin. Eles cantam, dançam ── afinal de contas, estamos em um musical ── e indicam o Caminho de Tijolos Amarelos, via que leva à casa do mágico, do maravilhoso mágico de Oz, único sujeito capaz de ajudar a menina sonhadora a voltar para o Kansas. Não, você não está louco, é isso mesmo: Dorothy mal chegou e já quer ir embora. Isso é realmente esquisito, porém a vida é assim. Idealizamos algo durante anos, passamos o pão que o diabo amassou para obtê-lo e... finalmente quando conseguimos esse algo, simplesmente desistimos, mudamos de idéia, não queremos mais saber dele ── porque agora desejamos outra coisa. E essa outra coisa não raro é justamente o que tínhamos. Como somos idiotas, meu Deus!

    Cantando e dançando (lembre-se do que eu mencionei no parágrafo anterior: estamos em um musical), a menina sonhadora percorre o Caminho de Tijolos Amarelos. Logo, Dorothy encontra o Espantalho, que deseja ter um cérebro. Sendo assim, este decide acompanhá-la até a casa do mágico, do maravilhoso mágico de Oz. Mais adiante, eles recebem a companhia do Homem de Lata, que quer um coração. E mais adiante ainda, o Leão ── ávido por coragem ── junta-se ao grupo.

    As aventuras são muitas. No final, como geralmente ocorre nos musicais, tudo dá certo: o mágico explica aos amigos de Dorothy que inteligência, sentimento e coragem podem ser obtidos com certa facilidade numa sociedade dominada pelas aparências. Diplomas, condecorações e medalhas são símbolos que servem exatamente para isso. Portanto, fica claro que em nossa sociedade não é necessário ser, mas parecer.

    Dorothy e seu Totó enfim voltam pra casa. Ao acordar, a menina percebe que ao redor de sua cama estão justamente as pessoas outrora desprezadas por ela: o tio Henry, a tia Em e os três empregados da fazenda, que na sua viagem onírica transformaram-se no Espantalho idiota, no Homem de Lata insensível e no Leão covarde. Além deles, outra importante personagem dessa fantasiosa história estava no quarto da menina sonhadora: ele mesmo, o professor Marvel ── o sujeito estranho com conversa estranha, o ilusionista de quinta categoria, o charlatão ── que no sonho colorido de Dorothy era conhecido como o mágico, o maravilhoso mágico de Oz.

    Paulo Jacobina
    Sessões

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