segunda-feira, 23 de março de 2015

50 Tons de Cinza




Nome Original: Fifty Shades of Grey
Ano: 2015
Diretor: Sam Taylor-Johnson
País: EUA
Elenco: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Rita Ora, Jennifer Ehle e Victor Rasuk.
Sem Prêmios.
Cinquenta Tons de Cinza (2015) on IMDb



Lembro-me claramente de ao entrar no metrô ou ônibus e ver alguma mulher lendo o best-seller “50 Tons de Cinza” ou suas continuações, minha mente já pensava: “Safadinha”. Um pensamento um tanto machista ou mesmo um tanto minimizador. Claro, falou-se tanto, citou-se tanto que uma aura de incentivo e busca ao sadomasoquismo surgiu no subconsciente humano, principalmente no masculino. Maridos e namorados de leitoras já citavam até ciúmes ou inspiração quanto ao famigerado Christian Grey do livro. Pelas críticas é o livro de fácil leitura, envolvente e com um ritmo interessante, apesar de suas fragilidades. Não li, antes que me chicoteiem. Mas o tema é interessante e recentemente voltou à tona. “Ninfomaníaca” do Lars von Trier trouxe no ano passado um alvoroço em torno do assunto. Agora “50 Tons de Cinza” vem com uma pegada mais leve, mais romanceada e que vai arrebatar a mulherada para os cinemas nos próximos anos. Não comparei os filmes, não me amarrem vendado num tronco.

O filme se passa a partir de uma entrevista que Anastacia, uma estudante de literatura, fará para o jornal universitário. O entrevistado é o milionário empresário Christian Grey, um jovem obscuro e que a partir desse encontro se encanta pela beleza e singeleza da moça. Entre encontros e desencontros, eles se envolvem, mas Grey é avesso a romances. Ele tem segredos, não revelados, que o fizeram ser um homem duro e seco. Um contrato é proposto a ela. Clausulas e clausulas de sessões de sadomasoquismo, submissão e prazeres incautos. Será que ela vai aceitar? Entre amostra grátis, concessões de ambos... será que ela vai conseguir domar e amolecer o dominador? O filme termina de forma abrupta, mas é apenas o início da trilogia.




A diretora Sam Taylor-Johnson fez anteriormente o delicioso “O Garoto de Liverpool” e agora vem com essa adaptação. O filme tem seu apelo absolutamente comercial e atinge seu objetivo. Há quem se decepcione com o romanceio exagerado do filme, sem que a pornografia feminista do livro apareça, mas para quem não leu, deixa o espectador na expectativa dos próximos filmes. Não, não é um filmaço (longe disso), mas é competente no seu propósito comercial. Tirem o preconceito da cabeça e veja sem filtros. Mesmo as cenas de sexo ou mesmo de submissão são romanceadas, mas potencializada com uma bela trilha sonora. O casal tem uma química apenas boa, mas é um belo casal e ficam ainda mais belos no quarto vermelho, numa fotografia bem realizada. Maridos/namorados acompanhem sua digníssima e quem sabe ao chegar em casa farão até algo diferente do seu tradicional papai mamãe. Mulheres curtam o Christian Grey, mas que fique apenas na imaginação. Caso apareça algum engraçadinho, a lei Maria da Penha existe para sua proteção.

Vitor Stefano
Sessões

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