segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sound City

Nome Original: Soundcity
Ano: 2012
Diretor: Dave Grohl
País: EUA
Elenco: Dave Grohl, Krist Novaselic,Paul MacCartney,Lars Ulrich
Prêmio: Escolha oficial de 2013 Festival de Sundance.





Imagina você que começou a tocar guitarra depois de ter ouvido Nirvana e Jimi hendrix com 13 anos, depois de ter economizado 200 reais mesada, compra sua guitarra strato na Teodoro e começa a fazer um som. Depois imagine que você , já mais velho assiste como foi a história do estúdio que deu origens aos albuns que você sempre ouvia no talo quando era mais jovem.

Soundcity é isso. Um documentário que consegue unir quase tudo que eu mais gostei na vida e colocar em forma de filme. 



Acho que se trata de algo superlativo de vários pontos de vista: Primeiro, porque não é dirigido por um diretor, nem um documentarista, é dirigido com maestria, registre- se, por ninguém menos que o baterista do Nirvana que depois veio a assumir a guitarra e a voz do Foo Fighters. Segundo: não se trata de somente um documentário é um registro de um dos estúdios que deram origens a albuns como o Nevermind (Nirvana), Bombtrack (Rage Against the machine) , Rated R (Queens of the stone Age) que tocou recentemente no Brasil , como todos os ingressos esgotados, a propósito.






Permeiam o longa entrevistas e testemunhos de diversos músicos que passaram por lá, bem como os donos, os técnicos de som e a atendente. Eles explicam a genialdade e a espontaneidade de um tempo que hoje já não existe mais, pelo menos não em sua maioria. Explico. SoundCity era um estúdio que não tinha frescura, não existia a possibilidade de gravar uma parte de uma música e depois outra e no computador colar, separar ou ajustar a bel prazer do cliente. Não, ali o papo era reto. Guitarra, baixo, bateria tudo microfonado, aperta-se o REC e o que sair saiu.

Nessa toada, Dave consegue provocar,ainda que de leve, um debate extremamente atual que é o papel das tecnologias digitais na criação musical. Com ferramentas como o Protools que praticamente permitem a qualquer pessoa criar música em casa a procura por estúdios diminui e aqueles que não conseguiram se adaptar a essa realidade faliram.


Mas o diretor não é arrogante ao ponto de fechar o assunto. Ele até vê com bons olhos e enxerga esses diversos softwares como instrumentos e ferramentas na criação musical.

Outro cume do filme são as jams que o diretor realiza com nomes "desconhecidos" do rock como Paul Maccartney, Krist Novoselic, Josh, Homme,Trent Reznor etc etc.



Pra mim, assistir Soundcity foi lembrar de uma adolescência que já passou, mas que se mantém nos dias atuais até porque quem curte sabe música é vida interior e diminui a dor da nossa grande solidão




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Fernando Moreira dos Santos
Sessões 

Um comentário:

  1. Belíssimo texto, Fê! Estou pra vê-lo há um tempo. Vou ver o quanto antes!

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