segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Sessões, a cidade, o cinema ou a guisa da 500ª postagem


Agora ouvi dizer que o Itaú Cultural vai tomar conta de uma nova sala no Ibira. Espero que proliferem mais cinemas de rua, alternativos por aí. Só em SP a oferta de cultura é assim. É só mandar um Catraca Livre que você consegue um filme na faixa ou com precinho camarada. Tá certo que sinto saudades do Cine Arte Posto 4 de Santos com filmes por R$1,50 e o senhorzinho estiloso vendendo os ingressos, na amizade, na porta. Mas é só ficar ligado no Sessões; sempre aparece um ingressinho aqui e ali. É só responder com quantos dólares se faz uma obra prima.


A verdade é que eu aprendi a viver a metrópole pelo cinema. Tudo parecia triste e disperso. (Na época eu ainda não conhecia tantos botecos). Mas frequentar o Espaço Unibanco e o HSBC Belas Artes foram um grande alento. O primeiro às quintas, o segundo às segundas: promoções. Dali surgiam vidas e formas de todas as partes do planeta. E quem vai dizer que navegar em histórias, fugir da realidade não é uma delícia. A arte tem o mesmo barato da droga pra quem consome. Imagine, então, pra quem produz? Haha. E arte vai se vendendo. E ainda é arte (?).


Viver embriagado. Disse certa vez um francês. No cinema tudo é mais bonito, mais intenso, mais real. Mais real? É. Quando o cinema sensibiliza, ele lança verdade na cidade. Na ficção e no documentário. É tudo verdade. E a Santa Efigênia fica mais palpável e eu até consigo não me perder nas ruas da Penha. Quem sabe consiga alugar um apê por um preço bom na Vila Madalena. Quem sabe lançar um molotov nos Jardins. Mas não. Sem violência. Deixa disso. E na Paulista junto com a polícia, as balas de borracha, as bombas de gás, as bandeiras do brazil.


O que é mais real? São Paulo ou as ficções recebidas em suas poéticas salas de cinema?

Mateus Moisés para o Sessões em 25 de agosto de 2014

3 comentários:

  1. Quem diria que chegaríamos a 500 posts... Lá em 2008, seis funcionários rebeldes geraram um blog de cinema sem pretensões. Chegamos longe, mas pra que serve?
    Hoje sei. Para ser um pretexto para nos vermos mais. Mas precisamos mesmo do blog? Não, mas que eu gosto dele, eu gosto!

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  2. Como diria o Leandro, sempre que eu preciso escrever para um tema pra Faculdade relacionado a cinema surge um texto. Huahuahua...

    Mateus Moisés

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  3. Cristina Santander26 de agosto de 2014 20:28

    Oi Vitor!
    Trabalhei com você ate o início do ano. Eu era do SSO e fui pra Bioqualynet.
    Um dia ouvi "sem querer" uma conversa onde você falava sobre o filme Sangue Negro e fui assistir. Valeu pela "dica", o filme é ótimo, rs, mas eu não sabia que você tinha um blog sobre cinema (a propaganda no jornal do saúde funcionou).
    Também adoro cinema! Vou voltar aqui pra buscar mais indicações.
    Parabéns a todos, o blog é muito legal!
    Beijos

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