segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Frances Ha



Nome Original: Frances Ha
Ano: 2012
Diretor: Noah Baumbach.
País: EUA. Elenco: Greta Gerwig, Mickey Sumner e Adam Driver.
Prêmios: Melhor Filme do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes e Melhor Roteiro no European Film Award.



Ela mora aqui, vai pra lá, vai para mais longe, volta, vai para Paris, volta em 2 dias, fica sem amiga, fica com amigos, quer virar bailarina, volta a ter amiga, volta para a faculdade, deixa de ser bailarina, é “inamorável” e, finalmente, ousa e brilha.

Essa é Frances. Talvez não nessa ordem, mas ela é tudo isso em pouco menos de 80 minutos. Parece frenético, mas é poético e encantador. Tudo começa quando sua melhor amiga decide mudar da casa que dividem. Não por briga ou por namorados, mas sim por escolha de vida. Frances se perde. Apesar dos 28 anos, é bailarina substituta numa companhia e o seu futuro não é nada brilhante. Fica sem chão, vive em uma crise que todos já passamos. O que farei amanhã, o que serei no futuro? Para onde minha vida está indo? Meus amigos casando e tendo filhos e eu nem sei qual profissão tenho... É com essas perguntas e com respostas nada fáceis, a verborrágica Frances faz novos amigos, ganha admiradores. Sua beleza contrastada no lindo branco e preto da película faz com que sua personagem seja ainda mais cativante. “Frances Ha” nos faz pensar estar diante de um filme da Nouvelle Vague. Pensei em “Cléo das 5 às 7” com uma trilha mais marcante e com uma personagem mais ativa do que Cléo. Destaque para o momento de dança no meio da rua ao som de “Modern Love” de David Bowie. Um filmaço de baixo custo. Ai a América começa a ficar interessante.



Os filmes de Noah Baumbach que já vi não haviam me convencido de sua capacidade, apesar das sempre boas críticas. Agora, com “Frances Ha” vejo que além de crítica, ele foi capaz de contar uma história, que foge do habital, mas não precisa ser absolutamente estranho para impor sua marca registrada. Seus personagens sempre são confusos, pirados, em crise existencial, apesar de quase sempre estar na transição da adolescência para a vida adulta. Falo isso por “Lula e a Baleia” e “Margot e o Casamento”. Não que Frances não esteja nesse período ou tenha uma vida calma e monótona, mas a forma que vemos a sua vida na tela chega a encantar. Numa clara demonstração que seu cinema evoluiu, podemos dizer que Noah conseguiu, finalmente, amadurecer. Greta Gerwig brilha. É tão natural que parece ser um amiga próxima. Tão próxima que parece você.

Vitor Stefano
Sessões

Um comentário:

  1. Vi esse filme porque saiu na lista de melhores do ano do Tarantino e sinceramente, se tornou um dos meus filmes preferidos da vida! Digamos que hoje já meio que me encontrei, mas me identifiquei tanto com a Frances em um período da minha vida, que é impossível não amar o seu jeito e a sua graça. É um filme simples, que dispensa a necessidade de ser pretensioso, e me ganha justamento aí. Um lindo exemplo de como menos é mais, muuuito mais!

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