segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Wrong

Nome Original: Wrong
Diretor: Quentin Dupieux
Ano: 2012
País: França e EUA.
Elenco: Jack Plotnick, Eric Judor, Alexis Dziena, Steve Little e William Fichtner.
Sem Prêmio.


Só quem já perdeu um cachorro sabe a dor que é perdê-lo. Um vácuo, a falta de ar para respirar, a dor de um ente que se foi. Paul some de uma noite para outra e Dolph começa sua empreitada em acha-lo. Sua vida entra em um parafuso. Repete-se num espiral sem fim de acontecimentos inesperados, bizarros e malucos. Paul precisa voltar senão tudo pode piorar.



O despertador sempre toca às 7:60. Chega à empresa, do qual foi demitido há 3 meses, e, ao adentrar no escritório, chove sem parar (na parte de dentro). Ao chegar ao seu jardim sua palmeira virou um pinheiro. Para desabafar liga no disque pizza e marca encontro com a atendente. Conversa com seu jardineiro francês por telefone, mesmo há poucos metros de distância. Esses ocorridos são apenas para elencar algumas estranhezas que ocorrem na vida de Dolph e que vemos sem pensar muito, senão nossa cabeça funde. Cadê Paul? Alguém o teria roubado? Sinais dizem que sim. Misteriosas pessoas sempre o alertam que tudo ocorre por causa de Master Chang. Quem seria? Um oriental? Quando se materializa aparece um loiro tipo nórdico informando que Paul voltará para Dolph de ônibus.


Quem está lendo até aqui só pode pensar que eu sou louco de ter visto esse filme até o fim ou que estou absolutamente sob efeito de drogas para escrever. Não, é bagunçado assim mesmo. “Wrong” é uma punheta de ideias irreais sem senso ou filtro. Tudo acontece apenas porque Quentin Dupieux quer que aconteça. Um filme vindo, certamente, de uma cabeça atordoada. O que marca é o amor de Dolph por Paul, que até certo ponto também é exagerado. De resto é um filme tão nonsense que seu criticismo à sociedade moderna pode passar desapercebido.

Vitor Stefano
Sessões

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