segunda-feira, 26 de agosto de 2013

C.R.A.Z.Y. – Loucos de Amor

Nome Original: C.R.A.Z.Y.
Diretora: Jean-Marc Vallée
Ano: 2005
País: Canadá.
Elenco: Michel Côté, Danielle Proulx, Marc-André Grondin, Pierre-Luc Brillant, Maxime Tremblay e Alex Gravel.
Prêmios: Festival Internacional de Maine – Prêmio do Público, Melhor Filme (Público) no AFI Fest, Prêmio do Juri no Festival de Cinema de Marrakech.


Quem vê a capa do filme e lê o subnome criado para o português pode imaginar ser uma comédia besta, para divertir e passar o tempo, aliado ao próprio nome pode nos remeter a festas em casa, bebedeira, mulheres seminuas e muita loucura. A realidade é que no fim do filme vemos o real motivo pelo qual C.R.A.Z.Y. está escrito com os pontos:

Christian
Raymond
Antoine
Zacharie
Yvan



Sim, há festas, há drogas, há sexo. A família Beaulieu é uma família comum de Quebéc, só não é tão comum por ter uma prole de 5 filhos homens, onde aprendemos que a testosterona pode explodir uma casa. O machismo do pai Beaulieu é sempre imposto a todos da casa, como um verdadeiro Macho Alfa. O filme enfoca a vida de Zacharie, segundo mais novo dos filhos que vive em constante conflito. Aprovação, sexualidade, religião são algumas das provações por qual Zac terá que passar.
Relacionar-se com meninas mesmo tendo um olhar mais terno por meninos, entender porque seu pai é tão exigente com a sua masculinidade, entender porque ao ouvir David Bowie se solta e relaxa. A descoberta é tardia, é forçada, é difícil por querer sempre agradar e respeitar a educação que seu pai lhe deu. Mas quem disse que dá para aprender algumas coisas.



C.R.A.Z.Y. fez relativo sucesso na época de seu lançamento. Com merecimento. Trata de forma limpa e clara problemas que a juventude dos anos 80 viveu com as explosõesocorridas nas décadas anteriores. Sexo, Droga e Rock’n Roll fizeram muitas vítimas e criou gênios. Zac, como muitos outros jovens, sofreu, mas, entre descobertas e escondidas, conseguiu conhecer a sua verdade. Os irmãos sempre terão o respeito aos pais com o respeito maior a si próprio. Essa é a maior lição.

Vitor Stefano
Sessões

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