terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Django Livre

Nome Original : Django Unchained
Diretor : Quentin Tarantino
Ano: 2012
País: EUA
Elenco: Jammie Foxx, Christolph Waltz, Leonardo di Caprio e Samuel L. Jackson.
Premios: Oscar e Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante (Waltz) e Roteiro Original,
Django Livre (2012) on IMDb
      
Como quase sempre ocorreu, basta olhar a forma dos quase 400 posts desse blog, é muito comum darmos de mão beijada para o seguidor  a análise inteira do filme. Por isso, pretendo adotar método diferente.O objetivo deste texto é convencer você a desligar o computador e ir ao cinema assim que terminar esse texto. Algo um tanto pretensioso, reconheço, dado os transportes, o valor do cinema, a falta de tempo e etc...

De qualquer forma, você deve assistir Django Livre porque diferentemente dos filmes mais antigos de Quentin Tarantino (Pulp Fiction,  Kill Bill, Cães de Alguel e etc) o temário em que o filme foi contextualizado está naquele campo que o diretor vem explorando cada vez com mais desenvoltura : a vingança histórica.
Além de ser "histórica e politicamente incorreto" - o que é ótimo-,  dirigir um filme do ponto de vista da vingança histórica permite recriar e alterar completamente os parametros a que estamos habituados ;só isso já nos deixa em uma posição vulnerável pois somos dados a compreender não o que aconteceu mas o que poderia ter acontecido.

Sendo assim, é melhor que confessemos sob pena de sermos hipócritas: quem não gostaria de ver os judeus escalpelandos os nazistas e Hitler sendo metralhado numa sessão de cinema como em Bastardo Inglóriois? Quem não ama ver um ladrão psicopata cortando a orelha de um policial ao som de Stuck in the middlle of you? Por que os escravos num podem tirar a desforra que lhes foi imposta há tanto tempo pelo "fardo do homem branco"? Por que não os índios, as mulheres, os homossexuais enfim. Se expandirmos o conceito poderíamos pensar em todas as minorias dando o troco por serem desrespeitadas em seus direitos fundamentais.

Tá claro pra mim que estou longe de ser um especialista na arte do cinema ,mas, penso que, o fato de um cara ser um bom diretor passa primeiro pelo roteiro que ele tem nas mãos. Isto tanto é verdade que em nada espantou Tarantino ter levado a estatueta de melhor roteiro original pra casa na premiação do Oscar 2013. Como me comprometi em não contar o filme, posso somente dizer que, um caçador de recompensa (Dr.Schultz / Christopher Waltz) compra um escravo (Django / Jamie Fox) para leva-lo até os seus procurados após a captura os dois se envolvem em uma busca pela amada do liberto. O poder de um bom roteiro reside não somente na boa história que conta mas também no andamento da narrativa que deve ser fluída com as cenas se seguindo naturalmente.O que Django faz com maestria.


Não posso deixar de recomendar a trilha sonora que é sensacional. Fiquei com aquela sensação de que todas as músicas caem exatamente como uma luva nas cenas do filme que acabam deixam o espetáculo ainda mais admirável.












E o que falar das atuações.... Um prato cheio pra qualquer pessoa que aprecia a atuação teatral. Dr.Schultz (Cristopher Waltz) - ganhador do oscar de melhor ator coadjunvante pela segunda vez ; a primeira foi em bastardo inglórios como o Gen. Lanza - dá um curso de como se atua para os iniciantes no teatro. Samuel L. Jackson em pouco tempo conquista o público com sua atuação pra lá de cômica como o negro administrador da casa que não tem papas na lingua pra desqualificar Django. Leonardo de Caprio (Calvin Candie) também incorpora o papel mais legal e malvado que ele já fez o de um inescrupuloso senhor de almas e grande apreciador da lutas de mandigos ou mandigo fights.

E pra fechar esse liquidificador de cultura pop que é o cinema de Tarantino temos as tradicionais influências do diretor, isto é, a violência em demasia, o humor negro e a ironia, os diálogos recheados de tautologia, as pseudociências e as teorias fajutas , sarcasmo e preconceito racial, anarquia histórica e mitologia alemã e as situações non - sense que os fanáticos por Tarantino já sabem que antecipam cenas de tiroteios homérios em que o sangue jorra e espirra na lente da camera enfim o filme é uma obra de arte de uma mente destruidoramente criativa do cinema mundial que merece muito ser vista, digo, apreciada porque Tarantino é Biscoito Fino.

Fernando Moreira dos Santos
Sessões 400 posts Porra!!!!

2 comentários:

  1. Tarantino, esperto que é, cerca-se sempre de atores de primeira linhagem. Waltz, Di Caprio, J. Fox e Samuel L. Jackson criaram personagens impecáveis e envolventes, que em quase três horas de filme ao final nos fazem pensar que não se passaram mais do que uma hora e meia. Valeu muito desembolsar dez dinheiros para ver essa pepita no telão! Bacana Moreira!

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  2. Só pra dar uma de chato, é Coronel e não General Lanza. Tenho q dizer, eu fui no cinema achando q ia ver um filme bom, mas Django me surpreendeu pq é sensacional. A participação do Don Johnson como Big Daddy foi hilária do começo ao fim! Recomendo sem pestanejar pra quem ver ver um gde filme mesmo!

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