segunda-feira, 14 de maio de 2012

Em um Mundo Melhor


Nome Original: Hævnen
Diretor: Susanne Bier
Ano: 2010
País: Dinamarca e Suécia
Elenco: Mikael Persbrandt, Wil Johnson, William Jøhnk Nielsen, Ulrich Thomsen, Satu Helena Mikkelinen, Camila Gottlieb, Trine Dyrholm, Markus Rygaard.
Prêmios: Oscar e Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, Bodil de Melhor Atriz (Trine Dyrholm), Melhor Diretora no European Film Award.
Em um Mundo Melhor (2010) on IMDb


O nascimento do mal. A infância pode ser mais perniciosa ao mundo do que um simples choro agudo para tirar a paciência dos insensíveis que regem essa balburdia. Genes constituem a personalidade aliada às energias emanadas de um mundo que externam suas facetas mais horripilantes aos mais ternos bebês. Seja em Magé, Copenhagen ou em um campo de concentração africano, o mundo está cheio de boas e más intenções. Você quer absorver tudo e ver no que vai dar? Você deixaria seu filho por aí, sem rumo, deixando a sociedade construir seu pensamento e crescer emanado de perversões? A vida pode ser levada do jeito que cada um quiser, mas as consequências são sentidas em todo o mundo. A vida é mais bela do que podemos sentir na rua.

Se o bullyng está em moda, conseguimos ter cada vez mais a impressão de que ele pode ser muito mais prejudicial do que uma simples brincadeira maldosa, antes inocentes agora iniciadoras de guerras. Anton, um médico sueco de meia idade, vai à um país em guerra civil salvar vidas de mulheres e crianças que são brutalmente esfaqueadas pelos coronéis e donos das tribos daquele país. Como um salva-vidas, está lá para salvar vidas e não julgá-los. Sua vida lá é a verdadeira fuga dos problemas residenciais. Voltar à Dinamarca é angustiar uma prisão, é ver que seu filho e seu novo-melhor amigo se vingarem contra os valentões de seu colégio. Não sabemos do que uma influencia é capaz. Idealista e salvador, Anton angustia uma fuga para onde possa ser útil, mas o cordão umbilical ainda está em sua casa, com seu filho, com sua ex-mulher.

 
O globo é enorme e tem nuances diferentes a cada esquina, mas os problemas podem ser mais amplos do que parece. A globalização da maldade. Um mundo melhor é ali, é acolá. Nunca aqui. Aliás, um mundo melhor só será possível se fugirmos para Marte, talvez lá ainda seja muito perto e já esteja contagiado.
“Em um mundo melhor” parece uma colagem de filmes que já vimos e que suspeitamos já conhecer de trás para frente, mas feito com um capricho pouco visto no cinema contemporâneo. Vemos os países nórdicos com uma aura violenta na sua habitual calmaria do gelo. Susanne Bier é uma diretora que consegue com temas corriqueiros e globais em sua filmografia nos prender como se nunca tivéssemos visto essas ideias expostas.  Seja pelos problemas matrimoniais, da desigualdade do mundo, das guerras civis ou da simples dificuldade de entendermos porque existimos a busca por um mundo melhor sempre será a utopia dos bons. A bondade está em falta num mundo onde a esperança é artigo raro. Uma angustia pareia no mundo todo.


Vitor Stefano
Sessões

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