quarta-feira, 14 de maio de 2014

Entre Vales

Nome Original: Entre Vales
Ano: 2012
Diretor: Philippe Barcinski
País: Brasil, Alemanha e Uruguai.
Elenco: Ângelo Antônio, Daniel Hendler, Melissa Vettore e Inês Peixoto.
Prêmios: Melhor Filme e Prêmio Itamaraty no Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, Melhor Filme, Ator (Ângelo) e Atriz (Melissa) no Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe.
Entre Vales (2012) on IMDb



Vicente, um homem bem sucedido, sócios de uma consultoria, casado, com um filho muito amoroso onde vivem numa casa muito bonita em algum bairro bacanudo de São Paulo. Seu trabalho consiste em trabalhar em aterros sanitários, preparação dos solos para receber o lixo. Competente e dedicado, vê que tudo ao seu redor começa a desmoronar. Sua empresa está prestes a ser vendida. Seu casamento beira a separação. Seu filho perde o rumo. Vicente vai mudar.

Antônio, catador de lixo num aterro sanitário, homem de poucas palavras, introspectivo. Entre um dia e outro no lixão cria vínculo com outro catador e consegue sair de lá. Busca melhorar de vida. Tentar voltar a ser alguém visto pela sociedade. Ser invisível para Antônio é importante, mas precisa voltar a viver. Precisa renascer. Antônio vai mudar.



Vicente e Antônio. Suas vidas se cruzarão. Suas vidas se integrarão. Suas vidas é uma vida. A mesma pessoa em tempos distintos e contados numa narrativa não linear entre os personagens. Uma vida que oscila entre vales e infernos. Um filme de um personagem central muito bem construido e costurado de forma que chega a surpreender, apesar da aparente previsibilidade dos fatos. Já gostava muito do primeiro filme do Barcinski, "Não por Acaso", e aqui há alguma ligação com ele. Além de ter São Paulo como ambiente, aos personagens há uma angustia, um distanciamento entre o que vivem e o que realmente querem viver.  É um filme sensível. Denso. Mas, apesar disso, você sai da sala de cinema com uma esperança no coração.

O cinema nacional é um patrimonio público. Infelizmente, vocês que não o prestigiam, fazem como os que pixam os monumentos. Não ver esse filme é depreciar o que é nosso. Olhar ao inicio da sessão uma sala com 5 pessoas é de entristecer qualquer católico. Eu creio no cinema nacional.

Vitor Monteiro
Sessões

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