segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Sessões Dupla - Turnê e Magic Mike

Nome Original: Tournée / Magic Mike
Ano: 2010 / 2012
Diretor: Mathieu Amalric / Steven Soderbergh
País: França /EUA
Elenco: Mathieu Amalric, Miranda Colclasure, Dirty Martini e Suzanne Ramsey / Channing Tatum, Matthew McConaughey e Olivia Munn.
Prêmios: Melhor Diretor e FIPRESCI do Festival de Cannes / Melhor Ator Coadjuvante no Independent Spirit Award (Matthew).

Turnê (2010) on IMDb
Magic Mike (2012) on IMDb

Desde que vi “O Escafandro e a Borboleta” me interessei instantaneamente e intensamente por Mathieu Amalric. Como não se encantar pelo personagem e pelo ator detrás daquele personagem tão marcante. A partir daí consegui descobrir que ele é um dos maiores atores da atualidade e de sua geração. “Turnê” apareceu como um acaso na minha tela, interessou, instigou e prendeu como um chiclete. Além de ser o protagonista é o diretor desse filme que exalta e corrompe o novo burlesco, com aquelas performances de pin-ups pouco sensuais, uns loucos muito loucos, plateias cheias em uma terra desconhecida, com o drama do dono da trupe. A casa deles é o palco.

Em “Magic Mike” não é diferente. A casa deles é o palco, mas o tipo de show é absolutamente diferente. Esse é exclusivo para as mulheres. Corpos esculpidos, danças sensuais, atiçando a plateia ensandecida com o gingado e rebolar dos dançarinos. Claro que não é apenas o show, senão era mais fácil ir ao Clube das Mulheres. Temos todo um drama de drogas e um romance para balancear a trama. A loucura de uns pode complicar outros que tem o sonho de sair dessa vida. A vida “fácil” é cada vez mais difícil enquanto ainda paga suas contas, mas há perspectiva de futuro.



A comparação entre ambos é clara por terem sido lançados com pouco tempo de diferença aqui no Brasil, mas é claro que o público que buscam é diferente até pelo olhar mais complexo de “Turnê” e um pouco mais leve de “Magic Mike”. Ambos conseguem imprimir bom ritmo (sem o trocadilho) intercalando as apresentações com os dramas e/ou romances. Mas a graça de um é diferente da do outro.

“Magic Mike” tornou-se obrigatório para as mulheres por conta dos homens sarados e pelo bom romance criado, mas não deve ser descartado pelos homens. É, no mínimo, divertido e bom entretenimento. O destaque é certamente Channing Tatum que era dançarino e foi descoberto em um palco bem parecido com o que atua na pele de Magic Mike. “Turnê” não é indispensável aos homens. É mais profundo na melancolia das danças, da falta de perspectiva, dos problemas pessoais ultrapassando os limites possíveis. Vai além do estrelato do palco. Vai além do inferno astral. Vai além da vida.

Vitor Stefano
Sessões

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