A Aura
Em Nove Rainhas Bielisnky conseguiu criar um eletrizante e voraz filme sobre um golpe fabuloso. Em A Aura o diretor conseguiu unir a ânsia por um grande golpe a um suspense profundamente angustiante e nebuloso. O jovem diretor que morreu logo após essa obra, deixou esses dois longas de grandioso valor mergulhando na contravenção e em personagens dúbios e desejosos de uma condição melhor de vida. Custe o que custar.
Esteban é um taxidermista que tem pouco além de carcaças, ossos e peles de animais mortos. Sua mulher o deixou e as coisas parecem ir de mal a pior. Roubar um banco poderia ser uma ótima forma de dar uma nova guinada à vida mas a oportunidade de caçar é uma oportunidade de ir além do sonho. A ida ao Sul argentino para caçar é a situação ideal para desanuviar algo que o ronda. Além do oficio incomum ele se apresenta como uma pessoa com epilepsia e que tem uma memória fotográfica invejável. Ao chegar junto aum parceiro a um hotel cabana se vê diante da oportunidade perfeita para sair dessa vidinha.
Aura é como o médico descreveu o momento anterior ao ataque de epilepsia. Sua vida é permeada à sempre possível aura anterior ao fato. Um esquema de roubo aum cassino torna essa viagem a diversão em uma missão. Missão que passa a ser conturbado por um evento inesperado e decisório no mergulho no suspense e ação.
A câmera sempre atenta e magnética em Darín nos dá uma proximidade incrível aos que ali estão num jogo de caça. Caça por uma luz em sua acizentada existência. O filme vai nos costurando a esse grande golpe que gera grande impacto com um roteiro muito interessante e envolvente. A Aura é um filme que nos demonstra como a realidade pode ser totalmente embebida em desejos mundanos e vinganças por uma milionária recompensa. As vezes… nada vale a pena.




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