Nome Original: Gake no ue no Ponyo
Diretor: Hayao Miyazaki
Ano: 2008País: Japão
Elenco: Yuria Nara, Hiroki Doi, Jôji Tokoro, Tûki Amani.
Prêmios: Asian Film Awards de Melhor Compositor (Joe Hisaishi), Prêmio de Melhor Animação e Melhor Música para Cinema da Academia Japonesa de Cinema. Miyazaki foi contemplado em Veneza pelo prêmio Fundação Mimmo Rotella e Menção Especial Future Film Festival Digital Award.
Em torno da amizade e do amor tudo se transforma. Miyazaki, acostumado a fabular tudo que faz, não deixa o mar para trás. O mar já nos remete à segredos e mistérios e parece que o japonês consegue extrair lá do fundo (da alma, do pensamento ou do mar) as maiores fantasias à tona. E nem tudo é imaginação. Temos um tema muito sério abordado por todo o filme - a destruição, a ocupação e as transformações do mar pelos humanos, bem antes de Avatar (sim, o filme é de 2008 e só agora é lançado no Brasil).
Sosuke e Lisa, sua mãe, vivem na encosta do mar, numa casa-farol, à espera do retorno de seu pai, um dedicado marinheiro. Numa bela manhã, Ponyo, uma peixinha dourado é salva da morte pelo pequeno. A poluição dos humanos quase matou aquele ser vivo. Mas ela não é apenas um animal comum, ela tem poderes e a escolha por virar humano pode mudar toda a vida marítima e de todo mundo. E muda, mesmo contrariando seu pai - um ex-humano e defensor dos mares. Os poderes mágicos da pequena Ponyo são capazes de cenas maravilhosas, onde a imaginação tem asas e voa, para bem longe.
Durante toda a animação temos aflição de como a Lisa dirige seu carro. Sempre que ela entra nele, vemos que o perigo está muito próximo e a tensão só cresce. E para potencializar, por toda a película somos inebriados por um sentimentalismo criado pela linda trilha sonora, que é carregada de drama, beleza, força e leveza - lembra a força das músicas de ‘A Bela e a Fera’. Estamos dentro do mar, sentimos as bolinhas de ar sair por nossas narinas, o som orquestrado nos faz viajar e os nossos globos oculares preenchidos por duas criaturas das mais simpáticas e cativantes que já vimos nos últimos anos, fazem de Ponyo um filme obrigatório para crianças e indispensável aos adultos. O diretor se inspirou em ‘A Pequena Sereia’ para criar Ponyo. Talvez a tenha superado.
Essa, provavelmente, é uma das produções mais infantis do diretor japonês, pois não há nada de obscuro, misterioso ou denso como é perceptível em outros trabalho e em seu maior sucesso de público e crítica: A Viagem de Chihiro. Mas ele é capaz de tudo. Irreal ou impossível? Para você, pois esse é o mundo de Miyazaki e é pra lá que eu vou.
“Ponyo ama Sosuke”. Nós amamos Miyazake.
Vitor Stefano
Sessões






































