Nome original: The Wizard of Oz
Diretor: Victor Fleming
Ano: 1939
País: EUA
Elenco: Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Bert Lahr, Jack Haley e Billie Burke.
Prêmios: Oscars de Melhor trilha sonora (Herbert Stothart) e Melhor canção original por "Over the Rainbow" de Harold Arlen e E.Y. Harburg

Meu povo amado!
Meus irmãos espantalhos!
Meu grande exército de leões!
Meu magnífico ballet de homens de lata!
Meninas virgens do interior!
Quem vos fala é o Mágico de Oz. Muito obrigado, a vocês dou meu coração! Sou um homem de muitos sonhos e trabalharei duro para o bem estar de todos nesta terra. Durante a minha gestão prometo que lutarei em prol dos menos favorecidos! Criarei o Bolsa-Cérebro e o Programa Pró-Coragem. Retomarei as obras da Linha Amarela do Metrô, que se estenderá até o Kansas...
Já comprou uma promessa destas alguma vez? Que atire a primeira maçã, os que nunca vislumbraram um mundo em que tudo que é desejado simplesmente acontece. Um lugar onde os desejos do presente são as realizações de um futuro imediato. Este inconsciente coletivo já foi visto por mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. O cinema imortalizou o desejo humano de estar além do arco-íris em technicolor. O maior clássico infantil do cinema e o único filme com temática infantil que sempre figura na lista dos best of the best já realizados.
Em comemoração aos 70 anos do filme e em depreciação da minha cachola que não anda lá estas coisas para escrever, fiz um “control+c control+v” de curiosidades, ou porque não, motivos para ver o filme os que ainda não viram. Aproveitem!
“O Mágico de Oz foi visto por mais pessoas do que qualquer outro filme, mais de 1 bilhão de espectadores em todo o mundo. Apresenta-se, provavelmente, como a produção cinematográfica mais apreciada já feita em todas as línguas.”
“Foram utilizados quase 70 sets de filmagem com diferentes esquemas de iluminação e padrão de cores, e a maior parte das cenas foram rodadas em Technicolor. Um time de 150 pintores aplicaram 62 diferentes cores ao pano de fundo de Oz que media 600 m x 12 m. Também foram criados efeitos especiais para as seqüências do tornado e dos macacos voadores e 4.000 figurinos.”
“Mesmo não sendo o primeiro filme produzido em Technicolor (como muitos acreditam), O Mágico de Oz faz um uso notável da técnica.”
“Apesar de “Over the Rainbow” ser apenas uma canção num filme, o desempenho de Judy Garland foi tão grande ao cantá-la, que a mesma sempre é lembrada por esta canção, além de ter sido a combinação canção-artista mais bem recebida de todos os tempos. Parece inconcebível, mas, “Over the Rainbow” foi eliminada do filme. Alguns executivos queixaram-se de que “atrasava o filme” e acharam indigno para uma estrela da MGM cantar num curral. Mas, o bom senso prevaleceu e a canção foi reincerida.”
“No aniversário de 50 anos do filme, a famosa joalheria americana Harry Winston criou sapatos de rubi verdadeiros no valor de 3 milhões de dólares.”
“A roupa do leão covarde pesava quase 45 kilos.”
“O cachorro Totó teve momentos difíceis durante as gravações, porque os ventiladores gigantes usados para criar o efeito da ventania faziam com que o mesmo fosse constantemente lançado para longe.”
“No filme os sapatinhos prateados foram convertidos em sapatinhos de rubi - a fim de ressaltar o fato de ser um dos primeiros filmes a cores do cinema.”
“A estrada de tijolos amarelos inicialmente seria verde. A mudança de cor aconteceu após uma das paralisações nas filmagens, quando ficou definido que a cor amarela seria a melhor a ser usada em um filme feito com Technicolor.”
“O Mágico de Oz fez história por ser sido o primeiro filme a ser visto, anualmente, em televisão comercial. Ele apareceu pela primeira vez na CBS em um sábado, 3 de novembro de 1956 e pela última vez em uma sexta feira, 8 de maio de 1998. O filme continua a ser exibido todo ano nos canais de televisão a cabo da Turner: TCM (Turner Classic Movies) ou TBS (Turner Broadcasting System).”
“A música “Goodbye Yellow Brick Road“, composta por Elton John em 1973, faz referência a estrada de tijolos amarelos do filme O Mágico de Oz, onde a personagem Dorothy deve percorrer para encontrar o mágico que pode fazê-la voltar para casa. A letra, escrita por Bernie Taupin (autor de grande parte das letras de Elton) é uma mistura entre duas histórias: sua própria, falando de sua tristeza em deixar o local onde passou a infância para morar na cidade grande, e a de Elton, enfrentando as consequências de ser um músico precoce.”
“Em 1973, a banda inglesa Pink Floyd lançou o álbum “The Dark Side of the Moon”, que se tornaria um clássico do gênero e um dos discos mais vendidos de todos os tempos. Por alguma razão obscura, alguém resolveu ouvir este álbum enquanto assistia o filme O Mágico de Oz de 1939, e se maravilhou com alguns momentos de sincronia entre os acontecimentos da história e as letras das músicas. Nasceu assim o mito de The Dark Side of the Rainbow, a idéia de que o álbum do Pink Floyd teria sido concebido e cronometrado para servir de trilha sonora alternativa para O Mágico de Oz.”
Assista um trecho, se quiser procurar pela rede, vai achar muito a respeito desta misteriosa trilha alternativa do filme:
Clique aqui e dê uma olhada no texto de Cláudia Faria, crítica de cinema, que muito entende de Oz.
Não há lugar melhor que o lar?
Leandro Antonio
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